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Órgão pagará R$ 163 milhões a 87.066 contribuintes em 15 de abril. Desse montante, R$ 92,49 milhões se referem ao Imposto de Renda do ano passado. A Receita Federal informou que foram abertas nesta terça-feira (7) as consultas a mais um lote residual do Imposto de Renda de Pessoa Física, incluindo as restituições dos exercícios de 2008 a 2019. Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas depois regularizaram as pendências. As consultas já podem ser feitas por meio da página da Receita na internet ou pelo telefone 146. O órgão também disponibiliza um aplicativo para tablets e smartphones para consulta das informações sobre a restituição e a situação cadastral do CPF. Ao todo, 87.066 contribuintes receberão R$ 163 milhões em 15 de abril, de acordo com a Receita. Destes, R$ 92,49 milhões são referentes ao IR 2019, pagos a 48.212 contribuintes. Do valor total de restituições, R$ 75,82 milhões referem-se a contribuintes com prioridade no recebimento dos valores (idosos acima de 80 anos, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério). Malha fina No fim do ano passado, a Receita Federal informou que 700 mil declarações estavam retidas na malha fina do IR de 2019 devido a inconsistências nas informações prestadas. Nos últimos anos, a omissão de rendimentos foi o principal motivo para cair na malha fina, seguido por inconsistências na declaração de despesas médicas. Para saber se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. Veja o passo a passo do extrato do IR Após verificar quais inconsistências foram encontradas pela Receita Federal na declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora. Quando a situação for resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, a restituição será incluída nos lotes residuais do Imposto de Renda.

Secretário Mansueto Almeida defendeu alta temporária de gastos para garantir atendimento de saúde e fazer frente aos impactos econômicos da pandemia de coronavírus. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo deve gastar "o que for necessário" neste ano para garantir o atendimento à população na área de saúde por conta da pandemia do novo coronavírus, e também seus efeitos na economia. Entretanto, ele afirmou que esse aumento de despesas deve ser feito de forma temporária. "A gente deve gastar que for necessário neste ano. É gasto temporário, não permanente, para combater os efeitos econômicos e sociais [do coronavírus]. O erro que a gente não pode cometer é pegar esse momento de crise e aumentar gastos de forma permanente, em 2021, 2022 e 2023", afirmou ele, durante videoconferência promovida pelos jornais "O Globo" e "Valor Econômico". O secretário do Tesouro Nacional afirmou ainda que o rombo primário nas contas do setor público neste ano, com os gastos relacionados com a pandemia do coronavírus, está, até o momento, entre R$ 450 bilhões e R$ 500 bilhões, acima de 5% do PIB. Com isso, será o maior déficit da série histórica, iniciada pelo Banco Central em 2001. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, em foto de fevereiro de 2020 Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo De acordo com Mansueto Almeida, o desafio, neste momento, é proteger as pessoas em situação vulnerável por conta da crise do novo coronavírus, e garantir que os estados e municípios tenham os recursos necessários para as ações na área de saúde. "O Brasil tem uma rede de assistência social muito grande. Hoje, um idoso no interior do Norte e Nordeste tem uma aposentadoria rural e está protegido. Mas os trabalhadores informais, em um esforço de guerra, o governo precisa encontrar essas pessoas e dar renda. O terceiro desafio é o caso dos empresários, que já passaram por vários momentos de crise, construíram empresa sólidas e, de alguma forma, tem de ajudar a manutenção do emprego", disse. Ele afirmou, ainda, que o governo está estudando editar uma Medida Provisória para permitir que as empresas que tenham dívidas com o governo possam buscar as linhas de crédito oferecidas nesse momento de pandemia do coronavírus. Acrescentou, porém, que segundo a Constituição, empresas que tiverem débitos com a Previdência Social, não estão aptas, o que gera um problema nesse caso. "Por que colocamos isso na Constituição", questionou. Auxílio a informais O secretário admitiu que há uma dificuldade por parte de vários países em fazer com que o auxílio chegue nos trabalhadores da economia informal, mas avaliou que, no Brasil, esses problemas são menores por conta da existência do Cadastro Único, que reúne beneficiários de programas sociais, e dos bancos públicos. "A gente consegue operacionalizar muito rápido, mas chegar na economia informal é de fato difícil. Mas pelo que fui informado a Caixa desenhou e está disponível um aplicativo de celular. Quase todo mundo tem um aparelho de celular, esta disseminado. É esse tipo de esforço que a gente tem de fazer", declarou. Manutenção de empregos Sobre a linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas no valor de R$ 40 bilhões, sendo R$ 34 bilhões do governo federal, para ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses, Mansueto Almeida afirmou ainda que o governo vai transferir ainda nesta terça-feira ao BNDES os recursos necessários. "[O Tesouro] vai estar transferindo o dinheiro hoje para o BNDES. Chegamos uma minuta em que todos os lados ficaram satisfeitos. Os passos nem sempre são rápidos", disse ele. Previsão para o PIB Segundo Mansueto Almeida, qualquer projeção feita nesta momento sobre o crescimento da economia brasileira neste ano é "mero chute". "Se vai ser negativo em menos 1%, menos 2%, menos 3%, ninguém tem a mínima ideia neste momento. Talvez fique mais claro em duas três, quatro semanas. Pois ninguém tem ideia de qual será a velocidade de recuperação", declarou. Reformas Ele disse ainda que, caso o país não tivesse feito reformas importantes, como a da Previdência Social, a situação da economia seria "muito frágil" para enfrentar a pandemia do coronavírus. "Em outras crises, em 2002, 2008, e 2015, os juros estavam acima de 14% ao ano. Hoje é 3,75% ao ano. Vamos sair dessa crise com dívida maior, sim, mas o custo dessa dívida é muito baixo. Imagina estar com a divida alta e juros a 26% [como em 2003]. Basicamente, metade da dívida é afetada por esse juro de curto prazo. Ainda bem que a gente fez alguma reformas nos últimos anos, que a gente vai sair dessa crise sem estar quebrado", disse. O secretário afirmou ainda que o Brasil tem uma economia "muito diversificada, que tem uma indústria muito forte, setor de serviços forte, uma agricultura pujante". "Ainda bem que a gente é um país tão grande e tão diversificado que, se a gente construir um diálogo político, a gente vai tomar as decisões corretas para reduzir os custos econômicos e sociais dessa crise e tentar recuperar a economia mais rápida na saída da crise. É necessário u,a palavra: diálogo", concluiu ele. Initial plugin text

Prazo, que era até segunda (6), vai até domingo (12). Contratação é devido à pandemia do novo coronavírus. Salários são de até R$ 10,9 mil. Jaboatão dos Guararapes prorrogou prazo de inscrição na seleção simplificada para contratar médicos Reprodução/Google Street View O prazo de inscrição na seleção simplificada de Jaboatão dos Guararapes, que visa contratar temporariamente 25 médicos devido à situação de emergência decorrente da pandemia do novo coronavírus, foi prorrogado até domingo (12). Os salários são de até R$ 10.904,42. Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Coronavírus: confira perguntas e respostas Saiba como estão os serviços no estado Do total de vagas, 16 são para médicos de Estratégia Saúde da Família, cinco médicos clínicos e quatro médicos pediatras. A exigência e a remunerações para cada cargo estão disponíveis no edital, publicado no Diário Oficial do município. Os contratos tem duração de até 12 meses, "observada à época a manutenção dos requisitos da condição de excepcional interesse público que a fundamente", segundo a prefeitura. A seleção é feita através de etapa única de análise curricular. No ato de inscrição, os candidatos devem anexar o formulário de inscrição, documentação pessoal e os certificados profissionais para comprovar a capacitação para exercer os cargos. Os detalhes dos documentos, que devem ser encaminhados para o e-mail [email protected], estão no edital. O resultado final da seleção será divulgado no Diário Oficial do município e pelo site da prefeitura no dia 17 de abril deste ano. Coronavírus em Pernambuco Nos últimos tês dias, número de mortes pela Covid-19 triplicou em Pernambuco O governo estadual confirmou mais nove mortes de pacientes com coronavírus, na segunda-feira (6), totalizando 30 óbitos. Entre eles está o de um adolescente de 15 anos e de duas técnicas de enfermagem do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Oeste do Recife. Também houve o registro de 22 casos a mais da doença, totalizando 223 confirmações no estado (veja vídeo acima). Para aumentar o isolamento social, o governo também editou um novo decreto proibindo o acesso aos calçadões na orla do estado e prorrogando o fechamento de praias e parques. Apenas atividade essenciais estão autorizadas a funcionar no estado, até 17 de abril. Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text

Além de cientistas, associações de operadoras e o governo vieram a público para negar 'teoria da conspiração' dizendo que ondas de rádio ajudaram a espalhar coronavírus. Vídeos compartilhados em redes sociais afirmam que rede 5G pode 'transmitir' o novo coronavírus, mas cientistas desmentem Getty Images via BBC Teorias da conspiração dizendo que a tecnologia 5G ajuda a propagar o novo coronavírus foram desmentidas e criticadas pela comunidade científica. A radiação da tecnologia 5G faz mal à saúde? Vídeos compartilhados nas redes sociais britânicas mostram imagens de antenas (ou postes) de telefonia móvel pegando fogo em Birmingham e em localidades do condado de Merseyside, onde fica a cidade de Liverpool, na Inglaterra, junto a afirmações da "teoria". As postagens foram compartilhadas no Facebook, YouTube e Instagram — muitas feitas por contas verificadas com centenas de milhares de seguidores. Mas cientistas dizem que a ideia de uma conexão entre a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e a rede 5G é "um absurdo total", além de ser biologicamente impossível. As teorias da conspiração foram classificadas como "o pior tipo de notícia falsa" pelo diretor médico do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, Stephen Powis. Teoria da conspiração As postagens sugerem que o 5G, a mais nova geração de telefonia móvel e que depende de sinais transmitidos por ondas de rádio, é de alguma forma responsável pela transmissão do coronavírus. As teorias parecem ter surgido por meio de publicações no Facebook no final de janeiro, na mesma época em que os primeiros casos foram registrados nos Estados Unidos. A falsa teoria aponta para dois pontos: o primeiro, afirma que o 5G pode suprimir o sistema imunológico, tornando as pessoas mais suscetíveis a pegar o vírus. O segundo, que o vírus pode, de alguma forma, ser transmitido através do uso da tecnologia 5G. Ambas as ideias são "um absurdo total", diz Simon Clarke, professor associado de microbiologia celular da Universidade de Reading, no Reino Unido. "A ideia de que o 5G reduz o sistema imunológico não resiste ao escrutínio científico", diz Clarke. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram antenas de celulares pegando fogo em Birmingham e Merseyside, no Reino Unido Getty Images via BBC "Seu sistema imunológico pode ser afetado por todo tipo de coisa: por estar cansado um dia ou por não ter uma boa dieta. Essas flutuações não são grandes, mas podem torná-lo mais suscetível a pegar vírus." Embora ondas de rádio muito fortes possam causar algum tipo de aquecimento, o 5G não é suficientemente potente para aquecer alguém ao ponto de causar algum efeito prejudicial. "Ondas de rádio podem atrapalhar sua fisiologia à medida que o aquecem, o que significa que seu sistema imunológico pode não funcionar. Mas os níveis de energia das ondas de rádio 5G são minúsculos e não estão nem perto o suficiente para afetar o sistema imunológico. Existem muitos estudos sobre isso", diz Clarke. As ondas de rádio envolvidas no 5G ou em outras tecnologias de telefonia móvel ficam na extremidade de baixa frequência do espectro eletromagnético. Menos poderosos que a luz visível, eles não são fortes o suficiente para danificar células, ao contrário da radiação na extremidade de maior frequência do espectro, que inclui os raios solares e os raios-X usados na medicina. Também seria impossível para a tecnologia 5G transmitir o vírus, acrescenta Adam Finn, professor de pediatria da Universidade de Bristol, também no Reino Unido. Seria impossível para a 5G transmitir o vírus, diz Adam Finn, professor de pediatria da Universidade de Bristol, no Reino Unido Getty Images via BBC "A atual epidemia é causada por um vírus transmitido de uma pessoa infectada para outra. Sabemos que isso é verdade. Temos até o vírus crescendo em nosso laboratório, obtido de uma pessoa com a doença. Vírus e ondas eletromagnéticas são coisas completamente diferentes", diz ele. Também é importante observar outro "buraco" nessa teoria: o coronavírus está se espalhando por cidades do Reino Unido onde o 5G ainda não foi implantado - e em países como Irã e o Brasil, que também ainda não implantaram a tecnologia. Antes mesmo da crise do coronavírus, houve várias histórias cabeludas sobre o 5G circulando pelas redes sociais. Algumas foram checadas pela BBC, como uma que afirmava que a nova tecnologia apresentaria riscos à saúde. No início deste ano, um amplo estudo da Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não-Ionizante (ICNIRP) rebateu as alegações, dizendo não haver evidências de que as redes móveis causassem câncer ou outras doenças. Mas, por algum motivo, a desinformação sobre o assunto parece ter aumentado. A associação das operadoras britânicas Mobile UK afirmou que boatos e teorias falsas que ligam o 5G ao coronavírus são "preocupantes", enquanto o Ministério da Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido (DCMS na sigla inglesa) reiterou que "não há absolutamente nenhuma evidência que comprove essa associação". Vírus invadem as células humanas ou de animais e as usam para se reproduzir, o que causa a infecção. Os vírus não podem viver muito tempo fora de um ser vivo; portanto, precisam encontrar uma maneira de entrar — geralmente por meio de gotículas de tosse ou espirros. O sequenciamento do genoma do novo coronavírus sugere que ele pulou de animais para humanos — e, depois, começou a passar de humanos para humanos. Initial plugin text
Todos os setores registraram declínio na variação mensal, sendo os mais significativos naqueles em que a compra pode ser postergada, segundo levantamento. A atividade do comércio brasileiro em março teve a maior queda no comparativo mensal da série histórica, iniciada em 2000. A redução foi de 16,2% em relação a fevereiro, feitos os devidos ajustes sazonais, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. Todos os setores registraram declínio na variação mensal, sendo os mais significativos naqueles em que a compra pode ser postergada – Veículos, Motos e Peças (-23,1%) e Materiais de Construção (-21,9%). Combustíveis e Lubrificantes tiveram a menor diferença com relação a fevereiro, com 5,5% de recuo. No comparativo com março de 2019, as vendas no varejo tiveram retração de 13,7%, puxada por Veículos, Motos e Peças (-26,3%) e Materiais de Construção (-17,9%). Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (-15,1%) e Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-11,1%) aparecem na sequência, com Combustíveis e Lubrificantes (-8,7%) e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (-2,4%). O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, avalia que este movimento era esperado e que deve ser uma tendência para os próximos meses. “Com as pessoas ficando mais em casa e muitas lojas físicas fechadas, cai automaticamente o consumo de itens, principalmente os não essenciais, como Veículos e Materiais de Construção, que apresentaram a maior retração em março. Na contramão estão áreas essenciais, como Supermercados e Combustíveis, cujo impacto foi menor pelo consumo e necessidade de abastecimento das cidades”, diz em comentário enviado à imprensa. Também nesta terça-feira, o IBGE divulgou que as vendas do comércio varejista tiveram alta de 1,2% em fevereiro, na comparação com janeiro. O resultado interrompeu dois meses seguidos de queda, quando o setor acumulou perda de -1,7%. Sincomércio prevê prejuízo milionário para economia da região com a quarentena

Daniel Castanho, presidente do conselho e um dos fundadores da Ânima Educação, lançou o movimento de empresas que se comprometeram a não demitir funcionários até fim de maio. Para mim não existe essa dicotomia. Se a gente não ficar em isolamento agora, vão acontecer as duas coisas. Vamos ter que ficar no isolamento durante quatro meses, e aí muitas pessoas vão morrer de coronavírus e muito mais pessoas vão morrer de fome', defende Castanho Divulgação Para o empresário Daniel Castanho, presidente do conselho e um dos fundadores do grupo Ânima Educação, organização educacional privada de ensino superior, as empresas e governantes que adotarem um pensamento "mesquinho" durante a crise deixarão de existir em um futuro próximo, no mundo pós-pandemia do coronavírus. Foi com esse discurso que, no fim de semana, Castanho angariou discretamente o apoio de empresários para o que se transformou em um manifesto: o "Não Demita!". Nele, mais de 1 mil empresas signatárias firmaram o compromisso de que não demitirão nenhum funcionário até o final de maio. "Nossa maior responsabilidade, agora, é manter nosso quadro de funcionários", diz o texto. "Até por uma questão da economia, temos que manter o isolamento social agora", defende, reforçando as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impedir que o novo coronavírus se espalhe mais rapidamente do que os hospitais brasileiros sejam capazes de atender. O discurso de Castanho destoa do que se ouviu dos empresários nas primeiras semanas da pandemia do coronavírus no Brasil, quando as medidas de isolamento social foram criticadas por Luciano Hang, da Havan, Junior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, Roberto Justus, além do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro. Na opinião de Castanho, o momento é de pensar além do curto prazo. "Os empresários, as empresas, as pessoas, os líderes, os governantes que não tiverem uma visão holística não existirão no mundo pós-coronavírus", afirma Castanho, sem citar nomes. Diz que os primeiros a aderirem ao "Não Demita!" foram os executivos Ricardo Lacerda, do banco de investimento do BR Partner, Rubens Menin, da MRV e Eugênio Mattar da Localiza. "Falamos no final de semana. Na segunda-feira acabei falando com diversos outros e no final do dia na segunda-feira já tinha mais de 20 empresas assinando, os três grandes bancos, Santander Bradesco e Itaú", comemora. Até o momento, além do Ânima, que tem 118 mil estudantes nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Bahia e Sergipe, o movimento já tem mais de mil empresas signatárias, como Accenture, Alpargatas, Boticário, Bradesco, BR Partners, BRF, BTG, Camil, C&A, Cosan, Itaú, JBS, Magalu, Microsoft, MRV, Natura, PwC, Renner, Salesforce, Santander, SEB, Suzano, Vivo, XP e WEG. "Visto que a gente vai ter que ficar em isolamento, infelizmente teremos impacto econômico; o que as empresas podem fazer neste momento é não demitir". Comércios pequenos se reinventam para sobreviver à crise e evitar demissões Leia os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil - O que vocês assinaram exatamente? Qual foi o compromisso? Daniel Castanho - A gente se comprometeu a não demitir até o final de maio. E então não é mais um manifesto, é um movimento, e decidimos fazer um site. BBC News Brasil - Na primeira fase da pandemia, os empresários mais "vocais" foram os que se opuseram ao isolamento social (como o empresário Junior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, ou o empresário Roberto Justus). Houve resistência à iniciativa do "Não Demita"? Daniel Castanho - Os 50 primeiros [empresários que aderiram ao Não Demita] eu fui muito mais um maestro do que qualquer coisa, porque todos já estavam com esse sentimento de que a gente não podia demitir. Alguns falaram 'olha, eu não vou conseguir, não vai dar, vou demitir o mínimo possível'. E acho que depois de algumas conversas eles disseram: 'tá bom, vai. Até o final de maio a gente consegue segurar'. Tem um que falou que ia demitir 400 pessoas e depois disse que ia tentar segurar até o final de maio. BBC News Brasil - E como um empresário consegue segurar isso? Castanho - Todo mundo acredita que essa crise é diferente da (crise financeira global) de 2008, que era um trem fantasma, você não sabia o que ia acontecer. Essa aqui tem data para acabar, é uma montanha russa: a gente já sabe o que vai acontecer. Vai ter o pico, aí em setembro a gente já vai saber quantas pessoas morreram, se já tem remédio, tal. É diferente. Claro que o cinto de segurança vai ser (ter) caixa. E aí, em um primeiro momento, todo mundo diz 'bom, se eu não estou vendendo, e o meu problema é caixa, vou demitir', não tem o que fazer. Mas a hora que você parar para refletir e pensa de maneira mais holística, não só na sua empresa, mas no contexto geral, aí acho que os empresários estão bastante conscientes. Eu acho que há um amadurecimento dos empresários de que não é importante esse trimestre, o importante é o que vai acontecer esse ano, o impacto que vai ocorrer no Brasil depois que o coronavírus passar. Inclusive aparentemente tem essa discussão sobre se deve voltar a funcionar ou não a economia, se tem ou não lockdown. Eu acho que, se parar para pensar na economia, a gente devia continuar com isolamento. Porque se a quantidade de casos de UTI ultrapassar a infraestrutura médica que a gente tem já daqui a duas semanas, meu medo é que a gente não saia do lockdown. Vamos ficar três meses em isolamento, não é três meses e vai voltando aos poucos. Vai ser isolamento total durante três meses. Então eu realmente acredito que, até por uma questão da economia, temos que manter o isolamento agora. Mas, por outro lado, temos que dar suporte para que o impacto seja o menor possível, e algumas empresas vão ter que absorver isso. BBC News Brasil - No mundo inteiro há praticamente um consenso em torno da adoção de medidas de isolamento social. No Brasil há sinais contrários, com o próprio presidente Bolsonaro convocando a volta do comércio e protestos contra o isolamento social. Como vê esse posicionamento? Castanho - Eu realmente acho que, hoje, as empresas que forem olhar só para si mesmas, na minha cabeça, vão deixar de existir em um tempo muito curto. A gente está em um momento do mundo em que precisamos entender que fazemos parte de um grande ecossistema. Não adianta achar que tem uma inflamação do seu dedinho esquerdo e, deixa isso lá, porque o resto do corpo está bom. Dá uma infecção generalizada e você morre. E se você acha que não tem problema aquela comunidade, aquela favela, aquela empresa quebrar, desde que você esteja bem, vai estar tudo bem... Não funciona mais assim. Um caso de uma pessoa na China, e olha o que aconteceu com o mundo. Os empresários, as empresas, as pessoas, os líderes, os governantes que não tiverem uma visão holística não existirão no mundo pós-coronavírus. BBC News Brasil - Fala-se em uma dicotomia entre morrer de coronavírus ou morrer de fome. Castanho - Para mim não existe essa dicotomia. Se a gente não ficar em isolamento agora, vão acontecer as duas coisas. Vamos ter que ficar no isolamento durante quatro meses, e aí muitas pessoas vão morrer de coronavírus e muito mais pessoas vão morrer de fome, porque são quatro meses de lockdown. Quem vai ter coragem de dizer, se houver muito mais gente morrendo, faltando leito, faltando respirador, "vamos continuar trabalhando!"? Ninguém vai fazer isso. BBC News Brasil - Essa união de empresários nesse momento é quase um movimento político, porque vai na contramão do que defende o presidente. Há resistência? Castanho - Não. Muito pelo contrário, é um movimento de empresários, completamente apartidário. Eu não acho que estamos indo contra o que alguém falou, porque ninguém falou para demitir. BBC News Brasil - O presidente pede o fim do isolamento social. O movimento de vocês não defende o isolamento social sem demissões? Castanho - Não, eu, Daniel, sou a favor do isolamento social. As empresas, cada uma tem o seu posicionamento. São signatários o Pão de Açúcar, o Magazine Luiza e a Ânima. A Ânima está 100% remota, o Pão de Açúcar full time trabalhando. Eu estou explicando que acho que há uma consciência do empresário de que é preciso não demitir, porque os impactos mais para a frente serão muito maiores. Visto que a gente vai ter que ficar em isolamento, infelizmente teremos impacto econômico; o que as empresas podem fazer neste momento é não demitir. BBC News Brasil - Como a pandemia afetou o grupo Ânima até agora? Castanho - Â Anima tem 8 mil pessoas trabalhando. Nosso ensino sempre foi híbrido, não temos à distância. Todos os nossos professores preparam as aulas e compartilham dentro de uma grande plataforma de compartilhamento de preparação de aulas. Fizemos uma parceria com o Zoom, também fizemos com algumas teleconferências, demos 5 giga(bytes) para todos os funcionários. E todos os alunos têm aula da casa dos professores para a casa dos alunos. Claro, tem empresas do grupo que são mais afetadas: a HSM é uma empresa de eventos, e não há eventos; o Instituto Ânima tem vários projetos que pararam. Por exemplo: na área de infraestrutura ninguém está trabalhando e provavelmente não vai trabalhar este semestre. Limpeza, segurança, manutenção, enfim. Mas eu acho que quando a gente voltar, do lockdown, vai ser algo gradativo. Eu acredito que alguns setores vão voltar antes, como o comércio, como as escolas, para os pais trabalharem. E acho que universidade não vai ser uma das primeiras a voltar, então poderíamos desligar vários funcionários este semestre para voltarem só no que vem. E obviamente não vamos fazer isso. BBC News Brasil - O Brasil tem muito pequeno e médio empresário. Na informalidade há também muito microempreendedor, que não tem capital de giro. O que acha das medidas de apoio para esses empresários que estão tentando sobreviver? Castanho - Tem bastante coisa sendo feita para ajudar o microempresário. É verdade o que você falou, tem muito microempresário que só é microempresário por falta de emprego: o vendedor de cachorro quente, a manicure. Eu realmente acho que, com tudo o que está sendo feito, por mais que seja bastante coisa, o impacto vai ser grande. E por outro lado vai haver um amadurecimento da sociedade, por exemplo, nas relações de trabalho. Aquelas empresas que estavam estruturadas no formato comando/controle, em que valorizava a pessoa que chega antes, horário, bate cartão, isso não vai existir mais. Ninguém vai voltar a trabalhar 100% do tempo na empresa. O home office, por um lado, é uma produtividade maior, diminui a interação entre as pessoas, mas vai ter um formato híbrido. Vai empoderar mais, dar autonomia, confiança. Confiança vai ser a palavra da vez. Vamos redesenhar nossas relações e, nesse novo mundo, a gente vai entender que faz parte de um grande ecossistema. E quem não entender, quem tiver um pensamento mais mesquinho, será eliminado, enfim, não vai existir daqui a dois a três anos. BBC News Brasil - Que cenário o senhor vê para a economia? Castanho - De repente pode haver um resgate no último trimestre deste ano, mas vamos passar momentos muito complexos, sem dúvida nenhuma, nos próximos 180 dias. De recessão, de desemprego. Por isso que eu acho que as empresas não podem mais pensar na visão para este trimestre. Tem que pensar com uma visão mais de longo prazo, em 12 meses. Quem estiver pensando agora em curtíssimo prazo pode até conseguir salvar um pouquinho no curto prazo, mas depois, daqui a 12 meses, vai ter um impacto muito maior. Quem demitir agora para salvar um pouco de caixa acho que, num prazo um pouco maior, não vai sobreviver.

Inscrições para um dos processos seletivos ocorrem até esta terça-feira (7). Hospital Vovó Mocinha Maternidade Gota de Leite A Cidade On/Araraquara A Fundação Municipal Irene Siqueira Alves Vovó Mocinha (Fungota) está com dois processos seletivos abertos para o preenchimento de 159 vagas temporárias na área da saúde em Araraquara (SP). Serão analisados os currículos e títulos dos candidatos. Inscrições até terça-feira Os selecionados atuarão na Maternidade Gota de Leite, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nas unidades descentralizadas de atendimento, como hospital de campanha e plantões estendidos das Unidades Básicas de Saúde, durante o período de calamidade pública, em razão da pandemia de Covid-19, causada pelo coronavírus. O processo seletivo oferece 153 vagas (confira abaixo). As inscrições vão até as 15h59 desta terça-feira (7) e devem ser feitas exclusivamente pelo e-mail [email protected] Os salários variam de acordo com o emprego, bem como a carga horária de trabalho, conforme o edital. Médico clínico geral e emergencista Enfermeiro assistencial Técnico de enfermagem Auxiliar administrativo Farmacêutico Fisioterapeuta As listas de classificação, pela ordem de pontuação, serão publicadas no dia 10 de abril, no site da Fundação e nos Atos Oficiais do Município. Inscrições até sexta-feira O segundo processo seletivo oferece seis vagas. As inscrições vão até as 15h59 desta sexta-feira (10) e devem ser realizadas pelo e-mail [email protected] Técnico em enfermagem hospitalar Técnico em farmácia Enfermeiro especialidade UTI neonatal e pediátrica Os profissionais atuarão na Maternidade Gota de Leite para reposição de postos de trabalho durante o afastamento de empregados no período de calamidade pública em razão da pandemia de Covid-19. Os salários variam entre R$ 1.946,50 e R$ 3.331,25. O resultado com a classificação pela ordem de pontuação será publicado no dia 17 de abril. Contratação Para os dois processos seletivos, é preciso enviar os seguintes documentos digitalizados: Requerimento de inscrição preenchido e assinado (disponível no edital); Cédula de identidade; Certificado/diploma de conclusão do curso de nível referente à vaga; Comprovante da carteira de vacinação atualizada (sem pendências e/ou atrasos vacinais); Registro no conselho profissional de classe, quando for o caso; Currículo documentado. A contratação de profissionais será pelo regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) no prazo de 6 meses, renovável por igual período. Cada edital prevê a reserva de 10% das vagas oferecidas por emprego para candidatos com deficiência e 20% das vagas para candidatos negros. Concursos anteriores Em conformidade com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Fungota e o Ministério Público do Estado de São Paulo, a Fundação promoverá, de forma prioritária, a contratação temporária dos candidatos classificados em concursos realizados anteriormente para os mesmos empregos ou empregos compatíveis. Os candidatos classificados nos concursos já realizados pela Fundação que tiverem interesse pela vaga temporária deverão se inscrever indicando, no campo específico do formulário de inscrição, em qual concurso da Fungota figuram como aprovados à espera de convocação. A convocação para exercer a função do emprego temporário não exclui o direito de permanência dos candidatos na lista de classificados do concurso realizado pela Fungota. Já os candidatos que vierem a se inscrever nos dois processos seletivos e forem considerados habilitados, figurarão na lista geral de classificação dos processos abertos após os candidatos classificados nos concursos realizados pela Fungota. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
Caixa vai abrir conta digital gratuita para pagar benefício a quem não tem conta bancária. Governo estima pagar os R$ 98 bilhões de auxílio nos próximos 45 dias A Caixa Econômica Federal apresentou nesta terça-feira (7) o site e o aplicativo para que informais, MEIs e contribuintes individuais do INSS possam se cadastrar para receber o auxílio emergencial de R$ 600 mensais por três meses. Veja quem tem direito e como funciona o auxílio Veja o passo a passo para se inscrever Veja como serão feitos os pagamentos: Beneficiários do Bolsa Família Quem já recebe o Bolsa Família não precisa se cadastrar para receber o benefício. Os trabalhadores que se enquadrarem nas regras receberão o auxílio individual pelo mesmo meio em que recebem o Bolsa Família. Os trabalhadores receberão o benefício que for mais vantajoso. Pagamentos seguem o calendário do Bolsa Família: primeira parcela nos últimos dez dias úteis de abril segunda parcela nos últimos dez dias úteis de maio terceira parcela nos últimos dez dias úteis de junho Trabalhadores inscritos no Cadastro Único Os inscritos no CadÚnico, mas que não recebem o Bolsa Família, também não precisarão se inscrever. Para quem tem conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa: primeira parcela em 9 de abril segunda parcela entre os dias 27 e 30 de abril; terceira e última parcela entre 26 e 29 de maio. Para quem não tem conta nesses bancos: primeira parcela em 14 de abril segunda parcela entre os dias 27 e 30 de abril; terceira e última parcela entre 26 e 29 de maio. Demais trabalhadores Os demais trabalhadores que se enquadrem nas regras para receber o benefício deverão se cadastrar pelo aplicativo ou pelo site (preferencialmente). Quem não tiver acesso à internet poderá se cadastrar nas agências da Caixa e casas lotéricas. primeira parcela em até cinco dias úteis após o cadastro, iniciando em 14 de abril; segunda parcela entre os dias 27 e 30 de abril; terceira e última parcela entre 26 e 29 de maio. Contas digitais gratuitas Os beneficiários do auxílio, exceto os que recebem o bolsa família, irão receber os pagamentos em suas contas bancárias. Para quem não tem conta atualmente, a Caixa Econômica Federal vai abrir contas digitais gratuitas. Essas contas vão permitir que os beneficiários façam pagamentos de contas de consumo e transferências gratuitamente. Inicialmente, não será possível fazer saques dessas contas. Para saque em dinheiro, a Caixa vai estabelecer um cronograma posteriormente, segundo o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Grão brasileiro está mais barato que o americano no mercado mundial, o que dificulta as vendas do país. Colheita de soja no Brasil Ouro Safra/Divulgação O recente enfraquecimento nos embarques de soja dos Estados Unidos, sem uma reviravolta prolongada na demanda de exportação, pode fazer com que os estoques do grão atinjam o segundo nível mais alto já registrado, em setembro, apesar da safra menor do ano passado. A China é provavelmente o único país que poderia fornecer a elevação necessária à demanda por soja dos EUA, mas, devido à oferta mais barata e abundante no Brasil e uma economia global mais lenta após o coronavírus, a perspectiva não é muito favorável. Os Estados Unidos exportaram apenas 2,76 milhões de toneladas de soja em fevereiro, o menor número para o mês desde 2004, de acordo com dados publicados na quinta-feira pelo US Census Bureau. Pouquíssimos grãos americanos de soja foram embarcados em fevereiro para a China, a principal compradora, que concordou em importar um valor recorde de produtos agrícolas dos EUA este ano, devido à assinatura da Fase 1 do acordo comercial. As exportações norte-americanas de soja para a China totalizaram 471.761 toneladas em fevereiro, uma queda de 78% no ano e a menor para o mês desde 2000. Março pode ter sido ainda pior para a soja nos EUA. Os dados de inspeção de exportação publicados na segunda-feira (6) pelo Departamento de Agricultura do país, combinados com projeções recentes, colocam o volume de março em torno de 2 milhões de toneladas, mas pode ter ficado aquém disso. Esse seria o pior março desde 2013, quando o país exportou 1,96 milhão de toneladas, mas se os embarques caírem abaixo desse número, serão os menores do mês desde 2002. E o Brasil? O Brasil, de outro lado, está quase terminando de colher o que se espera ser uma safra recorde de soja, e suas exportações recentes foram impressionantes. Não são apenas os grãos brasileiros mais baratos que os norte-americanos, mas os agricultores têm vendido antecipadamente com a moeda perto de mínimas históricas em relação ao dólar. Expressivos 11,6 milhões de toneladas de soja foram exportados pelo Brasil em março, cerca de 30% a mais do que o recorde de 2017 para o mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume ainda é maior do que o recorde mensal de 11,2 milhões de toneladas estabelecido em outubro de 2016 pelos Estados Unidos. Além disso, o volume de março foi o segundo maior da história do país, atrás apenas dos 12,35 milhões de toneladas exportados pelo Brasil em maio de 2018, segundo a Secex. Entre setembro e março, os primeiros sete meses do ano comercial nos Estados Unidos, o Brasil exportou um recorde de 35,8 milhões de toneladas de soja, um aumento de 4% em relação à máxima anual anterior. Cerca de 81% dos grãos foram para a China. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)estima a colheita de soja do Brasil em 126 milhões de toneladas, mas analistas do setor reduziram recentemente estimativas baseadas na seca, para até 120 milhões de toneladas. Se a safra brasileira ficar menor, isso pode causar um aumento nas vendas de soja nos EUA nos próximos meses, como em 2016. Mas os estoques globais de soja estavam um pouco mais apertados há quatro anos do que hoje, e o aumento das vendas nos EUA provavelmente ainda ficaria aquém do necessário. Como referência, o USDA havia estimado a safra de soja 2015/2016 do Brasil em 100 milhões de toneladas, mas a produção final caiu para 96,5 milhões.

As duas grandes potências são seguidas pelo Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. Gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies liderou número de pedidos em 2019. A China se tornou em 2019 a principal depositária de pedidos internacionais de patentes, conquistando o título pela primeira vez dos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (7) a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), uma agência da ONU com sede em Genebra. "Em 1999, o Ompi recebeu 276 solicitações da China, contra 58.990 em 2019, 200 vezes mais hoje do que há 20 anos", detalhou o diretor-geral da organização, Francis Gurry, citado em um comunicado de imprensa. Em uma entrevista coletiva, ele explicou que esse novo domínio chinês reflete o desejo de Pequim de transformar sua economia em "uma economia de maior valor agregado", enfatizando se tratar de um "sistema de inovação favorecido pelo Estado", no qual os subsídios públicos desempenham um papel importante. Para o diretor da Ompi, "o rápido crescimento da China para chegar ao topo do ranking (...) destaca a mudança da geografia da inovação, com os depositantes asiáticos representando agora mais da metade de todos os pedidos", enquanto a Europa e a América do Norte representam menos de um quarto desses pedidos. Assim, a China encerra o reinado dos Estados Unidos (57.840 pedidos em 2019), que dominava o ranking todos os anos desde a criação do Tratado de Cooperação em Patentes (PCT) do Ompi em 1978. As duas grandes potências são seguidas pelo Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. A Ompi também observa que o forte crescimento dos pedidos de patentes internacionais na Turquia permitiu que o país se classificasse entre os 15 primeiros. Huawei Reuters/Aly Song Huawei lidera pedidos Em seu relatório anual, o Ompi também observa que, pelo terceiro ano consecutivo, a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies, com 4.411 pedidos publicados, foi a principal depositária em 2019. Em seguida, a Mitsubishi Electric Corp. do Japão, Samsung Electronics da Coreia do Sul, Qualcomm Inc. dos Estados Unidos e Guang Dong Oppo Mobile Telecommunications da China. Um prêmio de consolação para os Estados Unidos, a Universidade da Califórnia permanece no topo do ranking de estabelecimentos de ensino. É seguida pela Universidade de Tsinghua na China. A lista das 10 principais instituições acadêmicas solicitantes de patentes internacionais inclui cinco universidades nos Estados Unidos, quatro na China e uma na Coreia do Sul. No geral, os pedidos de patentes internacionais apresentados por intermédio do PCT aumentaram 5,2% (265.800 pedidos) em 2019, enquanto os pedidos de registro internacional de marcas através do sistema de Madri aumentaram 5,7%. Os pedidos de proteção de desenhos e projetos industriais no sistema de Haia cresceram 10,4%, marcando mais um ano recorde para todos os serviços globais de propriedade intelectual do Ompi. Pandemia Resta ver o impacto que a pandemia do novo coronavírus terá nos pedidos de patente. Surgida na China no final de dezembro, a doença COVID-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, matando mais de 73.000 até o momento e paralisando a economia. "O impacto nas indústrias criativas e na inovação será extremamente importante", disse Gurry a repórteres. Explicando que ainda era muito cedo para quantificar esse impacto, que dependerá da intensidade e duração da crise, ele observou que os dados preliminares recebidos pelo Ompi para janeiro, fevereiro e março mostraram um declínio no crescimento de pedidos de patentes. Secretário de Defesa americano chama Huawei de ameaça

Terão direito ao benefício, que será pago por até três meses, trabalhadores informais, desempregados, MEIs e contribuintes individuais do INSS, que cumpram requisito de renda média. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (7) as formas de cadastramento disponíveis para os trabalhadores informais pedirem o auxílio emergencial de R$ 600. Quem terá direito e como vai funcionar a ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais Os trabalhadores podem pedir das seguintes formas: Clique aqui para acessar pelo site: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.caixa.auxilio Clique aqui para baixar o aplicativo para iOS (celulares Apple): https://apps.apple.com/br/app/caixa-aux%C3%ADlio-emergencial/id1506494331 Quem deve se cadastrar O aplicativo e o site devem ser usados pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS. Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único). O auxílio - de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil para mães solteiras - será pago por pelo menos três meses para compensar a perda de renda decorrente da pandemia de coronavírus. Veja abaixo o passo a passo para solicitar o auxílio emergencial: CADASTRO PELO SITE DA CAIXA 1. O trabalhador deve acessar a página inicial do site da Caixa (https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio): Página inicial no site da Caixa para cadastro no auxílio emergencial de R$ 600 Reprodução 2. Na página seguinte, vêm os requisitos necessários para ter direito ao auxílio emergencial: Página 2 do pedido de auxílio emergencial no site da Caixa Reprodução 3. Em seguida, o trabalhador informal deve preencher dados como nome completo, CPF e data de nascimento: Página 3 para cadastro no programa de auxílio emergencial no site da Caixa Reprodução 4. Em seguida, é necessário preencher o número do celular para receber um código de verificação por SMS: Página 4 para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no site da Caixa Reprodução 5. Assim que chegar por SMS, o código de verificação deve ser colocado no campo "código recebido": Página seguinte que o trabalhador informal deve preencher no site da Caixa para ter direito ao auxílio emergencial Reprodução 6. O trabalhador deve então informar a renda, o ramo de atividade, estado e cidade: Página de cadastramento para o programa de auxílio emergencial no site da Caixa Reprodução 7. O trabalhador deve informar em seguida os dados dos integrantes da família que moram com ele: Página seguinte para cadastro no programa de auxílio emergencial no site da Caixa Reprodução 8. O trabalhador escolhe se quer receber em conta já existente ou criar uma poupança digital: Página de cadastro onde o trabalhador escolhe se quer receber em conta já existente ou criar uma poupança digital Reprodução 9. Após informar a opção, trabalhador deve fornecer seu documento (RG ou CNH): Página de cadastro onde o trabalhador escolheu criar uma poupança digital Reprodução 10. Em seguida vêm os dados fornecidos pelo trabalhador: Página de cadastro para recebimento do auxílio emergencial de R$ 600 Reprodução 11. Na tela final, vem o aviso de que o pedido do auxílio emergencial está em análise: Página final para cadastro no programa de auxílio emergencial Reprodução CADASTRO PELO APP 1. O trabalhador deve acessar a página inicial do aplicativo: Página inicial do aplicativo da Caixa para cadastro no auxílio emergencial de R$ 600 Reprodução 2. Na página seguinte, vêm os requisitos necessários para ter direito ao auxílio emergencial: Página do pedido de auxílio emergencial no aplicativo da Caixa Reprodução 3. Em seguida, o trabalhador informal deve preencher dados como nome completo, CPF e data de nascimento: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução 4. Em seguida, é necessário preencher o número do celular para receber um código de verificação por SMS: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa reprodução 5. Assim que chegar por SMS, o código de verificação deve ser colocado no campo "código recebido": Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução 6. O trabalhador deve então informar a renda, o ramo de atividade, estado e cidade: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução 7. O trabalhador deve informar em seguida os dados dos integrantes da família que moram com ele: Página de cadastro no aplicativo para programa de auxílio emergencial Reprodução 8. O trabalhador escolhe se quer receber em conta já existente ou criar uma poupança digital: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução 9. Após informar a opção, trabalhador deve fornecer os dados da conta: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução 10. Em seguida, vêm os dados fornecidos pelo trabalhador para revisão: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução 11. Mais dados fornecidos pelo trabalhador para revisão: Página para cadastro no programa de auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo da Caixa Reprodução Telefone para tirar dúvidas A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever pelo telefone, apenas tirar dúvidas. Na manhã desta terça, o G1 tentou contato, mas o sistema estava indisponível. Quem tem direito O benefício será pago a trabalhadores informais, autônomos e MEIs. Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, todos os beneficiários deverão: ter mais de 18 anos de idade e CPF ativo; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Se, durante o período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele não deixará de receber o auxílio. O auxílio não será dado a quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família. Quando começa o pagamento Para os inscritos no CadÚnico, a previsão é que os pagamentos sejam feitos a partir de 9 de abril, para quem tem conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa. Para os demais, seguirão o calendário abaixo: primeira parcela no dia 14 de abril; segunda parcela entre os dias 27 e 30 de abril; terceira e última parcela entre 26 e 29 de maio. Para os demais trabalhadores, a previsão é que o primeiro pagamento seja feito em até cinco dias úteis após o cadastro e sigam o mesmo calendário: primeira parcela no dia 14 de abril; segunda parcela entre os dias 27 e 30 de abril; terceira e última parcela entre 26 e 29 de maio. Como será feito o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 Quem já recebe o Bolsa Família não precisa se cadastrar para receber o benefício. Os trabalhadores que se enquadrarem nas regras receberão o auxílio individual pelo mesmo meio em que recebem o Bolsa Família. Os trabalhadores receberão o benefício que for mais vantajoso. O pagamento será feito seguindo o calendário regular do Bolsa Família, sempre nos 10 últimos dias úteis de cada mês. As parcelas serão pagas em abril, maio e junho. Os beneficiários do auxílio, exceto os que recebem o Bolsa Família, irão receber os pagamentos em suas contas bancárias. Para quem não tem conta atualmente, a Caixa Econômica Federal vai abrir contas digitais gratuitas. Essas contas vão permitir que os beneficiários façam pagamentos de contas de consumo e transferências gratuitamente. Inicialmente, não será possível fazer saques dessas contas. Para saque em dinheiro, a Caixa vai estabelecer um cronograma posteriormente, segundo o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. Veja as formas de pagamento do auxílio emergencial: Não haverá saques, apenas depósitos, por enquanto Quem tem conta aberta em qualquer banco pode indicá-la para receber o valor Quem não tem conta aberta terá de autorizar a abertura de uma conta digital pelo site/aplicativo (veja acima no passo a passo) Quem não tem acesso à internet e, por isso, não consegue se cadastrar nem no app nem no site, poderá fazer o cadastro no programa de auxílio emergencial nas agências da Caixa ou nas lotéricas, mas receberá o dinheiro na conta indicada
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta terça-feira (7) ao blog ser preciso garantir que a permissão de aumento do endividamento dos Estados sirva para fazer frente à pandemia do coronavírus, sem se estender para os próximos anos. Tal liberação está em discussão na Câmara dos Deputados com o plano que leva o nome do secretário. “Se misturar curto e longo prazo, a gente tem um problema”, avalia Mansueto. O Tesouro Nacional têm acompanhado de perto as negociações para auxiliar os governadores diante da queda abrupta na arrecadação nos próximos meses por causa dos impactos econômicos da pandemia. Mansueto vê como necessária a ajuda do governo aos Estados e municípios neste ano, já que eles não podem emitir dívida, ao contrário do governo federal. Economistas estão preocupados com a articulação dos governadores para ampliar a capacidade de endividamento que se estenderia além de 2020. As negociações estão sendo feitas em meio ao debate para aprovação do chamado Plano Mansueto, que originalmente socorria Estados sem capacidade de endividamento com garantia do Tesouro e permitia antecipar recursos a serem pagos até o final deste mandato dos governos estaduais. Os economistas ouvidos pelo blog dizem que foi a ampliação dos limites de endividamento dos Estados nos anos que se seguiram à crise financeira de 2008/2009 que levou à situação de penúria e excesso de dívidas Estaduais. Muitos dos recursos estaduais foram utilizados para criar gastos permanentes. Mesmo antes da crise do coronavírus, muitos governos estavam sem dinheiro até mesmo para pagar salários dos servidores. O ponto que mais levanta preocupações no Plano Mansueto é uma possível modificação do artigo 29, que define os limites de empréstimo para os governos estaduais. Há propostas para que os valores sejam ampliados e estendidos para além deste ano de calamidade. O deputado Pedro Paulo (DEM/RJ), relator do projeto, afirma que há, sim, um trabalho para conter excessos e controlar a ampliação dos limites de gastos. “É um governo sem articulação política no Congresso e com os entes, somado a uma mescla de governadores desesperados e outros querendo se aproveitar do momento”, diz o deputado.

Equipamento utiliza peças de veículos da marca, o que ajudará na rapidez da produção. Protótipo de respirador da Tesla Reprodução/Tesla A Tesla revelou, em um vídeo publicado no canal da empresa no Youtube (veja abaixo), um protótipo de respirador mecânico que promete ajudar na recuperação de pessoas infectadas pelo coronavírus. A escassez do equipamento tem sido um dos desafios no combate a pandemia. De acordo com os engenheiros da marca, os respiradores utilizam peças de veículos da Tesla, permitindo que eles sejam produzidos com rapidez. Grupo de WhatsApp, treinamento, ajuda da polícia: como montadoras estão consertando respiradores Veja os efeitos do coronavírus na indústria automotiva Coronavírus: perguntas e respostas O vídeo foi divulgado duas semanas depois que o presidente-executivo, Elon Musk, disse que a Tesla planejava reabrir sua fábrica em Nova York para produzir respiradores. O cronograma da produção não foi detalhado no vídeo. "Ainda há muito trabalho a fazer", disse um dos engenheiros, "mas estamos dando o nosso melhor". Musk disse na semana passada que a Tesla fornecerá respiradores aprovados pela FDA gratuitamente a hospitais dentro de regiões onde a montadora elétrica normalmente fornece seus veículos. O Financial Times informou que os dispositivos doados por Musk a alguns hospitais da cidade de Nova York não eram do tipo procurado para uso em unidades de terapia intensiva. Em vez disso, eram máquinas normalmente usadas para tratar apneia do sono, mas recentemente aprovadas pelo FDA como uma alternativa no caso de falta de respiradores. A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Na segunda-feira, Ibovespa avançou 6,52% e fechou a 74.072 pontos. Ibobespa - Fachada do prédio da B3, a bolsa brasileira, no Centro de São Paulo Rahel Patrasso/Reuters O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em forte alta nesta terça-feira (7), chegando a disparar mais de 7%, novamente apoiada no sentimento mais positivo nos mercados globais em relação ao ritmo de contágio do Covid-19. Às 12h58, o Ibovespa subia 6,49%, a 78.882 pontos. Na máxima até o momento chegou aos 79.855 pontos. Veja mais cotações. Entre os destaques do dia, Petrobras subia acima de 6%. Itaú tinha alta de 6% e Bradesco avançava 7%. Na véspera, a Bolsa fechou em alta de 6,52%, a 74.072 pontos. Na sexta, a bolsa recuou 3,76%, a 69.537 pontos. Na parcial do mês, o índice acumula alta de 1,44%. No ano, porém, a queda é de 35,95%. Acompanhe as últimas notícias sobre os mercados Cena externa e interna Nos EUA, as bolsas de Nova York atingiram nesta terça máximas de quase um mês, um dia depois de os três principais índices terem saltado mais de 7%, quando os governadores de Nova Iorque e Nova Jersey disseram que os seus estados estavam a mostrar sinais preliminares de um "achatamento" do surto do vírus. "A melhora no quadro de mortes relacionadas ao Covid-19 na Europa e nos EUA continua promovendo a volta do apetite pelo risco nos mercados", observou a equipe da Guide Investimentos, em relatório a clientes mais cedo nesta terça-feira. No Brasil, o setor de varejo surpreendeu e registrou alta das vendas em fevereiro, no melhor resultado para o mês em quatro anos, ainda sem registrar os efeitos do fechamento de lojas e comércios devido às medidas de combate ao vírus. O volume de vendas no varejo teve em fevereiro alta de 1,2% em relação a janeiro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para os analistas da corretora Guide, as disputas internas na política atrapalham, mas a bolsa deve continuar se beneficiando da melhora da dinâmica no exterior. Na véspera, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que permanecerá no cargo. De acordo com o Blog do Camarotti, Bolsonaro havia decidido demitir o ministro, mas voltou atrás depois da reação de ministros do governo, dos presidentes de Senado e Câmara e de parlamentares. O Santander Brasil revisou para baixo suas expectativa para o desempenho do PIB neste ano, passando a ver contração de 2,2% em seu cenário-base, ante projeção anterior de crescimento de 1%, devido aos efeitos do coronavírus sobre a atividade. Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 Initial plugin text
Expectativa é de que sejam contratadas 85 mil operações com recursos dos fundos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Linha de crédito terá modalidade de capital de giro e de investimentos. O governo federal informou que espera liberar R$ 6 bilhões em empréstimos para os pequenos empreendedores por meio de uma linha de crédito aprovada nesta semana pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). "Nosso foco principal é auxiliar os pequenos negócios, com até dez funcionários, e os autônomos dessas regiões. Os fundos constitucionais possuem as menores taxas do mercado e atendem especialmente quem não consegue ter acesso a financiamentos em outras instituições”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. De acordo com o governo, o maior volume de recursos (R$ 3 bilhões) será destinado à região Nordeste, enquanto outros R$ 2 bilhões irão para a região Norte e R$ 1 bilhão para o Centro-Oeste. O objetivo, diz, é "pulverizar a aplicação dos recursos chegando ao maior número de beneficiários e municípios possível". A expectativa do governo é de que sejam contratadas cerca de 85 mil operações. Terão preferência no acesso às linhas de crédito emergencial as atividades vinculadas aos setores comerciais e de serviços, informou o Ministério do Desenvolvimento Regional. A taxa de juros dessa linha de empréstimo será de 2,5% ao ano, ou seja, abaixo da taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, atualmente em 3,75% ao ano. De acordo com o governo, essa é a menor taxa do mercado, voltada para os pequenos empreendedores. Por conta disso, haverá um custo de R$ 439 milhões aos cofres públicos. "Esse é mais um auxílio que o Governo Federal disponibiliza para que nossa economia possa continuar girando e os impactos desse momento sejam minimizados. Queremos pulverizar esses recursos para o maior número de beneficiários, justamente para preservar empregos e recuperar atividades produtivas", disse o ministro Rogério Marinho. Como funciona a linha de crédito Segundo o governo, serão disponibilizados empréstimos para capital de giro e investimentos. Nas duas situações, os financiamentos poderão ser contratados enquanto o decreto de calamidade pública estiver em vigor, limitado a 31 de dezembro de 2020. No caso do capital de giro, a oferta será de até R$ 100 mil por beneficiário. Os recursos poderão ser utilizados com despesas de custeio, manutenção e formatação de estoques e, também, para o pagamento de funcionários, contribuições e despesas diversas com risco de não serem honradas por conta da redução ou paralisação das atividades produtivas. Na modalidade investimentos, serão disponibilizados até R$ 200 mil por beneficiário, com a finalidade do empreendedor investir e, ao mesmo tempo, utilizar o recurso como capital de giro. O prazo para quitação, informou o governo, será de até 24 meses e carência até 31 de dezembro de 2020, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário. Quando e onde buscar De acordo com o governo, as novas linhas de crédito entrarão em vigor a partir da publicação de Portaria do Ministério do Desenvolvimento Regional para cada região. Ainda não foi informado quando isso acontecerá. Os recursos dos três fundos constitucionais são concedidos por meio do Banco da Amazônia (região Norte), do Banco do Nordeste (região Nordeste) e, no Centro-Oeste, pelo Banco do Brasil.

Desde meados de março, aérea retirou 120 aviões de operação. Ações da empresa acumulam em 2020 queda de mais 70%. Avião da companhia aérea Gol Sergio Moraes/Reuters A Gol suspendeu nesta terça-feira (7) suas projeções para 2020 e 2021, citando a contínua incerteza sobre o impacto e a duração da pandemia de Covid-19, que fez a companhia aérea reduzir drasticamente sua oferta de voos, mas medidas de combate ao vírus restringirem viagens e derrubarem a demanda no setor. A empresa afirmou em fato relevante que espera manter a maioria da sua frota em terra durante abril e maio, depois de deixar 120 aeronaves sem voar no final de março. Desde a segunda quinzena de março, a Gol retirou 120 aviões de operação e reduziu sua oferta para 50 voos diários entre o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e as 26 capitais brasileiras e Brasília. A aérea disse que a pandemia teve efeito limitado no desempenho do primeiro trimestre, quando a companhia deve ter registrado lucro por ação de 0,25 real, excluindo variação cambial e no Exchangeable Senior Notes, conforme projeções preliminares e não auditadas da Gol. Nos primeiros três meses do ano, a margem Ebitda deve ter ficado entre 44% e 46% e a margem Ebit, entre 27% e 29%. A Gol também estimou redução de cerca de 1% na receita unitária de passageiro e queda de cerca de 23% no custo unitário excluindo combustíveis, ambos na comparação ano a ano. A alavancagem financeira da companhia, medida pelo indicador dívida líquida/Ebitda ficou em aproximadamente 2,8 vezes no trimestre encerrado em março. A companhia disse que tinha 3 bilhões de reais em caixa e aplicações, além de 1,3 bilhão de reais em recebíveis. Em vídeo publicado no site da companhia, o vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark, afirmou que a liquidez total da companhia no final de março era de 6 bilhões de reais se considerados ainda R$ 1,7 bilhão em despesas antecipadas, reserva de manutenção e depósitos em garantia. As ações da Gol acumulam em 2020 queda de mais 70%. Preservação de Caixa A Gol divulgou primeiros resultados de uma série de medidas que adotou a fim de preservar o caixa da companhia pelos próximos 90 dias, entre elas redução de 50% da folha de pagamento, bem como período de carência de seis meses e diferimento dos pagamentos de leasing de aeronaves. Em meio à diminuição de 93% da oferta, registrou diferimento de todos os pagamentos de combustível, suspensão de taxas de navegação e aeroportos públicos, suspensão dos projetos de investimento por 180 dias e prorrogação dos prazos de pagamentos de capex em até 90/180 dias, entre outras reduções de custo. Também obteve rolagem dos vencimentos de curto prazo existentes dos bancos locais e aumento dos limites de crédito para manter todas as linhas de capital de giro existentes e prorrogou para 2022 a amortização de R$ 156 milhões em debêntures locais do trimestre. A companhia disse que, do lado de suporte governamental, teve os impostos e taxas suspensos no segundo trimestre de 2020. Em outro comunicado, divulgado na noite de segunda-feira, a Gol também disse que está discutindo alternativas de financiamento junto ao governo federal e ao BNDES, mas que os termos e condições de eventuais financiamentos não estão definidos.

Estima já inclui reduções de oferta anunciadas pela petroleira. Na semana passada, estatal anunciou corte de 200 mil barris diários na produção diária. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A estatal Petrobras aprovou um patamar de produção de petróleo no Brasil para abril de 2,07 milhões de barris por dia, disse a companhia em comunicado nesta terça-feira (7). "Dessa maneira, haverá um acompanhamento diário da projeção de produção, elevando ou diminuindo as restrições para garantir a produção média do volume de 2,07 milhões bpd em abril", afirmou. A estimativa já inclui reduções de oferta anunciadas pela petroleira em 26 de março e 1° de abril, disse a Petrobras, acrescentando que "segue monitorando o mercado e, em caso de necessidade, fará novos ajustes". Na semana passada, a Petrobras anunciou que reduziu em 200 mil barris sua produção diária de petróleo. Segundo a estatal, a medida integra um conjunto de ações são necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no que se configura "a pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos".

Moeda encerrou o dia vendida a R$ 5,2940, em queda de 0,63%. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em queda nesta terça-feira (7), dando sequência ao movimento visto na véspera, mas segue negociado acima de R$ 5,20 Às 12h54, a moeda norte-americana caía 1,03%, vendida a R$ 5,2397. Na mínima do dia até o momento chegou a R$ 5,1822. Veja mais cotações. Na segunda-feira, o dólar fechou a R$ 5,2940, em queda de 0,63%. Na parcial do ano, a moeda ainda acumula alta de 32,03%. O dia é pautado por esperanças de que a pandemia de coronavírus possa estar recuando na Europa e em algumas regiões dos Estados Unidos. Veja as últimas notícias sobre os mercados O banco central ofertará até 10 mil swaps cambiais tradicionais neste pregão, com vencimento em outubro de 2020 e janeiro de 2021, para rolagem de contratos já existentes. Cenário externo No exterior, os mercados tinham um viés positivo nesta terça-feira, com investidores concentrando-se em sinais iniciais de que a pandemia de coronavírus possa estar recuando, embora permanece a cautela diante da perspectiva de impactos significativos na economia global. O número total de casos confirmados de Covid-19 na Itália teve o menor aumento diário desde 17 de março na segunda-feira, ressaltando as esperanças de que a doença possa estar recuando graças a uma quarentena nacional introduzida em 9 de março. Enquanto isso, nos Estados Unidos, os governadores de Nova York e Nova Jersey disseram que seus Estados, epicentros da doença no país, estão mostrando sinais iniciais de um "achatamento" do surto. Cena local No Brasil, o setor de varejo surpreendeu e registrou alta das vendas em fevereiro, no melhor resultado para o mês em quatro anos, ainda sem registrar os efeitos do fechamento de lojas e comércios devido às medidas de combate ao vírus. O volume de vendas no varejo teve em fevereiro alta de 1,2% em relação a janeiro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na véspera, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que permanecerá no cargo. De acordo com o Blog do Camarotti, Bolsonaro havia decidido demitir o ministro, mas voltou atrás depois da reação de ministros do governo, dos presidentes de Senado e Câmara e de parlamentares. O Santander Brasil revisou para baixo suas expectativa para o desempenho do PIB neste ano, passando a ver contração de 2,2% em seu cenário-base, ante projeção anterior de crescimento de 1%, devido aos efeitos do coronavírus sobre a atividade. O banco prevê dólar a R$ 4,90 ao fim de 2020 e a R$ 4,10 no término de 2021 -- s estimativas anteriores eram R$ 4,30 e R$ 4, respectivamente. Dólar 06.4.20 Economia G1

Resultado interrompeu dois meses seguidos de queda. No ano, alta foi de 4,7%, o melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2014. Vendas de hipermercados e supermercados foram as que mais contribuíram para a alta do setor varejista em fevereiro, segundo o IBGE Marcelo Camargo/Agência Brasil As vendas do comércio varejista tiveram alta de 1,2% em fevereiro, na comparação com janeiro, conforme divulgado nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu dois meses seguidos de queda, quando o setor acumulou perda de -1,7%. O IBGE revisou o resultado de janeiro de -1% para -1,4%. O recuo mais intenso se deu após entrada de dados primários do segmento de combustíveis e lubrificantes. Em relação a fevereiro do ano passado, as vendas cresceram 4,7% - o melhor resultado para um mês de fevereiro, nesta base de comparação, desde 2014, quando a alta foi de 8,7%. Segundo o IBGE, esta alta no ano contou com predominância de taxas positivas entre as atividades pesquisadas - seis das oito tiveram alta, com destaque para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,1%); Móveis e eletrodomésticos (11,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,9%). Supermercados puxam alta Na comparação com janeiro também houve predomínio de taxas positivas e destaque para o segmento supermercadista. Segundo o IBGE, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram alta na passagem de janeiro para fevereiro. O maior destaque partiu do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve alta de 1,5%. As demais altas foram: móveis e eletrodomésticos - 1,6% artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos - 0,6% Tecidos, vestuário e calçados - 1,6% outros artigos de uso pessoal e doméstico - 1,5% Em contrapartida, tiveram queda as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (-3,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,1%) e combustíveis e lubrificantes (-0,6%). Alta disseminada entre as regiões A alta nas vendas do comércio na comparação com janeiro foi observada em 21 das 27 unidades da federação, segundo o IBGE. Os principais destaques positivos foram registrados no Tocantins (15,1%), Amazonas (3,5%) e Minas Gerais (2,7%). Já no lado das quedas, as mais significativas foram registradas no Amapá (-3,8%) e Ceará (-1,7%). Quarentena por coronavírus Diante da pandemia do coronavírus, há perspectiva de fortes perdas para o setor varejista, tendo em vista o fechamento obrigatório de lojas em todo o país. Os resultados de fevereiro apurados pelo IBGE, no entanto, ainda não apontam nenhuma influência da quarentena, segundo o analista da pesquisa, Cristiano Santos. “Não acredito que tenha sido um fator de impacto aparente no aumento de receitas dos supermercados, por exemplo. O preço do dólar e a queda do petróleo contribuem, mas o fator coronavírus só deve começar a ser sentido a partir de março”, destacou o pesquisador. Perspectivas para a economia Por conta da pandemia, analistas do mercado financeiro projetam uma derrubada da economia mundial. No Brasil, as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) foram reduzidas pela oitava semana seguida. De acordo com o relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, o PIB brasileiro deverá ter queda de 1,18% - a previsão anterior era de uma queda de 0,48%. Nas últimas semanas, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central também revisaram suas estimativas e passaram a prever estabilidade (sem alta, mas também sem contração) do PIB neste ano. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.

Terão direito ao benefício, que será pago por até três meses, trabalhadores informais, desempregados, MEIs e contribuintes individuais do INSS, que cumpram requisito de renda média. Governo detalha pagamento de R$ 600 a informais A Caixa Econômica Federal disponibilizou nesta terça-feira (7) o site e o aplicativo por meio do qual informais, autônomos, desempregados e MEIs podem solicitar o auxílio emergencial de R$ 600. Veja passo a passo para pedir o auxílio Veja como serão feitos os pagamentos Pagamentos devem começar em 9 de abril Saiba quem tem direito e como funciona o benefício - veja perguntas e respostas O aplicativo deve ser usado pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS. Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único). Clique aqui para fazer a inscrição pelo site: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.caixa.auxilio Clique aqui para baixar o aplicativo para iOS (celulares Apple): https://apps.apple.com/br/app/caixa-aux%C3%ADlio-emergencial/id1506494331 A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever pelo telefone, apenas tirar dúvidas. Na manhã desta terça, o G1 tentou contato, mas o sistema estava indisponível. Página de abertura - solicitação de auxílio emergencial de R$ 600 Reprodução O benefício será pago a trabalhadores informais, autônomos e MEIs. Auxílio emergencial: quem tem direito e como funcionar a ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, todos os beneficiários deverão: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. É preciso ter CPF e estar com ele regular para poder realizar o cadastro. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Quem já recebe outro benefício que não seja o Bolsa Família (como seguro desemprego, aposentadoria) não terá direito ao auxílio emergencial.
IAEmp caiu 9,4 pontos em março para 82,6 pontos, menor nível desde junho de 2016, em meio a consequências da pandemia de coronavírus. O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) teve sua segunda maior queda da série histórica em março, para seu menor nível em quase quatro anos, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta terça-feira (7), em sinal do impacto da pandemia de coronavírus sobre a economia brasileira. O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, teve queda de 9,4 pontos em março sobre o mês anterior, atingindo 82,6 pontos, menor leitura desde junho de 2016. "O resultado de março mostra os primeiros efeitos da pandemia de coronavírus na perspectiva sobre o mercado de trabalho. Essa foi a segunda maior queda da série histórica, ficando atrás apenas da ocorrida na crise de 2008-09. O cenário negativo deve persistir nos próximos meses, considerando o crescente aumento de incerteza no país", explicou em nota o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, registrou alta de 0,6 ponto no mês de março, para 92,5 pontos. O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. "Os efeitos do coronavírus ainda não geraram impacto significativo nos consumidores em março, considerando que as medidas de isolamento foram tomadas a partir do dia 15", disse Tobler, mas acrescentou que, à medida que os efeitos da pandemia se mostrarem mais claros, o ICD pode sofrer pioras mais acentuadas. A pandemia de coronavírus vem provocando paralisações e quarentenas em todo o mundo, fechando comércios e indústrias no Brasil e mantendo pessoas dentro de casa, o que causa preocupações em torno do desemprego no país e o desempenho da atividade econômica. Desemprego sobe para 11,6% em fevereiro, e atinge 12,3 milhões, diz IBGE Crise do coronavírus deve provocar aumento da pobreza no Brasil Desemprego atinge 12,3 milhões de brasileiros e situação tende a piorar com o coronavírus
Medida, que dá às autoridades mais poder para pressionar as pessoas a ficarem em casa e as empresas a fechar, vai durar até 6 de maio. Japão declara emergência em Tóquio e mais seis regiões por causa do coronavírus O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, declarou nesta terça-feira (7) estado de emergência para combater as novas infecções por coronavírus em grandes centros populacionais e apresentou um pacote de estímulo que ele descreveu como entre os maiores do mundo para aliviar o impacto econômico. O estado de emergência, que dá às autoridades mais poder para pressionar as pessoas a ficarem em casa e as empresas a fechar, vai durar até 6 de maio e será adotada na capital, Tóquio, e em outros seis distritos, respondendo por cerca de 44% da população do Japão. "O mais importante agora é que cada cidadão mude nossas ações", disse Abe em declarações televisionadas em reunião de uma força-tarefa do governo. "Se cada um de nós puder reduzir o contato com outras pessoas em ao menos 70%, e idealmente 80%, deveremos ser capazes de ver o pico no número de infecções em duas semanas", disse ele. O governo também aprovou o pacote de estímulo no valor de 108 trilhões de ienes (990 bilhões de dólares) -- equivalente a 20% da produção econômica do Japão -- para aliviar o impacto da epidemia sobre a terceira maior economia do mundo. Os gastos fiscais diretos correspondem a 39,5 trilhões de ienes, ou cerca de 7% da economia, mais do que o dobro do valor que o Japão gastou após o colapso em 2008 do Lehman Brothers. O Japão foi poupado dos grandes surtos de coronavírus vistos em outros locais, mas uma alta recente e constante nas infecções em Tóquio, Osaka e outras áreas levaram a pedidos para que Abe anunciasse o estado de emergência.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 2,28%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,05%. Os índices acionários da China fecharam em alta de mais de 2% nesta terça-feira (7) uma vez que os mercados retomaram as negociações após fim de semana prolongado, com o sentimento do investidor impulsionado pelas mais recentes medidas de estímulo do governo para sustentar a economia e por uma queda nos casos de coronavírus. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 2,28%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,05%. O subíndice do setor financeiro do CSI300 terminou em alta de 1,52%, o de consumo ganhou 3,11%, o imobiliário subiu 1,23% e o de saúde teve alta de 2,63%. Mundo registra 1,3 milhão de pessoas infectadas pela Covid-19 O banco central da China informou na sexta-feira que cortou a quantidade de dinheiro que bancos pequenos devem manter como reserva, liberando cerca de 400 bilhões de iuanes (56,38 bilhões de dólares em liquidez. A China continental informou na terça-feira uma queda nos casos do novo coronavírus após fechar suas fronteiras para praticamente todos os estrangeiros, enquanto a cidade de Wuhan, epicentro do surto, não registrou nenhuma morte relacionada ao vírus pela primeira vez que o surto começou. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,01%, a 18.950 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 2,12%, a 24.253 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 2,05%, a 2.820 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 2,28%, a 3.798 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,77%, a 1.823 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,81%, a 99.996 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 4,10%, a 2.571 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,65%, a 5.252 pontos.

Lei prevê pagamento de 1 salário mínimo mensal durante o período de até 3 meses mediante apresentação de atestado médico. Agência do INSS Rodrigo Sargaço/EPTV O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou a antecipação de um salário mínimo (1.045) mensal para trabalhadores que estão na fila do auxílio-doença ou que solicitarem o benefício. A portaria publicada nesta terça-feira (7) no Diário Oficial da União disciplina lei sancionada no dia 2 de abril com medidas para proteger trabalhadores durante o período de pandemia do coronavírus. A Lei nº 13.982 estabelece a antecipação de 1 salário mínimo mensal para os requerentes do benefício de auxílio-doença durante o período de 3 meses ou até a realização de perícia pela perícia médica federal, "o que ocorrer primeiro". Em razão do regime de plantão reduzido nas agências do INSS, os trabalhadores poderão solicitar o auxílio-doença mediante apenas apresentação de atestado médico, sem a necessidade de agendar ou realizar perícia médica federal. Com pandemia do coronavírus, INSS suspende exigências por até 120 dias A portaria do INSS fixa os requisitos e a forma de análise do atestado médico apresentado para dar encaminhamento ao requerimento do benefício. Veja como pedir: O atestado médico deverá ser anexado ao requerimento por meio do site ou aplicativo "Meu INSS" e deve observar os seguintes requisitos: estar legível e sem rasuras; conter a assinatura do profissional emitente e carimbo de identificação, com registro do Conselho de Classe; conter as informações sobre a doença ou CID; conter o prazo estimado de repouso necessário. Sendo atendidos os demais requisitos necessários para a concessão do auxílio-doença, inclusive a carência, quando exigida, a antecipação de 1 salário mínimo mensal "será devida a partir da data de início do benefício e terá duração máxima de três meses", estabelece a portaria. "Reconhecido em definitivo o direito do segurado ao auxílio-doença, seu valor será devido a partir da data de início do benefício, deduzindo-se as antecipações pagas", acrescenta. Para solicitar a prorrogação da antecipação do auxílio-doença, além do prazo de 3 meses, o trabalhador precisará apresentar um novo atestado médico. Segundo a portaria, em algumas situações os beneficiários terão que ser submetidos à perícia médica no INSS, após o término do regime de plantão reduzido nas agências. São elas: quando o período de afastamento da atividade, incluídos os pedidos de prorrogação, ultrapassar o prazo máximo de 3 meses; para fins de conversão da antecipação em concessão definitiva do auxílio-doença; quando não for possível conceder a antecipação do auxílio-doença com base no atestado médico por falta de cumprimento dos requisitos exigidos. A portaria alerta ainda que a "emissão ou a apresentação de atestado falso ou que contenha informação falsa configura crime de falsidade documental e sujeitará os responsáveis às sanções penais e ao ressarcimento dos valores indevidamente recebidos".

Mudança foi anunciada para evitar compartilhamento de informações falsas. Seta dupla indicará que mensagem não foi criada por quem a enviou. Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone Fábio Tito/G1 O WhatsApp informou nesta terça-feira (7) que adotou novas medidas para evitar o compartilhamento de informações falsas pela plataforma em meio à pandemia do novo coronavírus. Agora uma mensagem que não foi criada pela pessoa que irá reenviá-la só poderá ser encaminhada para um destinatário por vez. Por meio de nota divulgada em seu site, o aplicativo informou que também passará a usar a sinalização de setas duplas para indicar que a mensagem recebida não foi criada por quem a enviou. Whatsapp tem mudança no encaminhamento de mensagens para evitar fake news "Geralmente, as mensagens encaminhadas muitas vezes podem conter informações falsas e não são tão pessoais quanto as mensagens típicas enviadas pelos seus contatos no WhatsApp. Agora, atualizamos o limite de encaminhamento para que essas mensagens só possam ser encaminhadas para uma conversa por vez", diz comunicado. Segundo o WhatsApp, não é ruim que os usuários encaminhem informações úteis, vídeos divertidos, pensamentos ou orações. "Entretanto, temos visto um aumento significante na quantidade de mensagens encaminhadas que, de acordo com nossos usuários, podem contribuir para a disseminação de boatos e informações falsas." Redução do limite de reenvio em 2019 Em janeiro de 2019, o WhatsApp já tinha decidido mudar as regras de encaminhamento de mensagens. Na ocasião, caiu para cinco o total de destinatários por vez que poderiam receber uma mensagem encaminhada por alguém que a recebeu de outra pessoa. "No ano passado, quando criamos o limite de encaminhamento para conter a disseminação de notícias falsas, ajudamos a diminuir em 25% o número de mensagens encaminhadas em todo o mundo", diz a nota. Função 'lupa' em testes Os usuários da versão beta do aplicativo já podem utilizar uma função que busca oferecer mais informações sobre as mensagens encaminhadas. Nelas, um ícone de lupa permite que os usuários busquem mais detalhes, notícias ou outras fontes sobre a informação compartilhada, checando assim sua veracidade. O recurso está atualmente em testes e não tem data para chegar a todos os usuários do WhatsApp.

Especialistas afirmam que setor ainda estava se adaptando ao comércio online no momento que o distanciamento social fez explodir a procura por delivery de alimentos e produtos de higiene. Supermercados continuam funcionando mesmo durante a pandemia do coronavírus Marcelo Camargo/Agência Brasil O distanciamento social forçado pelo novo coronavírus no Brasil fez com que muitas pessoas tivessem que se adaptar a uma nova rotina dentro de casa. A forma de fazer compras do dia a dia, com muita gente buscando comprar alimentos e produtos de higiene pelo site dos supermercados foi uma das mudanças no comportamento. Veja como evitar golpes na compra on-line Nunca comprou pela internet? Veja passo a passo Uma pesquisa nacional feita pela consultoria Ebit/Nielsen, entre os dias 19 e 25 de março, mostrou: Crescimento de 96% no "varejo de autosserviços" (que são os supermercados); No mesmo período, todo o comércio digital subiu 13%; A participação dos mercados no setor foi de 4% para 7%. Essa "corrida digital" sobrecarregou o sistema das grandes redes do segmento, que colocaram prazos de dias – até mesmo semanas, em alguns casos – para realizar a entrega. Ainda de acordo com o levantamento, o tempo médio de entrega da categoria de Alimentos e Bebidas aumentou em 4 vezes de uma semana para outra. “Tivemos uma mudança rápida no hábito de consumo da população, que tem priorizado a alimentação dentro do lar. O segmento está se preparando com o aumento dos estoques e ampliando seus centros de distribuição para atender a demanda delivery”, explica em nota a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras). Dados da Associação Paulista dos Supermercados (Apas) mostram que as compras online do segmento cresceram 107% no período de 23 a 29 de março em São Paulo, epicentro da Covid-19 no país. De acordo com a operadora de cartão Elo, as vendas pagas pela rede no e-commerce de supermercados subiram 45% no dia 1º de abril na comparação com a média dos dias 5 de janeiro até 22 de fevereiro, período anterior ao coronavírus. Por que está demorando? O que ajuda a explicar a demora e a falta de produtos em alguns sites de supermercados está no baixo desempenho do e-commerce deste segmento. As vendas digitais nunca foram a principal fonte de renda das empresas. Especialistas estimam que o canal online representa entre 1% e 5% do faturamento do setor. “É uma participação muito pequena da venda e não dá dinheiro. Não é rentável. O custo é alto, o sistema de estoque precisa funcionar muito bem. Quando aumenta muito a procura, vira o caos e o sistema ‘explode’”, explica o consultor em varejo Manoel de Araújo. “Esse aumento não era algo planejado, obviamente. Em momentos de maior demanda, como as datas comemorativas, essas redes se preparam para isso”, acrescenta Roberto Wik, diretor de indústria de varejo da consultoria Cognizant no Brasil. “A gente começou a operar o e-commerce no ano passado, estamos aprendendo ainda. A gente tinha um número pequeno, capacidade de atender 50 pessoas por dia, para entregar no dia seguinte”, afirma Bernardo Ouro Preto, executivo do St Marche, que tem 19 lojas na Grande São Paulo. Supermercado St Marche informando os consumidores sobre tempo maior de entregas Reprodução “Desde o dia 12 de março, esse valor teria aumentando em 10 vezes se a gente pudesse. Agora, estamos investindo para ampliar o número de entregas", acrescenta Ouro Preto. "O mês de março foi atípico para o setor supermercadista brasileiro, marcou o início do combate a propagação do coronavírus (Covid-19) no país", afirmou a Abras em nota, afirmando que o movimento maior se refletirá nos resultados do setor. Por que encontro o produto na loja, mas não no site? Além do tempo maior de entrega, a disponibilidade de produtos no site intriga os consumidores. Em alguns casos, a loja próxima de casa tem o alimento e o e-commerce não. Neste caso, não existe apenas uma resposta. O motivo é que cada empresa atua de uma forma, mas a causa mais provável é porque a companhia utiliza centros de distribuição específicos para a compra online em vez de usar a loja mais próxima para realizar a entrega. “Nós temos dois grandes modelos no varejo: centro de distribuição e loja mais próxima. Para nossa empresa, o modelo da loja mais próxima tem sido o mais vitorioso. Temos 4 lojas que fazem as entregas em uma área de 2 km e agora vão ampliar para as outras”, diz Ouro Preto. “Em geral, as grandes empresas têm um centro de distribuição, algumas usam as próprias lojas, mas isso ainda está em processo de implementação. Não estava maduro”, diz Roberto Wik. “Outro motivo é que o centro de distribuição da varejista pode ter priorizado as lojas físicas (onde as vendas são maiores) em vez da loja online. E aí faltou estoque.” Ainda de acordo com a pesquisa da Ebit/Nielsen, os alimentos mais procurados nos últimos dias foram: Itens da cesta básica (arroz, feijão, óleo, açúcar, etc), alta de 165%; Frios, alta de 106%; Hortifrúti, alta de 93%; Carnes, alta de 59%; Padaria, alta de 52%. Outros itens, apontados pela Kantar, como antigripais, vitamina C, sem falar na procura por produtos de higiene pessoal e limpeza também cresceram. "Nós notamos aumento na procura por papel higiênico, álcool em gel, álcool, arroz, farinha, feijão. Também produtos para crianças, como salsicha, pipoca, doces que costumamos dar para nossos filhos. E muita comida congelada", relata Ouro Preto. Crescimento poderia ser maior Os números que mostram o aumento expressivo nas compras online chamam a atenção. Mas, como visto, o e-commerce tinha índices muito pequenos no segmento dos supermercados. Comércio on-line vive ritmo de Black Friday em alguns setores E uma pesquisa nacional feita pela consultoria Kantar mostra que a procura poderia ser bem maior. O levantamento diz que 78% dos entrevistados continuam saindo de casa para o necessário, como ir ao banco e fazer compras. Apenas 7% afirmam que estão pedindo delivery para a aquisição de alimentos itens para o lar. “As pessoas estão se abastecendo e sentem que precisam ir pessoalmente nos supermercados. Elas ainda veem no varejo como uma necessidade de sair de casa, é ainda um hábito offline”, conta a diretora de Marketing da Kantar, Giovanna Fischer. Isso se explica porque as gerações mais velhas acabam indo mais vezes ao mercado e já estão acostumadas a comprar pessoalmente o produto: olhar, tocar o alimento, ver qual corte de carne está mais apetitoso. “Por mais que possa entregar um serviço incrível, ir ao supermercado é prazeroso, o consumidor gosta de fazer uma curadoria do alimento. Essa crise vai fazer com que mude o e-commerce, mas nunca vai substituir esse prazer de ir para a loja”, avalia Ouro Preto. Já os mais novos, segundo a Kantar, não possuem a mesma paciência e estão se habituando a pedir no e-commerce. “No Brasil, as vendas online são muito subdesenvolvidas em relação a outros países. Se você olhar a participação online dos supermercados, é, em média, 1%. É um canal que deve ganhar importância, é um caminho de evolução”, destaca Giovanna. O que está sendo feito As grandes redes de supermercado estão precisando trocar o pneu com o carro andando, ou seja, estão se adaptando durante a crise para melhorar o serviço. O setor está abrindo novas vagas de emprego e investindo mais, tanto nas lojas físicas quanto no segmento online. Supermercado tem horário especial por causa da Covid-19 O Carrefour disse ao G1 que está trabalhando para melhorar o serviço. A empresa abriu 5 mil vagas em todo o país para aumentar a capacidade de entrega e de atendimento presencial. “Diante disso, para garantir que todos os nossos clientes possam abastecer suas casas, pedimos que sejam solidários e comprem apenas o que for realmente necessário para os próximos dias.” O Grupo Pão de Açúcar, responsável pela rede de mesmo nome e pelo hipermercado Extra, informou que está reforçando a operação, com um novo centro de distribuição para o abastecimento de São Paulo e região, onde se concentra o maior número de pedidos e que vai melhorar os estoques em outros estados do país. “Também, novos colaboradores temporários estão sendo convocados para auxiliarem nos trabalhos”, afirma a empresa. Além disso, a rede Pão de Açúcar disse que vai dar prioridade para pessoas em alguns grupos de risco em suas entregas. Pão de Açúcar avisando que grupos especiais terão prioridade nas entregas Reprodução Procuramos também o Grupo BIG, que assumiu as operações do Wal-Mart no Brasil e que não quis participar da reportagem. Caminho sem volta Os especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que a crise do coronavírus vai acelerar o aumento do supermercado online, e que é um caminho sem volta, para consumidores e empresas. “É um formato que ninguém pode ficar fora. O consumidor não tem problema de pagar para entregar, ele já isso no mercadinho próximo da casa dele. O problema é entrar no site, escolher os produtos e, às vezes na entrega, não chegar exatamente o que ele pediu”, diz o consultor Manoel de Araújo. “Tecnologia tem, mas ninguém dava muita atenção. Agora é hora das empresas tirarem da gaveta esses projetos. Para o consumidor, não importa como chega, o importante é chegar", diz Roberto Wik, da Cognizant. “Um ponto que elas podem melhorar seria passar uma sensação de segurança maior para quem realizar a compra online, especialmente os mais velhos." Initial plugin text

Há oportunidades temporárias em Ribeirão Preto (SP), Sertãozinho (SP) e Franca (SP). Interessados devem enviar currículo por e-mail. Grupo de saúde abre vagas temporárias para técnicos de enfermagem e enfermeiros O Sistema Hapvida abriu processo seletivo para contratação temporária de enfermeiros e técnicos de enfermagem. As vagas devem ajudar a ampliar o atendimento durante o combate à pandemia do novo coronavírus. Na região, a empresa é responsável pela operação da rede de saúde São Francisco. Os interessados podem se candidatar a vagas em Ribeirão Preto (SP), Sertãozinho (SP) e Franca (SP). Formação em enfermagem oferece diferentes possibilidades de atuação Divulgação Os candidatos podem enviar o currículo nos seguintes e-mails: Ribeirão Preto: [email protected] Sertãozinho: [email protected] Franca: [email protected] É necessário informar no título do e-mail o nome da vaga para a qual o interessado pretende se candidatar. Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca

Medidas precisam chegar logo às empresas para evitar falência generalizada. As medidas econômicas anunciadas pelo governo federal não vão impedir com que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial tenha queda este ano – ainda assim, essas ações precisam chegar com mais agilidade até às empresas e às famílias para evitar uma quebra generalizada dos negócios, afirmam analistas ouvidos pelo G1. Antes da pandemia, eles esperavam, em média, um crescimento de 2% no PIB industrial este ano. Com a crise paralisando as atividades do país, as projeções foram revisadas para números negativos: as expectativas variam de -1,7% a -4%. Projeções para o PIB indústria em 2020 Economia/G1 Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria, espera uma retração de 2,4% para o PIB industrial neste ano, puxada pela indústria de transformação (-3,3%) e construção civil (-3,9%). "O que salva dentro do PIB industrial é a extrativa (+0,6%) e as atividades industriais de eletricidade, água e esgoto (+0,1%)", diz. Já o economista da 4E Consultoria, Juan Jensen, prevê queda de 1,7% para o setor e reforça que a indústria de transformação foi a primeira a suspender as atividades durante os dias iniciais da quarentena pelo país. A indústria automotiva, por exemplo, tem 64 das suas 65 fábricas paralisadas. Fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul, SP Divulgação Para Fábio Silveira, sócio-diretor da MacroSetor, o desempenho das indústrias ligadas à cadeia da agricultura é o que vai impedir uma queda maior do setor. "Os preços do milho e da soja não caíram. E o dólar alto beneficia a receita que virá da exportação", afirma. Medidas precisam chegar logo às industrias Muitas medidas econômicas do governo federal para socorrer as empresas já foram anunciadas e algumas já estão vigor. Esse pacote vai desde prorrogação de pagamento de tributos e redução de contribuição, até flexibilização das leis trabalhistas e linha de crédito para pequenas e médias empresas financiarem a folha de pagamentos. Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Mas, para o economista-chefe do Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Rafael Cagnin, elas precisam chegar logo ao setor privado e sem muitas dificuldades, principalmente as linhas de financiamento – que devem dar um "sobrefôlego" de caixa para as indústrias conseguirem sobreviver durante os meses de quarentena. "Do contrário, as medidas vão perder o efeito rapidamente”, diz. O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, ressalta que o reforço de caixa para as indústrias neste momento tem o intuito de evitar uma “quebradeira generalizada” e, assim, facilitar o processo de recuperação da economia após a crise do coronavírus. “As medidas servem para impedir com que os impactos da pandemia sejam duradouros na economia. Pois, se a gente tem falência e desemprego em uma proporção muito elevada, isso gera um problema na etapa de retomada”, diz Cagnin. Os empréstimos para as pequenas e médias empresas pagarem folha de salário serão feitos pelos bancos públicos e privados. Porém, nos bancos privados, as empresas serão submetida à análise de crédito, o que, para Agostini, deve dificultar o caminho dos recursos até os pequenos negócios. “A pequena empresa não tem um bom nível de governança. Não tem um balanço auditado. Vai ser mais difícil para ela conseguir essas linhas. A dinâmica para esse dinheiro chegar nas pequenas vai ser complicada”, diz Agostini. Renata, do Ibre, diz que a pequena e média indústria representa “um pouco mais de 40%” das empresas das empresas do setor e que se o financiamento conseguir chegar este grupo já será meio caminho andado. “Essas empresas, geralmente, não têm capital de giro para se manterem durante 3 meses. Se a gente não tivesse nenhum auxílio, poderíamos ver muita empresas fechada”, diz a economista. Já para Cagnin, o Banco Central "saiu na frente" ao anunciar, logo no início da quarentena, a injeção de R$ 1,2 trilhão no sistema financeiro, mas tem dúvidas se os bancos vão repassar esses recursos às empresas. "O quadro é tão incerto que há o risco de os bancos segurarem o dinheiro e não repassar ao tomador final. Foi o que aconteceu na crise de 2008. Parte do dinheiro ficou empoçado nas instituições financeiras", diz. Demanda interna A queda da demanda interna provocada pela pandemia tem um efeito indireto sobre as indústrias. Com as famílias reduzindo as compras, o faturamento do comércio e dos serviços caem, diminuindo, assim, os pedidos para o setor industrial. Por isso, as medidas de socorro aos mais vulneráveis, como o auxílio de R$ 600 a informais, são vistas pelos especialistas como necessárias para a sobrevivência da indústria e retomada do setor após à crise da pandemia. “A propensão da baixa renda em consumir é alta. A baixa renda gasta tudo o que ganha. Quando você interrompe o fluxo de renda dela, tem um impacto forte sobre a demanda”, reforça Cagnin. “A demanda interna é o que tem garantido o crescimento do PIB. As medidas não vão evitar que a demanda seja ruim este ano. Mas segura um pouco e ajuda na recuperação da economia lá na frente”, diz ela. “Se as empresas, ao final desta crise, verem que não tem demanda, elas não vão ter confiança pra investir. Indústria já estava em alerta Segundo a economista do Ibre, a indústria já estava com o sinal de alerta ligado antes de março. “Os índices de expectativas da indústria já tinham caído em fevereiro. Os empresários já estavam com o sinal de alerta ligado e já previam uma queda no nível de produção e da demanda, mas, no mês de março, essa queda se aprofundou. O sinal de alerta virou um sinal de pessimismo”, diz Renata. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a cair 3,9 pontos em março, para 97,5 pontos, recuando em 14 dos 19 segmentos pesquisados. Foi a maior queda mensal desde março de 2015, quando começou as primeiras manifestações contra a ex-presidente, Dilma Rousseff. As expectativas do setor recuaram para os próximos três e seis meses. “A indústria está se desfazendo de parte do seu estoque, sem aumentar a produção em face da retração da demanda”, acrescenta. Com a pandemia do coronavírus paralisando boa parte dos serviços e do comércio pelo país, a demanda por produtos e serviços industriais já recuou para 79% das empresas, segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 57% dessas empresas, a queda foi intensa.

Planejamento, disciplina e bons intervalos são fundamentais para o aprendizado. O G1 organizou uma lista de primeiros passos para quem quer se aprimorar a quarentena Divulgação Impedidos de sair de casa por conta da pandemia do novo coronavírus, muitos trabalhadores se questionam como aproveitar o tempo extra com atividades produtivas. Seja nas janelas que eram gastas com deslocamentos ou no período que sobrou da suspensão completa das atividades, qual a melhor forma de aproveitar esse tempo para se aprimorar profissionalmente? O G1 organizou uma lista de primeiros passos para quem quer aproveitar a quarentena com ajuda de Rafael Ricarte, líder de produtos de carreira da consultoria de recursos humanos Mercer Brasil. Planejamento A falta de tempo é uma das principais justificativas na hora de postergar os estudos. O que fazer quando ele sobra? Um dos primeiros passos é ajustar as tarefas que restaram e programar horários de estudo. Da mesma forma, vale destinar um local apropriado, quieto e sem distrações. A tarefa é mais fácil para quem não tem filhos e mora sozinho. Mas mesmo quem tem tarefas domésticas para tocar ou tenha cuidar das crianças, é preciso reservar uma janela de tempo de dedicação exclusiva para os estudos. Progressão Mesmo que o tempo para estudar seja abundante, é importante progredir aos poucos no tempo de dedicação. A exaustão desconcentra e os resultados podem gerar frustração. A melhor solução é começar com um período confortável de dedicação e aumentar a carga aos poucos. Curadoria Falar em cursos pode afugentar quem ficou desempregado durante a crise. Mesmo que não seja o momento de investir, há cursos disponíveis na internet em plataformas gratuitas. A vantagem de quem tem capacidade de investir é que se pode encontrar opções ainda melhores. As tradicionais escolas virtuais — como Udemy e Duolingo — e até instituições de ensino superior — como a Universidade de São Paulo e Fundação Getulio Vargas — oferecem cursos de idiomas ou de assuntos específicos, como economia, gestão, marketing e programação. Coronavírus: cursos online de idiomas, de yoga e de artes são opções durante isolamento Descansos Mais um ponto importante é abrir espaços para o descanso. A chegada constante de informações sobre a pandemia, o receio do próprio contágio e a preocupação com a carreira podem se tornar uma equação exaustiva. Vale tirar algum tempo do dia para desanuviar: aproveitar a companhia da família, dormir bem e cuidar da saúde mental. São fatores que influenciam não só no aprendizado mas no futuro retorno ao trabalho. Initial plugin text
As bolsas de valores europeias e dos EUA têm alta nesta terça-feira. As bolsas de valores europeias sobem pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira (7), com investidores concentrando-se em sinais iniciais de que a pandemia de coronavírus possa estar recuando, mesmo enquanto as principais empresas adotam medidas para economizar dinheiro. Na Ásia, as principais bolsas fecharam em alta. Veja os principais destaques do dia* Dólar: opera em queda de 1,20%, vendida a R$ 5,2307 Ibovespa: opera em alta de 6,59%, a 78.956 pontos Bolsa de Nova York (Dow Jones): opera em alta de 2,78% Bolsa de Londres: opera em alta de 2,19% Bolsa de Frankfurt: opera em alta de 2,79% Bolsa de Paris: opera em alta de 2,12% Bolsa de Madri: opera em alta de 2,30% Petróleo WTI: opera em alta de 0,19%, a US$ 26,13 Petróleo Brent: opera em queda de 0,76%, a US$ 32,80 Bolsa de Tóquio: fechou em alta de 4,2% Bolsa de Xangai: fechou em alta de 2,05% Bolsa de Seul: fechou em alta de 1,77% Bolsa de Singapura: fechou em alta de 4,10% * Atualizada às 13h02 Japão declara emergência em Tóquio e mais seis regiões por causa do coronavírus Últimos destaques A Exxon Mobil disse que irá recuar de planos para acelerar investimentos em "shale", gás natural liquefeito (GNL) e produção de petróleo em águas profundas, ao anunciar um corte de 30% dos aportes previstos para este ano por impactos do coronavírus sobre a demanda por energia e os preços do petróleo. Os preços do petróleo já cerca de 50% neste ano e a demanda por combustíveis tem recuado acentuadamente. O Japão declarou nesta terça-feira (7) estado de emergência, que dá às autoridades mais poder para pressionar as pessoas a ficarem em casa e as empresas a fechar, vai durar até 6 de maio. O governo também aprovou o pacote de estímulo no valor de 108 trilhões de ienes (quase US$ 1 trilhão) -- equivalente a 20% da produção econômica do Japão -- para aliviar o impacto da epidemia sobre a terceira maior economia do mundo. A Espanha registrou 743 mortes em 24 horas por Covid-19, uma alta após quatro dias de redução do número, o que elevou a cifra global de vítimas fatais no país desde o início da pandemia a 13.798, de acordo com o balanço divulgado pelo ministério da Saúde.

Pandemia está levando ao adiamento das provas por prazo indeterminado; especialistas explicam o que o candidato deve fazer neste momento de incertezas. Candidato deve aproveitar para continuar se preparando para os concursos, dizem especialistas Reprodução/Redes Sociais Diante da pandemia do novo coronavírus, dezenas de concursos federais, estaduais e municipais estão sendo suspensos. No entanto, não se trata de cancelamento, que significa algo definitivo. A suspensão é uma pausa na seleção, com o adiamento das provas por prazo indeterminado. Veja lista de concursos suspensos pelo país Veja lista de concursos com inscrições abertas O G1 preparou um tira-dúvidas sobre o assunto para o candidato saber como proceder em caso de suspensão do seu concurso, com a participação de Antonio Batist, especialista em gestão pública e empresarial, e Fernando Bentes, professor de direito constitucional da UFRRJ. Veja abaixo: Por que os concursos estão sendo suspensos? De acordo com Batist, em função da Covid-19, a pausa se faz necessária para evitar aglomerações. Os concursos foram suspensos em atendimento a orientações do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde) para preservar a saúde das pessoas. Como a maioria dos concursos envolve milhares de candidatos, o risco de contaminação seria muito elevado. O órgão público que insistir em realizar concurso normalmente, neste momento de pandemia, poderá ser até punido, em função do risco à saúde da população. Que concursos ainda podem ser realizados mesmo com a pandemia? Batist informa que estão sendo realizadas basicamente seleções para profissionais de saúde, exatamente para combater o novo coronavírus – até concursos da saúde que não estejam ligados ao combate à Covid-19 estão sendo suspensos. Os demais concursos, como área administrativa, jurídica e afins, tendem a ficar suspensos até que a pandemia seja controlada. O que o candidato deve fazer neste momento de incerteza? Segundo Antonio Batist, como o Brasil não possui um “estatuto” amplo dos concursos e como a pandemia é algo novo, ainda sem uma vacina e sem previsão para término, o que resta basicamente ao candidato é acompanhar a situação da pandemia, pois, quando esse período de isolamento social passar, a tendência é que muitos concursos sejam retomados exatamente do mesmo ponto em que pararam. Entretanto, para cada etapa do concurso, há providências adicionais diferentes a serem tomadas. O que fazer em relação aos concursos que tiveram as inscrições, provas ou outras etapas suspensas? De acordo com Batist, tanto no caso de inscrições suspensas quanto provas, o candidato deve aguardar a retomada do concurso e, enquanto isso, é ideal que ele tome três providências: Acompanhar a situação da pandemia, pois essa situação é que vai condicionar a retomada de cada concurso; Acompanhar e agir conforme os editais e comunicados oficiais do organizador do concurso (sobre retomada, alteração de cronograma, eventual cancelamento etc.); Se puder e se houver ainda alguma prova ou etapa a realizar, ficar em casa, aproveitar o ganho de tempo e ir se preparando, estudando e/ou revisando os conteúdos que serão cobrados no concurso. Em caso de eventual cancelamento, geralmente o organizador comunica como será a devolução das taxas de inscrição. O que fazer se foram suspensas as etapas seguintes à prova objetiva? Bentes explica que, se o concurso já realizou a etapa objetiva, mas as provas discursivas ainda não ocorreram, é recomendado um estudo mais intenso sobre as matérias de conhecimentos específicos. A estratégia é aprofundar nas matérias da especialidade do cargo, treinar a escrita de questões dissertativas, parecer técnico, estudo de caso, peças profissionais ou redação, dependendo do que o edital cobrar. Para os concursos com suspensão da prova física, é momento de intensificar os treinos, talvez até duas vezes ao dia. Se a pandemia restringir o uso de academias e espaços ao ar livre, o candidato terá que adaptar sua rotina de treinamento em casa mesmo. Se a etapa suspensa foi a prova de títulos, é tempo de o candidato conferir cada item que pontua no edital para reunir a documentação comprobatória de experiência, publicações, diplomas e certificados. O candidato pode desistir do concurso e pedir o dinheiro de volta? Batist esclarece que, como o país não possui uma legislação específica e ampla sobre concursos, o que há são normas espalhadas e que não cobrem diversos assuntos. Por outro lado, as hipóteses de devolução da taxa de inscrição geralmente são apontadas no edital de abertura de cada concurso (que o candidato aceitou ao se inscrever e ao pagar a taxa). Geralmente, a única hipótese de devolução financeira prevista nos editais é exclusivamente em caso de cancelamento do concurso. Não há previsão de devolução em caso de desistência antes, durante ou depois de nenhuma etapa do concurso. Quem decide suspender um concurso? Segundo os especialistas, a decisão é tomada pelo próprio órgão público que abriu o concurso. Ainda que as bancas divulguem as informações, quem toma a decisão final são os órgãos – as bancas são prestadoras de serviços contratadas para realizar e organizar as provas, esclarece Bentes. Qualquer cidadão, entretanto, pode requerer a impugnação de um edital de concurso mediante solicitação formal e devidamente fundamentada (em caso de ilegalidades presentes no edital, por exemplo). A solicitação deve ser apresentada ao órgão público realizador do concurso. Também é possível apresentar denúncia contra concurso, desde que devidamente fundamentada, explica Batist. O órgão pode adiar o concurso até quando? Há um prazo limite? Batist esclarece que os concursos têm sido suspensos em função do novo coronavírus. Como não há data definida para controle da pandemia, essas suspensões geralmente não têm um prazo estabelecido. Em princípio, o que se pode cobrar é que, declarado o controle da pandemia, os concursos sejam retomados o mais breve possível. Os candidatos que se prepararam e estavam esperando a prova devem fazer o quê? Para Fernando Bentes, o candidato deve aproveitar o tempo para se preparar mais, abordar todos os temas cobrados do edital, revisar o que já estudou e treinar uma bateria de questões de concursos passados para se acostumar ao estilo das bancas organizadoras. Na opinião de Batist, continuar estudando é uma forma de acompanhar os candidatos mais preparados ou estar entre eles. Esta pode ser a hora de fazer a diferença nos estudos. O órgão pode decidir aplicar a prova, mesmo em meio à pandemia? O candidato tem o direito de desistir e pedir de volta o dinheiro da taxa de inscrição? Desistência é sinônimo de exclusão e reprovação em concursos e não permite devoluções financeiras, alerta Batist. Geralmente, a única hipótese de devolução da taxa de inscrição é o cancelamento do concurso, seja por decisão do próprio órgão ou devido a fraude ou ilegalidade na seleção, segundo os especialistas. Mas, no atual momento, se algum órgão insistir na aplicação da prova, o candidato pode denunciar, por se tratar de risco à saúde de todos. Deve-se solicitar que a prova seja aplicada após o controle da pandemia, destaca Batist. A exceção é para seleções que buscam profissionais de saúde para combate ao próprio coronavírus. Para Bentes, se o órgão violar recomendações das autoridades e decidir realizar o certame, o candidato pode propor uma ação na Justiça para impedir que as provas ocorram ou para cobrar o ressarcimento por ter se negado a fazer a prova presencial. Bentes diz que, no caso da pandemia de coronavírus, a administração pública teria razão em não devolver a taxa de inscrição por se tratar de um caso de força maior. Considera-se que o isolamento social é medida de contenção da velocidade de contaminação da doença e, por isso, a única ação possível seria suspender os concursos. Como a culpa da suspensão não é essencialmente do órgão, mas uma questão de saúde pública, dificilmente um candidato conseguirá a devolução da taxa de pagamento, aponta o professor de direito constitucional. Existe alguma alternativa de aplicar a prova sem ser de forma presencial? De acordo com Batist, em princípio, não há nenhuma previsão expressa que permita um concurso sem provas presenciais. No Brasil, seriam necessárias mudanças culturais, legislativas e operacionais para se fazer prova de forma remota. Bentes afirma que as formas de prova à distância em concursos públicos ainda são um tabu, pois é difícil reconhecer a identidade dos candidatos e impedir a consulta irregular de material durante a avaliação. Mas vários cursos de graduação e pós-graduação à distância já realizam avaliações desse tipo, e a pandemia pode contribuir para acelerar o processo de concursos digitais.

Ricardo Lewandowski analisou ação que questionou MP editada pelo governo sobre o tema. Se sindicato não se manifestar em 10 dias, será considerado o aval para negociação individual. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF Fátima Meia/Futura Press/Estadão Conteúdo O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (6) que suspensão de contrato e redução de salário e de jornada terão efeito após o aval de sindicatos. Lewandowski é relator de uma ação que questionou no STF a medida provisória (MP) editada pelo governo federal que permite a suspensão dos contratos e a redução do salário e da jornada. Pela decisão de Lewandowski, contudo, se o sindicato consultado não se manifestar em até 10 dias, será considerado automaticamente o aval à negociação individual. A MP foi editada em razão do cenário de crise na economia, provocada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus. O governo argumenta que a medida provisória permitirá a manutenção dos postos de emprego. A decisão do ministro é liminar (provisória) e ainda precisará ser analisada de forma definitiva pelos demais ministros do STF. Empregado e empregador poderão decidir em consenso redução de jornada e salário Decisão Lewandowski considerou que fere a Constituição a previsão, na medida provisória, de que os sindicatos serão somente comunicados da decisão tomada em acordo individual. Para o ministro, o problema pode ser sanado se o entendimento passar a ser que os acordos individuais "somente se convalidarão, ou seja, apenas surtirão efeitos jurídicos plenos, após a manifestação dos sindicatos dos empregados". Initial plugin text
Nota BB foi mantida. Segundo a agência de classificação de risco, expectativa é de que o crescimento do país seja afetado pela pandemia de coronavírus e que o governo não avance com suas reformas. A agência de classificação de risco S&P revisou nesta segunda-feira (06) a perspectiva da nota de crédito do Brasil de positiva para estável - mantendo a nota BB - diante da expectativa de que o crescimento em 2020 seja afetado pela pandemia de coronavírus e que o governo não avance com suas reformas. "A incerteza tem aumentado em relação à capacidade de o país avançar em sua agenda de reformas estruturais uma vez que se dissipe a pandemia", avaliou a agência de risco, citando as contínuas divergências entre o governo e o Congresso. A S&P projeta que o crescimento do PIB do Brasil sofrerá em 2020 com a pandemia de Covid-19, e que antes de uma recuperação global e da retomada da consolidação fiscal, o governo vai incorrer em gastos extraordinários. A pandemia já matou 73 mil pessoas em todo o mundo, sendo 553 no Brasil, onde há 12.056 casos confirmados. Initial plugin text

Outros 14 estados também tiveram as dívidas suspensas em razão da crise provocada pelo avanço do coronavírus. Pela decisão de Moraes, estados devem investir em ações contra vírus. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Moura/SCO/STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (6) por seis meses as dívidas de Mato Grosso e Rio Grande do Norte com a União. Pela decisão do ministro, os recursos que os estados deixarão de usar no pagamento das dívidas deverão ser destinados a ações de combate ao avanço do novo coronavírus. Além de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, outros 14 estados já obtiveram decisões semelhantes desde o fim de março. São: Bahia, São Paulo, Paraíba, Paraná, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Acre, Alagoas, Pará, Espírito Santo, Amazonas e Rondônia. O Rio Grande do Norte informou que os contratos de dívida com a União e bancos públicos têm parcelas de R$ 24 milhões por mês. Mato Grosso tem dívida total de R$ 2,1 bilhões e paga mensalmente R$ 10,9 milhões. Nos pedidos feitos ao Supremo, os estados argumentaram que as medidas de combate ao coronavírus no âmbito local vão gerar gastos públicos e que os reflexos da pandemia na economia vão diminuir a arrecadação de impostos. Alexandre de Moraes concordou com os pedidos, mas destacou que os estados precisam comprovar que os recursos não utilizados na dívida serão aplicados em medidas de combate ao novo coronavírus. Dívidas por estado Saiba abaixo quanto os estados informaram ao STF ter em dívidas com a União: Espírito Santo: paga mensalmente R$ 10,9 milhões; Pernambuco: as dívidas de 2020 somam R$ 1,6 bilhão; Santa Catarina: ações contra o coronavírus exigem cerca de R$ 3,7 bilhões; Bahia: dívida de R$ 5,3 bilhões; Maranhão: dívidas com bancos públicos que somam R$ 7,4 bilhões. Para 2020, a previsão é de R$ 1,1 bilhão; Paraná: parcelas mensais a pagar somam R$ 53 milhões. O valor total do débito é de R$ 106 bilhões; São Paulo: paga por mês aproximadamente R$ 1,2 bilhão para abater a dívida; Paraíba: tem a pagar, de abril a dezembro, R$ 193,2 milhões; Mato Grosso do Sul: tem parcelas a pagar de R$ 31,3 milhões por mês; Acre: paga mensalmente R$ 2,6 milhões à União e outros R$ 20,5 milhões a bancos públicos; Pará informou que a dívida é de R$ 5 milhões mensais e totaliza R$ 67 milhões até o fim do ano; Alagoas: parcelas mensais da dívida com a União são de R$ 32 milhões (soma de R$ 385 milhões ao ano); Amazonas: não informou o valor total de sua dívida, mas ponderou que as receitas com impostos devem cair - a perda é estimada em pelo menos R$ 2,83 bilhões a partir de maio; Rondônia: pediu a suspensão do pagamento de R$ 138 milhões, valor correspondente da dívida do estado até o fim do ano.
Fitch rebaixou nota de crédito de longo prazo da Argentina de CC para 'default restrito'. País tenta renegociar US$ 83 bilhões em dívida em moeda estrangeira. Argentina adia pagamento de parte da dívida por causa da pandemia A Argentina decidiu adiar pagamentos de até US$ 10 bilhões em dívidas emitidas em dólares sob a lei local até o final do ano por causa do coronavírus, informou o governo por meio de um decreto, em uma tentativa de aliviar a pressão sobre pagamentos iminentes em moeda estrangeira. O decreto de necessidade e urgência não afetará os cerca de US$ 70 bilhões em dívidas em moeda estrangeira emitidas sob a lei internacional e que a Argentina está atualmente negociando para reestruturar com os credores. "A crise de saúde mundial gerada pela pandemia do coronavírus Covid-19 alterou os prazos previstos oportunamente no 'Cronograma de ações para a gestão do Processo de Restauração da Sustentabilidade da Dívida Pública Externa'", explicou o decreto publicado no Diário Oficial. Após o anúncio, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito de longo prazo da Argentina de CC para "default restrito". Argentina prevê 'calote técnico' de dívida com credores Reestruturação da dívida O governo da Argentina está tentando reestruturar US$ 83 bilhões em dívida em moeda estrangeira sob as leis locais e internacionais, à medida que tenta evitar um default soberano que afetaria seu acesso aos mercados globais. A decisão de adiar os pagamentos da dívida sob a lei local pode dar espaço à Argentina e permitir que seja mais fácil efetuar pagamentos de títulos emitidos sob leis estrangeiras. Como a dívida foi emitida de acordo com a lei local, todos os credores que desejam tomar uma ação legal precisariam fazê-lo nos tribunais locais. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e seu ministro da Economia, Martín Guzmán, disseram repetidamente que a Argentina não pode pagar suas dívidas públicas até que haja tempo para reavivar uma economia que está atolada em recessão nos últimos dois anos. Seu principal credor, o Fundo Monetário Internacional (FMI), apoiou a posição do país, dizendo que suas dívidas são insustentáveis.

Presidente americano invocou lei dos anos 1950 para que produção fique toda no seu país. Produtos vendidos no Brasil são feitos em fábrica no interior de SP, mas usam insumos importados, explica a empresa. Máscaras do tipo N95 produzidas pela 3M nos Estados Unidos Reuters/Nicholas Pfosi A empresa 3M afirmou ao G1 nesta segunda-feira (6) que ainda não tem como afirmar se o Brasil será afetado pela ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a companhia pare de exportar máscaras do tipo N95, usadas na proteção contra o coronavírus, ao Canadá e à América Latina. A assessoria de imprensa da 3M no Brasil, havia informado inicialmente que as máscaras N95 consumidas no Brasil não são importadas dos EUA, mas fabricadas em uma unidade da empresa em Itapetininga, e que, portanto, a venda no mercado nacional não seria afetada. Depois, porém entrou em contato explicando que as máscaras, embora manufaturadas no Brasil, são produzidas com insumos importados de cinco países. "Por conta da importação dessa matéria-prima, a 3M ainda não pode afirmar se será impactada ou não com o decreto americano", explicou a assessoria. Sem exportações Na semana passada, Trump invocou a Lei de Produção de Defesa para obrigar a 3M a produzir e vender máscaras N95 para os Estados Unidos na quantidade que o governo julgar necessárias. A lei, dos anos 1950, permite o direcionamento da produção das empresas privadas e foi criada na época porque os americanos temiam problemas de abastecimento durante a Guerra da Coreia. Trump pediu ainda que a 3M parasse de exportar o produto para o Canadá e a América Latina. A companhia respondeu que a medida teria implicações humanitárias significativas e que poderia trazer retaliações de outros países. Sem se sensibilizar, no sábado o presidente dos EUA voltou a defender a retenção de toda a produção em seu país: "Precisamos das máscaras. Não queremos outros conseguindo máscaras. É por isso que estamos acionando várias vezes a Lei de Produção de Defesa. Você pode até chamar de retaliação porque é isso mesmo. É uma retaliação. Se as empresas não derem o que precisamos para o nosso povo, nós seremos muito duros." Em resposta a 3M afirmou que ampliou sua produção e que está fabricando o maior número possível de máscaras N95 nas últimas semanas e meses. Em um comunicado divulgado no domingo, a empresa disse que “A 3M continuará a maximizar a quantidade de máscaras que podemos produzir para os heroicos profissionais da saúde nos EUA e no mundo, como fizemos desde janeiro, quando a crise global começou”. Nesta segunda (6) a 3M ainda anunciou que vai importar 166 milhões de mascaras nos próximos 3 meses nos EUA, principalmente de sua fábrica na China, para ajudar a corresponder à demanda do mercado americano. Canadá Nesta segunda-feira (6), em uma coletiva de imprensa, o premiê de Ontário, Doug Ford, disse que três milhões de máscaras que seriam enviadas à província canadense foram interceptadas por agentes dos EUA na fábrica da 3M em Dakota do Sul. "Sabemos que os EUA não estão permitindo suprimentos na fronteira", afirmou Ford. Initial plugin text

Redução dos vencimentos seria de 25% para os funcionários em regime de home office e para os que tiverem os contratos suspensos. Nova reunião entre empresa e sindicato está marcada para esta terça-feira (7). Fábrica da Embraer em São José dos Campos Divulgação/ Enplan A Embraer apresentou nesta segunda-feira (6) propostas para redução de jornada e de salário, além da adoção de layoff (suspensão temporária dos contratos de trabalho) para parte dos trabalhadores. As medidas são para enfrentar a crise do novo coronavírus (Covid-19). Procurada pelo G1, a empresa confirmou a proposta de redução de jornada e suspensão temporária de contratos que ainda estão em negociação, mas não deu detalhes. A empresa tem cerca de 16 mil funcionários no Brasil - cerca de 10 mil em São José dos Campos. MAPA DO CORONAVÍRUS: as cidades com infectados e o avanço dos casos Saiba tudo sobre o novo Coronavírus Veja as principais notícias sobre o coronavírus na região Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, pela proposta apresentada pela Embraer os funcionários que estiverem trabalhando em casa terão a jornada e o salário reduzidos em 25%. A redução será por três meses, com estabilidade proporcional. Outra parte - e maioria - teria o contrato suspenso temporariamente (layoff) por dois meses. Com isso, o salários brutos também seriam reduzidos em pelo menos 25 % (veja mais abaixo). Esse grupo teria garantia de emprego por mais 2 meses após o retorno ao trabalho. Nesta terça-feira (7), Embraer e Sindicato fazem nova reunião para discutir essas medidas. Após essa reunião, o sindicato vai estudar como será feita a votação com os trabalhadores. Por meio de nota, a Embraer informou que "está negociando com diferentes sindicatos para tomar a decisão mais adequada para proteger os colaboradores do contágio pelo coronavírus e, ao mesmo tempo, manter atividades essenciais para atender clientes e a população, de forma a preservar empregos e a continuidade dos negócios. As novas medidas, ainda em discussão, incluem a possibilidade de redução da jornada de trabalho e suspensão temporária de contratos". O Sindicato também informou que a Embraer pagará a PLR dos trabalhadores no próximo dia 30. O valor, porém, ainda não estaria definido. Ele será definido após uma convenção entre os acionistas da empresa, ainda neste mês. Confira abaixo quais são as propostas apresentadas, segundo o sindicato: As propostas da Embraer Para trabalhadores que seguirão na fábrica ou em home office Empresa propõe que um grupo permaneça trabalhando. Esse grupo seria dividido em dois. Um regime de home office, outro na fábrica; Quem ficar na fábrica, trabalhando com peças de reposição e respiradores, não tem redução de salário. Esse grupo seria um grupo pequeno, já que o intuito é evitar aglomeração na fábrica; Para quem ficar em home office (administrativo e engenharia), a proposta da empresa é redução da jornada e de salário. Jornada de trabalho seria de 32 horas e 15 minutos, além dos minutos de compensação. Salário teria redução de 25%. Serão mantidos descontos do imposto de renda, INSS, Embraer Prev, empréstimo consignados, mensalidades, convênio medico, coparticipação e seguro de vida. Layoff Dois meses de layoff Redução de salário em 25%. A redução pode ser ainda maior dependendo do salário. Os vencimentos foram divididos em três faixas: - Quem ganha até R$ 5 mil: receberá 75% do salário bruto; - Quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 12 mil: terá a redução de 25% do salário bruto. Porém, será pago apenas 90% desse restante de 75%; - Quem ganha mais de R$ 12 mil: terá a redução de 25% do salário bruto. Porém, será pago apenas 85% desse restante de 75%; Propostas da Embraer, segundo o sindicato, diante da crise do coronavírus Reprodução/Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Conta do sindicato O sindicato fez uma conta para exemplificar a redução dos salários. Para isso, fez uma conta baseada em um trabalhador que recebe R$ 5.800. A pessoa ganha R$ 5.800. Com a redução de 75%, o salário bruto seria R$ 4.350; Com os descontos de imposto de renda, INSS e Embraer Prev, seriam, mais ou menos, R$ 1.300 a menos (esses descontos podem variar). Com isso, sobra R$ 3.050; Desses R$ 3.050 que sobraram, seria pago 90%. Assim, o salário final seria de R$ 2.754. Dos R$ 2.754, o Governo Federal pagaria R$ 1.269. a Embraer completaria e pagaria R$ 1.485. * Os descontos seriam a partir do salário líquido. A base do cálculo é sobre o salário bruto, mas o desconto é sobre o salário líquido. Reivindicações do Sindicato Estabilidade de emprego; Renovação da convenção coletiva (renovação das cláusulas sociais); Empresa dar licença remunerada para os trabalhadores; Se suspender os contratos, garantia de 100% do salário líquido dos trabalhadores; Não ter desconto de Embraer Prev e empréstimos consignados para os trabalhadores que terão redução salarial (deixou proposta com a empresa e espera resposta nesta terça-feira (7), na reunião marcada para 9h). Initial plugin text
Após sofrer 'boom' de usuários com aulas online e reuniões no período de isolamento por coronavírus, plataforma tem sido alvo de questionamentos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse nesta segunda-feira (6) que bloqueou a ferramenta de videoconferência da empresa Zoom nos computadores da autarquia, citando a possibilidade de falhas de segurança na plataforma. Quais são as opções ao Zoom? Veja plataformas Zoom remove código do Facebook após denúncia de coleta de dados A Anvisa informou que sua equipe de tecnologia identificou, por meio de sites especializados no assunto, vulnerabilidades na plataforma da Zoom que "permitem o acesso não autorizado à câmera e microfone do usuário, viabilizando o roubo de credenciais e de informações trocadas" nas videoconferências. O presidente-executivo da Zoom afirmou em nota à Anvisa que a empresa está aplicando correções de segurança em seus sistemas que, segundo a agência, vai reavaliar o uso da ferramenta após as atualizações. Sob questionamentos A plataforma viu um salto para mais de 200 milhões de usuários diários em março, ante um recorde anterior de 10 milhões em dezembro, em meio a adoção de trabalho remoto e aulas online durante a pandemia de coronavírus, impulsionando as ações da empresa para máxima recorde. Porém, diversos relatos questionando as práticas de privacidade de dados da empresa surgiram e assustaram investidores. Na semana passada, a SpaceX proibiu seus funcionários de utilizarem a plataforma, assim como alguns distritos escolares dos EUA baniram seu uso diante das crescentes preocupações de segurança. Na tarde desta segunda-feira as ações da Zoom recuavam cerca de 6,5%, enquanto os índice Nasdaq subia 5,45% e o Dow Jones mostrava valorização de 5,75%. O Credit Suisse rebaixou as ações da empresa de "neutral" para "underperfom", citando a possível dificuldade para monetizar novos clientes gratuitos e educacionais após as denúncias. "As preocupações com criptografia já fizeram com que alguns clientes de alto escalão restringissem o uso do Zoom, e esperamos que outros possam seguir, embora a maioria das organizações provavelmente não tenha problemas", disseram analistas do Credit Suisse.

Contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 3,1%, a US$ 33,05 por barril. Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira (6), quebrando a sequência de ganhos da semana passada, após Arábia Saudita e Rússia adiarem uma reunião de produtores que teria como objetivo resolver o crescente excesso de oferta, à medida que a pandemia de coronavírus afeta a demanda pela commodity. O mercado global de petróleo teve recuperação de mais de 35% na semana passada, depois de fontes da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, incluindo a Rússia, afirmarem que as partes estavam próximas de um acordo para reduzir o excesso de oferta global de petróleo, embora desejem participação dos Estados Unidos e de outros países. Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França Christian Hartmann/Reuters No entanto, o encontro do grupo Opep+, originalmente marcado para esta segunda-feira (6), foi adiado para quinta-feira (9), à medida que continuam as trocas de farpas entre russos e sauditas quanto ao colapso, no mês passado, de um acordo que existia para cortes de produção. A demanda por combustíveis recuou cerca de 30% globalmente devido ao coronavírus, enquanto essas nações inundam os mercados com ofertas desnecessárias. "O adiamento da reunião da Opep+ desencadeou grande parte das liquidações de hoje, como resultado das grandes diferenças filosóficas entre Rússia e os sauditas, que provavelmente impossibilitarão um acordo na quinta-feira", disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates. Nesta segunda-feira, porém, Kirill Dmitriev, um dos principais negociadores de Moscou, disse que Rússia e Arábia Saudita estão próximas de um acordo. Após o fechamento do mercado, fontes revelaram que um acerto deve ser atingido na quinta-feira, mas condicionado à participação dos EUA. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$ 1,06, ou 3,1%, a US$ 33,05 por barril, enquanto o petróleo dos EUA recuou US$ 2,26, ou 8%, e terminou o dia cotado a US$ 26,08 o barril. Segundo operadores, a queda foi mais acentuada para o valor de referência norte-americano por causa de um relatório da Genscape, que mostrou que os estoques no centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma, avançaram em cerca de 5,8 milhões de barris na semana passada.

Dow Jones avançou 7,73%, para 22.679,99 pontos, o S&P 500 valorizou 7,03%, para 2.663,68 pontos, e o Nasdaq Composite ganhou 7,33%, para 7.913,24 pontos. Ações nos Estados Unidos subiram nesta segunda-feira (06), com cada um dos principais índices avançando cerca de 7%, depois de uma queda no número de mortos diários em Nova York, o maior epicentro de coronavírus do país, alimentando o otimismo em torno do arrefecimento da pandemia, destaca a Reuters. O Dow Jones avançou 7,73%, para 22.679,99 pontos, o S&P 500 valorizou 7,03%, para 2.663,68 pontos, e o Nasdaq Composite ganhou 7,33%, para 7.913,24 pontos. O número de pacientes que deram entrada em unidades de tratamento intensivo (UTI) no estado de Nova York caiu pelo segundo dia consecutivo nesta segunda-feira, de acordo com o governador Andrew Cuomo. Para ele, isso demonstra um possível achatamento da curva –ou seja, que o número de infecções acontece a um ritmo mais lento. Ainda assim, diz ele, o sistema de saúde é bastante demandado. Bandeira dos EUA em frente à Bolsa de Chicago John Gress/Reuters
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