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O programa vai mostrar as inovações no cultivo e pesquisa sobre erva-mate. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (03/07/2022) O Globo Rural deste domingo (3) vai mostrar as inovações no cultivo e pesquisa sobre erva-mate. Tem ainda a retomada da romaria dos carros de boi em Goiás, milho, algodão e mais. O programa começa a partir das 8h. Não perca! VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural

Deterioração da gestão das contas públicas provoca uma piora da percepção de risco dos investidores internacionais com a economia brasileira, levando a uma desvalorização do real e, consequentemente, a mais inflação. Proposta aprovada pelo Senado trará um impacto fiscal de R$ 41,2 bilhões para governo. PEC 'Kamikaze' foi aprovada pelo Senado Waldemir Barreto/Agência Senado A soma de R$ 41,2 bilhões em benefícios sociais inseridos na proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada nesta quinta-feira (30) pelo Senado Federal traz temores de um "efeito rebote" na inflação brasileira. Na prática, os analistas dizem que a proposta — originalmente batizada de 'Kamikaze' pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes — deixa ainda mais nebulosa a gestão das contas públicas do país, o que pode levar a um cenário já enfrentado pelo Brasil em outras ocasiões. Pode haver uma piora da percepção de risco dos investidores internacionais com a economia brasileira, levando a uma desvalorização do real, o que tem potencial para provocar mais inflação. Ou seja, uma proposta desenhada para trazer algum alívio para o bolso da população pode acabar agravando a situação financeira das famílias. A PEC 'Kamikaze" prevê, por exemplo, um aumento do valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e a criação de um "voucher" de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos até o fim do ano. Veja os principais pontos da PEC que prevê ampliação de benefícios sociais a 3 meses das eleições Risco-país cresce mais no Brasil do que em outros países da América Latina Senado aprova PEC que prevê estado de emergência para ampliar benefícios sociais Com um cenário de inflação ainda mais pressionada, a tendência é que os juros fiquem em patamares altos por mais tempo, o que causa um freio aos investimentos de empresas e à criação de empregos no médio e longo prazo. E o quadro já é bastante difícil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial do país — está acima de 10% desde setembro do ano passado, e a taxa básica de juros (Selic) chegou a 13,25%, a mais elevada desde 2016. "O Banco Central tem enfrentado cada vez mais dificuldade de trazer a inflação para a meta. E, à medida que cresce o risco fiscal, essa cadeia de efeitos se agrava e a tarefa fica cada vez mais difícil", diz Christopher Galvão, analista da Nord Research. “O que deveríamos estar discutindo é um controle de gastos em busca de crescimento econômico sustentável”, acrescenta. Em 5 anos, real perdeu 30% de seu poder de compra Carrinho esvaziado: g1 mostra a queda do poder de compra de R$ 200 em dois anos Primeira reação: dólar sobe forte Os primeiros sinais foram dados pelo câmbio nesta sexta-feira (1º). O dólar fechou em alta de 1,68%, cotado a R$ 5,3206. A moeda americana está no patamar mais alto desde fevereiro. E um dos motores da inflação brasileira desde a chegada da pandemia do coronavírus tem sido justamente a desvalorização do real. Os produtores de alimentos, por exemplo, preferem exportar seus produtos a um dólar valorizado do que vender para indústrias nacionais. O efeito é diminuição de oferta interna e aumento dos preços. Para os combustíveis, a lógica é parecida. Como o barril de petróleo é cotado na moeda norte-americana, ele fica mais caro conforme o real fica mais fraco. E, desde que foi instaurada a política de paridade de preços internacionais (PPI) pela Petrobras, em 2016, o mercado tenta igualar o preço da gasolina na refinaria com o valor internacional. Ou seja, os reajustes são resultado das oscilações dos preços do petróleo e do câmbio. Como são formados os preços da gasolina e do diesel? Entenda a política de preços da Petrobras Só no mês de junho, o dólar subiu mais de 10% frente ao real. Parte desse resultado precisa ser atribuído ao aperto monetário nos Estados Unidos. Para combater a inflação, o Federal Reserve (banco central americano) iniciou uma alta de juros por lá. O aumento das taxas tira dólares de economias emergentes e os leva de volta ao país, porque lá estão os títulos do Tesouro americano, investimentos mais seguros do mundo. Juros nos EUA: como maior alta da taxa desde 1994 pode afetar o Brasil EUA promove alta histórica na taxa de juros para combater a inflação Mas, por outro lado, a desvalorização do real também sofre efeitos de uma acentuação da crise nas contas públicas, uma frustração das expectativas de crescimento do país e uma contínua instabilidade política em Brasília, que fazem os investidores internacionais fugirem do país. A PEC aprovada nesta quinta, que intensifica os gastos do governo, tem potencial de piorar essa impressão e alimentar uma nova arrancada do dólar. Mais um problema para as contas públicas Desde o ano passado, algumas medidas do governo Jair Bolsonaro deixaram claro que o ano eleitoral estaria à frente da crise fiscal entre as prioridades. Em dezembro, pegou mal para o mercado financeiro o mecanismo de financiamento do Auxílio Brasil, novo programa social que substituiu o Bolsa Família, por fora do teto de gastos. O governo trabalhou para aprovar a PEC dos precatórios, que, depois da tramitação no Congresso, liberou R$ 106 bilhões para gastos em ano eleitoral. Esse "drible" no teto foi encampado inclusive pelo ministro Paulo Guedes, a quem agentes do mercado confiavam a imposição de uma agenda de controle rígido das finanças do país. De lá para cá, o real passou por um período de valorização. Investidores interpretaram que o país estava bem posicionado por suas empresas de commodities enquanto se desenrolava a guerra na Ucrânia. Em abril, a moeda americana chegou duas vezes à casa dos R$ 4,60. Mas a subida de juros pelo Fed, a expectativa de que as economias globais entrem em recessão e novas pautas que avançaram no Congresso contra a situação fiscal do país reverteram a tendência. A economista-chefe da Tenax Capital, Débora Nogueira, lembra que tentativas de resolver o aperto financeiro da população pela distribuição de recursos, sem uma receita de compensação, tende a carregar a inflação forte por mais tempo. Próximo governo terá de equilibrar mais despesas obrigatórias com menos receitas de impostos Entenda os desafios fiscais que o Brasil vai enfrentar em 2023 "O Brasil caminhava para um ano de superávit primário, mas terá uma renúncia importante de receitas. É um desafio enorme de arrecadação para evitar um aumento brusco da dívida pública", afirma.

Em junho, 18,15 milhões de famílias recebem o Auxílio Brasil, totalizando o investimento em R$ 7,6 bilhões. O repasse médio do auxílio recebido pelas famílias foi de R$ 402 em junho. André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo O último lote da parcela de junho do Auxílio Brasil foi pago, na última quinta-feira (28). A parcela de julho do benefício vai começar a ser paga no dia 18, de acordo com o calendário abaixo: Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil em 2022 Economia/g1 Em junho, 18,15 milhões de famílias receberam o Auxílio Brasil, de acordo com o Ministério da Cidadania, totalizando o investimento em R$ 7,6 bilhões. O programa garante um repasse mínimo de R$ 400 a cada beneficiário. O repasse médio recebido pelas famílias foi de R$ 402. De acordo com informações da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, o Nordeste segue como a região com maior número de beneficiários. São 8,6 milhões de famílias contempladas. Na sequência aparecem as regiões Sudeste (5,2 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,2 milhão) e Centro-Oeste (941 mil). Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 2.788.362 famílias que atendem aos requisitos para receber o Auxílio Brasil não tiveram acesso a ele em abril deste ano. A chamada demanda reprimida teve um salto de 113% em relação a março, quando o número de famílias à espera era de 1.307.930. Ou seja, o número de 1.480.432 de famílias que se somaram à demanda reprimida em abril é maior que o total de março. LEIA TAMBÉM: Auxílio Brasil: 2,8 milhões de famílias estavam na fila de espera em abril, diz estudo da CNM Auxílio Brasil: quais são os benefícios que integram o programa e seus valores NIS: o que é e como consultar o número Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O benefício é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105. As em situação de pobreza têm renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. No dia 4 de maio, o Senado aprovou medida provisória (MP) que torna permanente o valor mínimo de R$ 400 para o Auxílio Brasil. Câmara aprova valor mínimo de R$ 400 no Auxílio Brasil Quem recebe Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Como obter informações Por telefone: O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Por aplicativos: No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas.

Confira como fazer a consulta para a retirada de até R$ 1 mil da conta do FGTS, caso o dinheiro não tenha caído automaticamente em sua conta. A retirada dos valores será possível até o dia 15 de dezembro. Fabiana Figueiredo/G1 Entre abril e junho deste ano, a Caixa liberou o saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no valor de até R$ 1.000 para trabalhadores de acordo com o mês de nascimento Todos os trabalhadores com conta do FGTS com saldo disponível tiveram direito ao saque. O crédito foi realizado de forma automática na conta do Caixa Tem, em nome do trabalhador. Nos casos em que os valores não tiverem caído automaticamente na conta do trabalhador, é necessário pedir a liberação dos recursos. A retirada dos valores será possível até o dia 15 de dezembro. De acordo com a Caixa Econômica Federal, o bloqueio dos recursos pode ocorrer devido a alguns fatores. Entre os principais motivos para bloqueio, estão: garantia de operações de crédito de antecipação do Saque Aniversário; determinação judicial; pedido de devolução de valor recolhido pelo empregador; e dados inconsistentes. A Caixa destaca, no entanto, que o saque não será disponibilizado se os valores estiverem bloqueados na conta do fundo de garantia. LEIA MAIS: Caixa Tem: problemas com o aplicativo? Veja possíveis causas e como solucioná-las Caixa Tem: esqueceu a senha? Saiba como recuperar e acessar o aplicativo Veja tira dúvidas sobre os saques de até R$ 1 mil do FGTS FGTS: veja algumas situações que permitem o saque e como consultar seu saldo FGTS: quem tem direito, quando pode sacar, qual o rendimento? Entenda É possível consultar quem tem direito ao saque pelo site da Caixa, pelo aplicativo FGTS e nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF). Ao todo, 42 milhões de trabalhadores estão aptos ao saque extraordinário do FGTS, totalizando R$ 30 bilhões. O saldo disponível pode ser consultado por todos os trabalhadores. Na consulta pelo site do FGTS, é possível saber: se o trabalhador tem direito ao Saque Extraordinário do FGTS; consultar a data de crédito na Conta Poupança Social Digital. Já pelo aplicativo FGTS e nas agências da Caixa, é possível: consultar o valor a ser creditado; consultar a data de crédito na Conta Poupança Social Digital; informar que não quer receber o crédito do valor; solicitar o retorno do valor creditado para a conta FGTS; alteração cadastral para criação de Conta Poupança Social Digital. Qualquer pessoa com conta vinculada do FGTS, ativa ou inativa, pode sacar. Leia mais aqui Se o titular possuir mais de uma conta do FGTS, o saque é feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo. Não estarão disponíveis para saque os valores que estiverem bloqueados na conta do FGTS, como garantia de operações de crédito de antecipação do saque-aniversário, por exemplo. A princípio, não seria preciso solicitar a liberação das verbas, pois o dinheiro seria disponibilizado automaticamente na conta do trabalhador no Caixa Tem. Leia mais aqui Se o beneficiário não tiver uma conta no Caixa Tem, a Caixa Econômica Federal abriria uma conta em nome do trabalhador automaticamente. No entanto, em caso de dados incompletos que não permitam a abertura da conta digital, o trabalhador tem que pedir a liberação dos recursos. Todo o processo para pedir o saque será informatizado. O trabalhador não precisará ir à agência da Caixa, bastando entrar no aplicativo FGTS, disponível para smartphones e tablets, e inserindo os dados pedidos. O aplicativo pode ser baixado pelo celular: Clique aqui para baixar o app para celulares Android Clique aqui para baixar o app para celulares iOS (Apple) Clique aqui para ver como fazer o login e usar o aplicativo Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, é possível pagar boletos e contas ou utilizar o cartão de débito virtual e QR code para fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos, por meio do aplicativo. O valor também pode ser transferido para outras contas bancárias da Caixa ou de outro banco. É possível ainda realizar transações por meio do Pix, além de efetuar saque nos terminais de autoatendimento da Caixa e nas casas lotéricas. Sou obrigado a sacar? Não. O saque é facultativo ao trabalhador. Se ele não tiver interesse, pode indicar que não deseja receber o saque extraordinário do FGTS, para que sua conta do FGTS não seja debitada. Nesse caso, ele deverá acessar o aplicativo FGTS ou se dirigir a uma das agências do banco para informar que não quer receber o crédito. Após a realização do crédito na Conta Poupança Social Digital, o trabalhador pode, ainda assim, optar por desfazer o crédito automático, por meio dos mesmos canais, até o dia 10 de novembro. Caso o crédito dos valores tenha sido feito na Poupança Social Digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 15 de dezembro, os recursos serão retornados à conta do FGTS, devidamente corrigidos.

Segundo a autarquia, o abastecimento está regular em todo o território nacional no momento. Caminhão abastece com diesel em posto de combustíveis Reprodução/RBS TV A Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicou nessa sexta-feira (1) o Sobreaviso no Abastecimento nº 02/2022/SDL/ANP, com o objetivo de intensificar o monitoramento das importações de óleo diesel A S10. A medida foi aprovada pela diretoria da agência nessa quinta-feira (30). Preços médios da gasolina e do diesel caem após redução do ICMS e valores recordes em junho Veja perguntas e respostas sobre os preços dos combustíveis no Brasil "A ANP monitora permanentemente o mercado de combustíveis. No momento, o abastecimento está regular em todo o território nacional. O Sobreaviso no Abastecimento visa permitir que o acompanhamento das importações de diesel A S10 seja intensificado, em face da situação geopolítica mundial atual", diz a nota divulgada pela agência. Produtores e distribuidores listados – os mesmos que já constavam no Comunicado de Sobreaviso nº1/SDL/ANP, de 21 de março de 2022 – deverão informar à ANP a relação de todas as importações já contratadas de óleo diesel A S10 ainda não nacionalizadas, discriminando: porto de origem, data de embarque, volume em metros cúbicos, porto de destino no Brasil, data prevista de chegada e terminal (ou base) de armazenamento – sejam operações diretamente com o mercado externo ou por intermédio de terceiro. 'Crise do diesel traz um fenômeno novo, que é o custo do refino', aponta ex-diretor da ANP A autarquia ressalta ainda que devem também ser informadas, caso ocorram, dificuldades de contratação de importação e/ou de navio para importação de óleo diesel A S10 para o Brasil. Neste caso, será necessário descrever detalhadamente as circunstâncias de restrição de importação, localidade e se a restrição é total ou parcial, entre outras informações pertinentes. A ANP também reforça que o envio de novas informações sobre as importações não exclui as obrigações já postas aos agentes relacionados no Comunicado de Sobreaviso nº1/SDL/ANP, de 21 de março de 2022. Todos os distribuidores e produtores relacionados no primeiro comunicado precisarão continuar a enviar dados rotineiramente submetidos. A autarquia ressalta que devem ser informadas, caso ocorram, dificuldades para contratação de importação de óleo diesel.
Gilmar Mendes é relator no STF de ação do governo que pede suspensão de leis estaduais que aplicam alíquotas para combustíveis em percentual superior ao de outros produtos e serviços. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para que o governo federal se manifeste sobre as propostas apresentadas pelos estados na tentativa de fechar um acordo sobre a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) incidente sobre os combustíveis. Gilmar Mendes é relator de uma ação do governo que pede ao STF a suspensão de todas as leis estaduais que aplicam alíquotas de ICMS para os combustíveis em percentual acima do estabelecido para outros produtos e serviços. Preço dos combustíveis: estados começam a reduzir ICMS Na decisão, o ministro afirma que o ideal é uma conciliação e diz que as últimas duas leis que tratam da cobrança de ICMS sobre os combustíveis podem ser incompatíveis, já que há uma norma determinando uma alíquota uniforme e outra permitindo que os estados reduzam os percentuais de cobrança do tributo.

Ela substituirá no posto Pedro Guimarães, que pediu demissão na última quarta-feira devido a denúncias de assédio sexual de funcionárias do banco. MP investiga. Ele nega as acusações. Daniella Marques Consentino, nova presidente da Caixa Econômica Federal, em evento no Palácio do Planalto na última quarta-feira (29). Reuters/Ueslei Marcelino A economista Daniella Marques teve o nome aprovado nesta sexta-feira (1º) pelo Comitê de Elegibilidade da Caixa Econômica Federal e assinou o termo de posse como presidente da instituição. Na tarde da próxima terça-feira (4), o Palácio do Planalto promoverá uma cerimônia para marcar a posse da nova dirigente do banco. Ex-secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, ela substituirá no posto Pedro Guimarães, que se demitiu na quarta-feira (29) devido a denúncias de assédio sexual de funcionárias do banco. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Trabalho. Guimarães nega as acusações. Comitê de elegibilidade da CEF aprova nome de Daniella Marques para presidência do banco Daniella Marques está no governo Bolsonaro desde o início do governo. Começou como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, em janeiro de 2019, e era uma das assessoras de confiança do ministro Paulo Guedes, da Economia. A nova presidente da Caixa atuou no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos, acompanhado o ministro Guedes. Foi sócia dele na Bozano Investimentos, onde atuou como Diretora de Compliance e Operações e Financeiras (COO e CFO). Ela ainda tem formação de administradora de Empresas pela PUC-RJ, com MBA em Finanças pelo Ibmec. Também foi diretora-executiva da Oren Investimentos e, na Mercatto Investimentos, diretora de Risco e Compliance, Sócia e Gestora de Renda Variável. Daniella Marques é nomeada presidente da Caixa
Redução tem como objetivo de conter a inflação e o impacto dos preços altos aos consumidores. O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira (1º) uma redução do ICMS sobre combustíveis para 18%, seguindo a lei federal que impôs um teto para o imposto estadual com o objetivo de conter a inflação e o impacto dos preços altos aos consumidores. Também anunciaram redução no ICMS dos combustíveis nesta sexta-feira os governos de Santa Catarina e Minas Gerais, este último um dos mais importantes mercados consumidores do país. Até agora, pelo menos dez estados já anunciaram a redução do imposto para tentar frear o aumento no preço dos combustíveis. No Rio de Janeiro, as alíquotas de ICMS de gasolina e etanol estavam entre as maiores do país, na faixa de 34% e 32%, respectivamente. Estados que reduziram o ICMS sobre combustíveis: São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Goiás Espírito Santo Santa Catarina Paraná Rio Grande do Sul Rio Grande do Norte Rondônia Alagoas Com o corte para 18%, o governador Cláudio Castro (PL), estimou uma redução de R$ 1,19 do litro da gasolina nas bombas -- atualmente, o litro do combustível é encontrado no estado por cerca de R$ 7,80. Alguns estados, como São Paulo, Goiás e Espírito Santo, já tinham anunciado as reduções do imposto, após a sanção pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) do projeto de lei que limitou a cobrança do ICMS entre 17% e 18% para combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. No caso do Rio de Janeiro, o anúncio acontece em meio a um acordo com o governo federal para manter o Estado em um regime fiscal diferenciado, conhecido como regime de recuperação fiscal. O acordo permite, por exemplo, diluir ao longo dos próximos anos o pagamento da dívida de quase R$ 150 bilhões do estado com a União. Mas 11 estados e o Distrito Federal entraram com uma ação no STF contra a lei que reduz o ICMS. Eles alegam que terão perdas bilionárias de receita que podem comprometer investimentos obrigatórios em saúde e educação.

De acordo com o levantamento da agência, o valor médio do litro do diesel passou de R$ 7,568 para R$ 7,554. Já a gasolina foi de R$ 7,39 para R$ 7,127. Preços da gasolina e do diesel sobem e batem recorde nos postos Marcelo Brandt / G1 Os preços da gasolina e do diesel recuaram nesta semana, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (1). Os dados refletem o corte do ICMS sobre os combustíveis, adotado em pelo menos 11 estados, e vem depois de uma semana com valores recordes no levantamento. De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro do diesel passou de R$ 7,568 para R$ 7,554, queda de 0,18%. O valor mais alto encontrado pela agência foi R$ 8,990. Já o preço médio do litro da gasolina caiu de R$ 7,39 para R$ 7,127, uma diminuição de 3,55%. O valor máximo encontrado nos postos foi R$ 8,890. Na semana passada, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004. Veja perguntas e respostas sobre os preços dos combustíveis no Brasil IPCA-15: prévia da inflação acelera para 0,69% em junho e segue acima de 12% em 12 meses Os países que têm a gasolina mais cara e a mais barata - e onde o Brasil fica no ranking Já o preço médio do etanol passou de R$ 4,873 para R$ 4,723, uma queda de 3,07%. Apesar da média, o levantamento chegou a encontrar oferta do etanol pelo máximo de R$ 7,890. A ANP coletou preços em mais de 5 mil postos de combustíveis no Brasil. Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende não só dos valores cobrados nas refinarias, mas também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores. Efeito do ICMS A nova pesquisa da ANP contempla parte da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) adotada por parte dos estados. Pelo menos 11 estados já reduziram a incidência do imposto sobre combustíveis. São eles: São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Goiás Espírito Santo Santa Catarina Paraná Rio Grande do Sul Rio Grande do Norte Rondônia Alagoas Governo de SP reduz ICMS de combustíveis de 25% para 18% Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, o projeto que limita o ICMS sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Pelo texto aprovado pelo Congresso, esses itens passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que impede que os estados cobrem taxa superior à alíquota geral que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade. Até então, os combustíveis e outros bens que o projeto beneficia eram considerados supérfluos e pagavam, em alguns estados, até 30% de ICMS.

Inscrições estarão abertas de 7 a 20 de julho e a remuneração dos cargos pode chegar a R$ 1,9 mil. Com nove vagas disponíveis, Prefeitura de Dracena (SP) anuncia novo concurso público Diretoria de Comunicação A Prefeitura de Dracena (SP) divulgou novo concurso público para preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva para cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os interessados podem se inscrever pelo site, a partir das 9h do dia 7 de julho até às 23h59 do dia 20 de julho. A taxa de inscrição varia de R$ 7,36 a R$ 10,62, conforme escolaridade. Os cargos disponíveis no certame são: Analista Orçamentário e Financeiro (1); Assistente Social I (1); Analista Jurídico (1); Analista Administrativo (1); Almoxarife Geral (1); Ajudante de Serviços Gerais; Auxiliar de Farmácia (1); Cuidador de Idosos (1); Educador Social (1); Psicólogo I (1). A carga horária varia de 30 a 40 horas semanais e a remuneração de R$ 1.236,08 a R$ 1.944,47, acrescido de R$ 29,15 de cartão alimentação por dia trabalhado. O edital completo pode ser visto aqui. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
Informações foram divulgadas nesta sexta-feira (1º) pelo Ministério da Economia. Superávit acontece quando exportações superam importações. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia informou nesta sexta-feira (1º) que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 8,8 bilhões em junho. O superávit acontece quando as exportações superam as importações. Caso contrário, o resultado é deficitário. Segundo o governo, em junho: as exportações somaram US$ 32,7 bilhões; e as importações, US$ 23,9 bilhões. Os dados oficiais mostram, ainda, que as exportações, pela média diária, registraram alta de 15,6% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já as compras do exterior avançaram 33,7% nessa comparação. Apesar de positivo, o saldo comercial registrado em junho é 15,4% menor do alcançado no mesmo mês do ano passado, quando o superávit da balança foi de US$ 10,4 bilhões. 1º semestre No primeiro semestre deste ano, segundo os dados oficiais, a balança comercial teve saldo positivo de US$ 34,2 bilhões, queda de 7,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o superávit somou US$ 37 bilhões. Segundo o Ministério da Economia, de janeiro a junho deste ano: as exportações somaram US$ 164,1 bilhões; e as importações totalizaram US$ 129,8 bilhões. Pela média diária, as exportações cresceram 19,5% nos seis primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Já as importações tiveram alta de 29,8% nessa comparação. Previsão para 2022 O Ministério da Economia revisou para baixo a sua previsão de superávit comercial para este ano. A estimativa é de um saldo positivo de US$ 81,5 bilhões, ante US$ 111,6 bilhões esperados na previsão anterior. Segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, a revisão para baixo na projeção anual da balança foi motivada pela alta das importações e dos preços dos principais produtos importados pelo Brasil, como combustíveis, adubos e fertilizantes. Brandão disse, ainda, que a alta dos preços desses bens no mercado internacional é motivada, principalmente, pela guerra na Ucrânia, que trouxe "disrupções das cadeias internacionais de suprimentos". Apesar da queda na projeção, o resultado, se confirmado, ainda será recorde na série histórica que tem início em 1989. Até então, o maior saldo foi registrado em 2021 (US$ 61,4 bilhões). A expectativa do governo é de que as exportações somem US$ 349,4 bilhões em 2022, e que as compras do exterior alcancem US$ 268 bilhões neste ano. VÍDEOS: notícias sobre economia
Publicação ensina como selecionar as aves e fazer as instalações. Uma cartilha da Emater-MG ensina boas práticas na produção de ovos caipiras. A publicação mostra como selecionar as aves, fazer as instalações e traz ainda dicas de manejo. >>> Acesse aqui <<< Confira mais cartilhas: Saiba como plantar goiaba e lidar com as principais pragas Como começar o cultivo de pitaya Aprenda a montar barraginhas, técnica usada para represar água da chuva nas propriedades Manual mostra como montar um viveiro para plantar mudas de café Confira os passos para montar uma horta em casa Veja como criar tilápias em viveiros escavados Aprenda a fazer um curral ecológico Vídeos mais assistidos do Globo Rural

O principal índice da bolsa fechou a 98.954 pontos, uma alta de 0,42%. Investidores reagiram aos riscos fiscais no Brasil após o Senado ter aprovado proposta que libera gasto bilionário às vésperas da eleição. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, registrou leve alta nesta sexta-feira (1), após ter operarado com instabilidadede durante o dia. O índice acumulou um tombo de mais de 10% em junho, com os investidores monitorando o aumento dos riscos fiscais após o Senado aprovar proposta que libera um gasto bilionário às vésperas da eleição. O Ibovespa subiu 0,42%, a 98.954 pontos. Na mínima do dia, chegou a 97.231 pontos. Veja mais cotações. Já o dólar fechou em alta, a R$ 5,32. Na quinta-feira, a Bolsa fechou em queda de 1,08%, a 98.542 pontos. Com o resultado, acumulou um tombo de 11,50% em junho, no pior resultado mensal desde março de 2020. Além disso, a bolsa passou a acumular queda de 5,99% no ano. LEIA MAIS: Veja ações com maiores baixas no Ibovespa e as que ainda acumulam alta Os riscos às contas públicas de PEC que turbina gastos sociais a 3 meses da eleição O que está mexendo com os mercados? Na cena local, o Senado aprovou na quinta-feira a PEC (proposta de emenda à Constituição) que libera R$ 41 bilhões em gastos a pouco mais de três meses das eleições. A proposta segue agora para a Câmara dos Deputados. Se aprovada pelos deputados, seu impacto nos cofres públicos pode chegar a R$ 41,2 bilhões. Apelidada de "PEC Kamikaze", ela reacendeu temores fiscais e de uma pressão ainda maior nos juros e inflação. Analistas apontam também que a proposta é uma forma jurídica de tentar burlar a lei eleitoral. Veja os principais pontos da PEC que prevê ampliação de gastos a 3 meses das eleições Na agenda de indicadores, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), subiu 1,83% em maio. No acumulado em 12 meses, a chamada inflação de “porta de fábrica”, sem impostos e fretes, atingiu 19,15%. Vinte e uma das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram aumento de preços em maio. Além disso, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 2,9% de maio para junho, atingindo 80,2 pontos. Com o aumento, o indicador registrou maior patamar desde maio de 2021 (81,7 pontos). Na comparação com junho de 2021, houve expansão de 18,8% do ICF. Para a confederação, ações de suporte à renda bem como evolução positiva do mercado de trabalho ajudaram a compor o resultado favorável em junho. No exterior, o viés era de baixa nos principais mercados acionários diante dos temores de uma recessão global e com a expectativa de uma alta mais agressiva dos juros nos EUA e Europa para frear a inflação desenfreada. A inflação da zona do euro atingiu mais um recorde em junho, chegando a 8,6% em 12 meses, reforçando a expectativa de alta maior dos juros. Os preços do petróleo tinham alta acima de 2% nesta sexta, enquanto que os do minério de ferro e do aço fecharam em queda nos mercados asiáticos. 'PEC das bondades eleitorais', diz Valdo Cruz sobre pacote aprovado no Senado
A alta da confiança empresarial foi novamente determinada por uma melhora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas em relação aos meses seguintes O Índice de Confiança Empresarial (ICE) registrou alta de 1,4 ponto na passagem de maio para junho, chegando aos 98,8 pontos, informou o Instituto de Economia Brasileira da Fundação Getulio Vergas (FGV Ibre). Este é o maior nível desde outubro de 2021, quando o indicador apontava 100,4 pontos. Com o resultado, o indicador registra um crescimento acumulado de 7 pontos no segundo trimestre de 2022, após recuar 8,2 pontos nos dois trimestres anteriores. O superintendente de Estatísticas do Ibre, Aloisio Campelo Jr. pontua que o avanço deste mês não foi puxado pelo setor de serviços, contrariando tendência recente. “As expectativas empresariais são neutras em relação ao próximo trimestre mas apresentam um viés ligeiramente pessimista nos no horizonte de seis meses, um sinal de que o setor produtivo projeta uma desaceleração da atividade ao longo do segundo semestre”, diz. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança de quatro setores: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. A confiança empresarial subiu em 63% dos 49 segmentos integrantes do ICE em junho, uma disseminação maior que os 61% do mês passado. A alta da confiança empresarial foi novamente determinada por uma melhora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) subiu 1,9 ponto, para 100 pontos, maior nível desde agosto de 2021 (100,5 pontos). O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 1,6 ponto, para 99,7 pontos, maior nível desde outubro do ano passado (100,3 pontos.). A confiança subiu em todos os setores que integram o ICE, em junho, com destaque para a melhora das avaliações sobre a situação presente. Apenas no Setor de Serviços, a contribuição para a alta foi mais expressiva pelo componente de expectativas futuras. A maior alta da confiança setorial no mês veio do Comércio, com forte melhora nas avaliações correntes. Apesar da evolução favorável em todos os setores, apenas a confiança da Indústria alcança a faixa de neutralidade no fim do primeiro semestre do ano. Alívio no desemprego não se reflete na renda; veja análise de Carlos Alberto Sardenberg

Nesta sexta-feira (1), a moeda norte-americana subiu 1,68%, vendida a R$ 5,3206 - maior patamar de fechamento desde 4 de fevereiro. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar fechou em forte alta nesta sexta-feira (1), com os investidores monitorando o aumento dos riscos fiscais no Brasil após o Senado ter aprovado na véspera proposta que libera um gasto bilionário às vésperas da eleição. A moeda norte-americana subiu 1,68%, vendida a R$ 5,3206. Na máxima, chegou a R$ 5,3381. Veja mais cotações. Trata-se do maior patamar de fechamento desde 4 de fevereiro, quando o dólar também encerrou o dia contado a R$ 5,3206. LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? Qual o melhor momento para comprar? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Com a performance desta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 1,29% na semana. No ano, ainda tem desvalorização de 4,56% frente ao real. Já o Ibovespa subiu 0,42%, a 98.954 pontos. o Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? O Senado aprovou na quinta-feira a PEC (proposta de emenda à Constituição) que libera R$ 41 bilhões em gastos a pouco mais de três meses das eleições. A PEC segue agora para a Câmara dos Deputados. Se aprovada pelos deputados, seu impacto nos cofres públicos pode chegar a R$ 41,2 bilhões. Apelidada de "PEC Kamikaze", ela reacendeu temores fiscais e de uma pressão ainda maior nos juros e inflação. Analistas apontam também que a proposta é uma forma jurídica de tentar burlar a lei eleitoral. Veja os principais pontos da PEC que prevê ampliação de gastos a 3 meses das eleições Na agenda de indicadores, o IBGE divulgou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP), subiu 1,83% em maio. No acumulado em 12 meses, a chamada inflação de “porta de fábrica”, sem impostos e fretes, atingiu 19,15%. Vinte e uma das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram aumento de preços em maio. Na véspera, o Banco Central admitiu oficialmente que a meta de inflação, em 2022, será descumprida pelo segundo ano seguido. o BC estimou em relatório uma alta de preços de 8,8% para 2022; de 4% para 2023 e de 2,7% para 2024. No exterior, o foco permaneceu nos temores de uma recessão global, com os investidores em busca de pistas sobre a trajetória das taxas dos juros nos EUA e na Europa. A inflação da zona do euro atingiu mais um recorde em junho, chegando a 8,6% em 12 meses, reforçando a expectativa de alta maior dos juros. Senado aprova PEC que permite governo lançar auxílios sociais fora do teto de gastos

Novo modelo classifica refrigeradores que consomem entre 10% e 30% menos de energia que a geladeira tradicional. Comércio do país tem até 30 de junho de 2023 para vender todo estoque com etiqueta antiga. Nova Etiqueta de Eficiência Energética para geladeiras passa a ser usada no país em 1º de julho de 2022 Reprodução/Inmetro A partir desta sexta-feira (1º), todas as geladeiras vendidas no comércio brasileiro precisam conter a nova Etiqueta de Conservação de Energia Elétrica (Ence) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que classifica a eficiência energética dos refrigeradores. A nova etiqueta é obrigatória para geladeiras produzidas tanto no Brasil, quanto as importsadas As lojas terão prazo de um ano para vender todo o estoque das geladeiras que ainda possuam a etiqueta antiga. As principais diferenças do modelo antigo para a nova Ence são a inclusão de novas subclasses de classificação do consumo energético e a presença de um QR Code. Por meio do código virtual, o consumidor pode acessar o status do registro da geladeira, se ativo, inativo, suspenso ou cancelado. “O QR code se tornará uma ferramenta cada vez mais importante na interação do consumidor com a etiqueta, dando a ele uma série de informações que podem ajudá-lo na decisão de compra do equipamento mais eficiente energeticamente e, obviamente mais barato em termos de consumo”, destacou o Inmetro. O órgão enfatizou que a equipe da Divisão de Verificação e Estudos Técnicos Científicos (Divet) trabalha na ampliação da utilização da ferramenta “para que se torne mais robusta em termos de informações”. As novas classificações presentes no novo modelo são A+++, A++ e A, que indicam os modelos que consomem, respectivamente, menos 30%, 20% e 10% de energia do que o tradicional “A”. "Importante esclarecer que o consumidor ainda poderá encontrar modelos no varejo com a etiqueta antiga, desde que tenham sido fabricados antes de 30 de junho de 2022. O varejo terá até 30 de junho de 2023 para comercializar os produtos com a etiqueta antiga, mas a expectativa é a de que o mercado esteja 100% na nova etiqueta antes desse prazo", destacou o Inmetro.

Ela é acusada de roubar US$ 4 bilhões (R$ 21 milhões) de vítimas por meio de um golpe de criptomoeda com características de pirâmide financeira. Autoridades dos EUA alertam que Ruja Ignatova pode ter mudado sua aparência desde que desapareceu em 2017 BBC A búlgara Ruja Ignatova, também conhecida como a "criptorainha desaparecida", foi colocada na lista dos dez criminosos mais procurados do FBI, a polícia federal americana. A criminosa, que se acredita ter cerca de 40 anos, é procurada por seu suposto papel em um golpe de criptomoeda conhecido como OneCoin. Autoridades acusam a fugitiva de usar o esquema para fraudar as vítimas em mais de US$ 4 bilhões (mais de R$ 20 bilhões). Ignatova está desaparecida desde 2017, quando as autoridades dos EUA expediram um mandado de prisão contra ela. Em 2014, os criadores da criptomoeda OneCoin começaram a oferecer comissão aos compradores da moeda que conseguissem vendê-la para mais pessoas. Mas os agentes do FBI dizem que a OneCoin não tinha nenhum valor e nunca usou a tecnologia blockchain, comum a outras criptomoedas. Promotores federais alegam que a OneCoin era um esquema de pirâmide disfarçado de criptomoeda. "Ela fez seu esquema no tempo certo, beneficiando-se da especulação frenética dos primeiros dias da criptomoeda", disse Damian Williams, principal promotor federal de Manhattan. O FBI coloca fugitivos na sua lista de mais procurados quando acredita que a população pode ajudar a localizá-los. Um anúncio do FBI publicado na quinta-feira (30/6) oferece uma recompensa de US$ 100 mil (mais de meio milhão de reais) por qualquer informação que leve à prisão de Ignatova. Ela foi indiciada em 2019 por oito crimes, incluindo fraude eletrônica e fraude de valores mobiliários. Ela é a única mulher na lista dos dez mais procurados do FBI. FBI acredita que Ignatova viaje sempre com seguranças armados FBI O jornalista da BBC Jamie Bartlett, que fez um podcast sobre a história de Ignatova e da OneCoin, disse que o anúncio do FBI de quinta-feira aumenta as chances de ela ser pega. "Este é provavelmente a maior novidade no caso desde que Ruja desapareceu em outubro de 2017", diz ele. Bartlett, que investiga o caso há anos, diz que uma das razões pelas quais é tão difícil rastrear Ruja Ignatova é que ela conseguiu sumir com pelo menos US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões). "Também acreditamos que ela tem documentos de identidade falsos de alta qualidade e mudou sua aparência", acrescenta. Bartlett não descarta a possibilidade de que ela não esteja mais viva. Ignatova foi vista pela última vez embarcando em um voo da Bulgária para a Grécia em 2017. Ela está desaparecida desde então. Uma vítima do OneCoin, a escocesa Jen McAdam, disse à BBC em 2019 que ela e seus amigos e familiares perderam mais de 250 mil euros (R$ 1,3 milhão). Ela conta que tudo começou a partir de uma mensagem de um amigo sobre uma oportunidade de investimento imperdível. Jen McAdam clicou em um link e assistiu a uma palestra online da OneCoin. Por uma hora, ela ouviu atentamente as pessoas falando com entusiasmo sobre essa nova e atraente criptomoeda, e sobre como isso poderia gerar uma fortuna. McAdam disse que levou meses para perceber que tudo não passava de uma farsa.

Resultado veio acima das expectativas, impulsionado principalmente pelos preços da energia, além de alimentos e serviços. Consumidor usa nota de dez euros para pagar compras em Nice, na França, em imagem de arquivo Eric Gaillard/Reuters A inflação da zona do euro atingiu mais um recorde em junho com o aumento das pressões sobre os preços, e o pico ainda pode estar a meses de distância, o que reforça os argumentos a favor de um rápido aumento dos juros pelo Banco Central Europeu a partir deste mês. O aumento anual dos preços ao consumidor nos 19 países que compartilham o euro acelerou para 8,6%, contra 8,1% nos 12 meses até maio, disse a Eurostat nesta sexta-feira (1), acima das expectativas de 8,4% e impulsionado principalmente pelos preços da energia, além de alimentos e serviços. Era de inflação ultrabaixa dificilmente voltará, diz Lagarde Recessão global é inevitável? O que pensam 4 economistas A inflação tem aumentado constantemente há mais de um ano, inicialmente alimentada por choques de oferta pós-pandemia e agora pelos preços da energia como consequência da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Mais de quatro vezes a meta de 2% do BCE, a inflação está tão alta que corre o risco de ficar em níveis desconfortáveis à medida que as empresas e os trabalhadores ajustam seus preços e comportamentos salariais à nova realidade. Mesmo que os preços voláteis dos alimentos e dos combustíveis sejam retirados, o núcleo da inflação permaneceu bem acima da meta do BCE, uma leitura preocupante para as autoridades de política monetária já que sugere a perpetuação do crescimento dos preços através dos chamados efeitos de segunda ordem. A inflação excluindo alimentos e combustíveis acelerou de 4,4% para 4,6%, embora uma medida ainda mais restrita, que também exclui álcool e tabaco, tenha desacelerado de 3,8% para 3,7% Os preços dos combustíveis subiram 41,9% em junho, enquanto os custos dos alimentos aumentaram 11,1%, uma preocupação especial dos governos porque as famílias de menor renda gastam uma parcela desproporcional de seu dinheiro com esses itens Atrás de seus pares há muitos meses, o BCE começará a aumentar os juros este mês, inicialmente em 0,25 ponto percentual, mas os dados desta sexta-feira reforçam o argumento para um movimento maior, de 0,50 ponto, em setembro. Os juros continuarão então a subir, embora as autoridades discordem sobre o quanto mais será necessário à medida que o crescimento desacelera e as ameaças de cortes no fornecimento de gás aumentam a perspectiva de uma recessão. Bancos centrais de mais de 40 países aumentaram juros este ano
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil alertam que ampliação dos gastos pode levar a aumento dos juros e inflação. O Senado aprovou nesta quinta-feira (30) a PEC (proposta de emenda à Constituição) que abre brecha para que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) fure o teto de gastos e turbine programas sociais a pouco mais de três meses das eleições. A PEC segue agora para a Câmara dos Deputados. Se aprovada pelos deputados, seu impacto nos cofres públicos pode chegar a R$ 41,2 bilhões. Entenda o pacote de R$ 41 bi aprovado no Senado para turbinar benefícios Apelidada de "PEC Kamikaze", ela propõe o reconhecimento do estado de emergência, o que, em tese, daria respaldo legal para o governo criar benefícios em ano eleitoral. A Lei Eleitoral proíbe essa prática como uma medida para evitar a competição desigual entre os candidatos. Por outro lado, a legislação também prevê que em situações de emergência, a criação de benefícios ou aumento de gastos seriam permitidos. Na justificativa apresentada pelo relator da PEC, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), a situação de emergência seria justificada pelo aumento no preço dos combustíveis e da inflação. Entenda o que pode mudar com a PEC que amplia benefícios sociais até o fim do ano O governo defende a medida afirmando que ela é importante para diminuir o impacto da alta da inflação sobre as pessoas mais vulneráveis. A PEC prevê criar benefícios para caminhoneiros autônomos de R$ 1 mil por mês até dezembro deste ano (o "voucher caminhoneiro"), um auxílio para taxistas, aumenta de R$ 400 para R$ 600 o Auxílio-Brasil (zerando a fila para o benefício), dobra o valor do Auxílio Gás, compensa Estados pela gratuidade do transporte público de idosos, dá subsídios para a produção do etanol por meio de créditos tributários, entre outras medidas. A proposta, no entanto, é discutida no momento em que Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto mais recentes, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em março deste ano, 68% dos entrevistados atribuem a ele a responsabilidade pela subida dos preços dos combustíveis. Economistas ouvidos pela BBC News Brasil, porém, alertam que PEC apoiada pelo governo pode ter efeitos negativos na economia no curto, médio e longo prazos. Entre eles estão: o aumento das despesas públicas, desconfiança do mercado sobre a política fiscal; pressão sobre a taxa de juros; aumento da inflação; e dificuldades fiscais para quem quer que assuma o governo em 2023. Aumento das despesas públicas O aumento das despesas públicas é o risco mais imediato identificado pelos economistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo eles, os R$ 41,2 bilhões acima do teto de gastos comprometem significativamente a política fiscal do país. "Somando os R$ 42 bilhões dessa PEC com o impacto de R$ 100 bilhões do projeto que alterou o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), temos uma ação de cerca de R$ 150 bilhões. E essa conta tende a crescer ainda mais. Talvez sejamos o país que esteja gastando mais no mundo para enfrentar a crise dos combustíveis, mas falta qualidade do gasto", diz Leo Cézar, economista, consultor do Senado e um dos idealizadores do Instituto Fiscal Independente (IFI). Para o economista-chefe da gestora de ações Ryo-Asset e ex-diretor do IFI, Gabriel Barros, o custo inicial da PEC estimado em R$ 41,2 bilhões pode ser ainda maior porque o reconhecimento do estado de emergência cria uma brecha legal para que o governo possa fazer mais gastos não previstos inicialmente. "Esse estado de emergência abre a possibilidade de o governo ampliar, ainda mais, os gastos previstos na PEC. E são gastos de difícil controle social. Ou seja, a gente só vai saber o total gasto pelo governo quando o Tribunal de Contas da União (TCU) for analisar a gestão das contas públicas federais", explica. Desconfiança do mercado O segundo risco apontado pelos economistas é o aumento da desconfiança do mercado em relação à política fiscal do país. Eles argumentam que, nos últimos meses, essa confiança já vinha sendo erodida por conta de uma outra PEC, a dos precatórios, aprovada no ano passado e que abriu um espaço extra no orçamento do governo que pode chegar a R$ 104 bilhões. Em grande medida, a PEC possibilitou o pagamento em caráter emergencial do Auxílio-Brasil de R$ 400. Para Gabriel Barros, a proximidade entre as duas PECs diminui a confiança do mercado no governo. "Estamos emendando a Constituição a cada seis meses. Isso cria uma incerteza adicional em um ano que já é sensível por conta das eleições e o mercado passa a olhar o Brasil com menos certeza sobre como as contas públicas serão geridas", diz. Risco-país cresce mais no Brasil do que em outros países da América Latina Para o coordenador do centro de gestão e políticas públicas do Insper, André Marques, a "PEC Kamikaze" cria instabilidade no mercado e gera distorções que o Brasil já viveu no passado. "A gente já teve algo parecido quando Dilma Rousseff mexeu na tarifa de energia elétrica para que a população tivesse um ganho momentâneo. O resultado é que esse ganho se transformou em prejuízo no futuro e o mercado reagiu diminuindo investimentos no setor, por exemplo", diz. Pressão inflacionária e nos juros A pressão sobre a inflação e os juros, dizem os economistas, é consequência direta da desconfiança do mercado na capacidade de o governo ajustar suas contas. Para 2022, a meta de inflação do país estava prevista em 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada em 2022 até maio segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já é de 4,78% e, nos últimos 12 meses está em 11,73%. Segundo o Banco Central (BC), a estimativa é que a inflação acumulada de 2022 chegue a 8,8%. A taxa básica de juros estipulada pelo Banco Central, a Selic, está em tendência de alta. Em janeiro de 2019, ela era de 6,5% ao ano. Agora, ela está em 13,25%. "Se o governo aumenta os gastos de forma descontrolada, o governo vai precisar pagar mais juros para financiar sua dívida. O mercado começa desconfiar da capacidade de pagamento do governo. Isso cria uma pressão sobre a taxa de juros, afasta investimentos no setor produtivo e pode reduzir a atividade econômica", opina Gabriel Barros. Vilma, sobre ‘Pec da Eleição’: ‘Prejudica ainda mais o pouco de credibilidade que restava às regras fiscais’ Dificuldade fiscal a partir de 2023 Os especialistas alertam, também, que PEC deverá impor dificuldades fiscais para quem quer que assuma o governo federal a partir de 2023. "Um dos pontos mais complicados é que ela prevê um aumento de gastos para além de 2022. Ela prevê zerar a fila do Auxílio-Brasil e coloca o valor do benefício em R$ 600. É um cenário muito difícil para qualquer governante mudar. Imagine o custo político de, em janeiro de 2023, você dizer ao eleitor mais pobre que ele vai perder esse benefício", diz Gabriel Barros. Na avaliação de André Marques, além do custo político de manter esses gastos impostos pela PEC, há um prejuízo prático nas contas públicas. O raciocínio, segundo ele, é simples: se gastos sem lastro estão sendo feitos agora, vai faltar dinheiro no futuro. "Quem quer que vença as eleições terá menos recursos para tocar as políticas públicas necessárias. Essa escassez de recursos pode afetar todas as áreas, mas especialmente as mais sensíveis como educação, saúde e assistência social", avalia o economista. - Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62005100

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (1º) em Petrolina e Salgueiro no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Associação Banarte dá um fim sustentável ao resíduo da plantação de bananas por meio do artesanato. Grupo paulista trabalha com mais 100 tipos de produtos diferentes. Gente do campo: mulheres transformam fibra da bananeira em artesanato no Vale do Ribeira Colhe, corta, seca, pinta, vai para o tear: esse é o dia a dia dos 17 associados que compõem a Banarte, que transforma a fibra da bananeira em artesanato. O grupo é formado majoritariamente por mulheres. Saiba mais no vídeo acima. Há mais de 20 anos em funcionamento, a Banarte tem como objetivo gerar renda, além de dar um fim sustentável ao caule considerado um resíduo da plantação de bananas. A fibra é obtida do tronco da bananeira e como o cultivo só dá frutos uma vez, o pé morre após a colheita. O grupo é de Miracatu , cidade paulista que faz parte do Vale da Ribeira, região de grande importância na produção de bananas no Brasil. GENTE DO CAMPO: série do g1 apresenta pessoas inspiradoras do agro DE ONDE VEM O QUE EU COMO: banana tem família e até coração A presidente da Banarte, Léia Alves, se mudou de São Paulo para Miracatu em 2012, após a mãe ser diagnosticada com depressão devido ao falecimento de seu pai. Acostumada com o movimento da rua Santa Efigênia, um dos polos comerciais da capital paulista, Léia viu na Banarte uma oportunidade de se ocupar e de poder trabalhar tendo um filho ainda pequeno na época. Eva José dos Santos também escolheu Miracatu e acabou se deparando com o artesanato. Ela veio da Bahia acompanhando o marido na busca por emprego. Eva José no tear preparando a fibra da bananeira Marcelo Brandt / g1 Primeiro, foi boiadeira, cuidando do gado no pasto. Em 2002 conheceu a Banarte e identificou uma oportunidade de aprender um novo ofício. Lá, se apaixonou e hoje não se vê fazendo outra coisa, sendo hoje, inclusive, professora dos cursos da associação. Além dos 17 membros, a Banarte conta também com outras 30 pessoas, que auxiliam na colheita das fibras e que praticam o artesanato das próprias fazendas. Leia também: Mulher vive há quase 50 anos transformando cipó em arte Cooperativa fundada por mulheres do semiárido baiano produz doce preservando a caatinga Empresária mirim funda loja de chocolate aos 8 anos Associadas da Banarte, da esquerda para a direita: Marlene Mathias, Marinalva da Glória, Leia Alves, Eva José. Marcelo Brandt / g1 Cestas e sousplat feitos da fibra da bananeira na Banarte Marcelo Brandt / g1 Banarte faz artesanato da fibra da da bananeira Marcelo Brandt / g1 Almofadas feitas com a fibra da bananeira na Banarte Marcelo Brandt / g1 Eva José usando o tear para produzir artesanato com a fibra da bananeira na Banarte Marcelo Brandt / g1 Marinalva da Glória trabalhando a fibra da bananeira no tear na Banarte Marcelo Brandt / g1 Fibra da bananeira ainda no tronco após corte do caule Marcelo Brandt/ g1 De onde vem o que eu como: banana

Nesta quinta-feira, o principal índice de ações da bolsa caiu 1,08% e fechou a 98.542 pontos. Das mais de 90 ações do Ibovespa, 55 registram perdas em 2022. Painel da B3, antiga Bovespa, mostra cotações dos papeis negociados na bolsa Paulo Whitaker/Reuters Com a queda no pregão desta quinta-feira (30), o Ibovespa acumula perdas no ano. Das 91 ações que compõem o principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, 55 registram baixa no acumulado no ano, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. O Ibovespa caiu 1,08% no pregão desta quinta, a 98.542 pontos. Com o resultado, junho teve a pior queda mensal (11,5%) desde março de 2020, quando a pandemia começou. No ano, a perda é 5,99%. Já o dólar acumulou alta de 10,13% em junho. O pregão foi novamente contaminado pelo mau humor dos mercados no exterior, em meio aos temores de recessão global, e com os agentes financeiros monitorando o andamento da PEC dos Combustíveis em Brasília. Nos Estados Unidos, as bolsas amargaram perdas entre 15% e 30% no semestre. o O índice Ibovespa é composto atualmente por mais de 90 ativos de 89 empresas. A ação que com a maior valorização no semestre foi a da Cielo (65,76%), seguida pelos papéis da Eletrobras (47,05%). Na outra ponta, as maiores quedas são do Magazine Luiza (-67,59%) e do Meliuz (-66,67%). Maiores alta do Ibovespa no ano Cielo ON: 65,76% Eletrobras PNB: 47,05% Eletrobras ON: 40,87% Hypera ON: 36,74% BBSeguridade ON: 30,06% Minerva ON: 28,47% CPFL Energia ON: 26,43% Banco do Brasil ON: 22,21% Petrobras PN: 19,58% Petrobras ON: 19,29% Multiplan ON: 18,56% Copel PNB: 15,93% SLC Agricola ON: 12,98% Taesa UNT N2: 11,97% Engie Brasil ON: 11,41% Assaí ON: 11% Carrefour Brasil ON: 10,25% Cemig PN: 10,03% CCR ON: 8,80% Itaú Unibanco PN: 8,73% Energias Brasil ON: 8,12% JHSF Part ON: 7,61% Sabesp ON: 7,13% BTG Pactual UNT: 7,08% Bradespar PN: 6,75% Petrorio ON: 6,39% 3R Petroleum ON: 4,77% Eneva ON: 4,38% Equatorial ON: 3,60% Locamerica ON 2,55 Vale ON: 1,98% B3 ON: 1,22% Iguatemi UNT: 1,20% Telefônica Brasil ON: 0,58% Bradesco PN: 0,08% Santander Brasil UNT: 0,07% Maiores quedas do Ibovespa no ano Magazine Luiza ON: -67,59% Meliuz ON: -66,67% Via ON: -63,43% Locaweb ON: -57,29% Americanas ON: -56,40% Embraer ON: -53,91% IRBBrasil Re ON: -49,50% Azul PN: -49,18% Alpargatas PN: -48,07% CVC Brasil ON: -47,99% Hapvida ON: -47,30% Grupo Natura ON: -46,90% Positivo ON: -46,76% Gol PN: -46,74% Marfrig ON: -43,52% Banco Pan PN: -42,61% Usiminas PNA: -39,86% BRF SA ON: -39,65% Petz ON: -39,27% CSN Mineração ON: -37,18% Yduqs Part ON: -35,95% CSN ON: -35,64% Rede D'Or ON: -35,23% Dexco ON: -34,02% MRV ON: -33,29% Braskem PNA: -32,78% Qualicorp ON: -32,69% Grupo Soma ON: -27,18% Eztec ON: -27,08% Pão de Açúcar (Cbd) ON: -23,54% Cyrela Realt ON: -22,15% Ecorodovias ON: -22,13% Vibra ON: -21,49% RaiaDrogasil ON: -20,86% Sul America UNT N2: -19,61% Weg ON: -19,02% Klabin UNT N2: -19% Totvs ON: -18,78% Gerdau PN: -15,74% Suzano ON: -15,38% JBS ON: -14,40% Cosan ON: -14,17% Gerdau Met PN: -13,21% Ambev ON: -13,10% Cogna ON: -13,01% Ultrapar ON: -11,65% Rumo ON: -9,98% BR Malls Par ON: -8,99% Lojas Renner ON: -6,23% Fleury ON: -5,43% Energisa UNT N2: -4,32% Itausa PN: -4,07% TIM ON: -1,52% Bradesco ON: -0,56% Localiza ON: -0,36% Entenda o índice Ibovespa A carteira atual de ações do Ibovespa reúne papéis de 89 empresas listadas na B3. Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Vale ON (15,582%), Petrobras PN (6,864%), Itaú Unibanco PN (5,661%), Bradesco PN (4,606%) e Petrobras ON (4,492%). A carteira atual tem vigência até 2 de setembro de 2022 e é definida com base nas ações mais negociadas na bolsa. Em 2021, o Ibovespa acumulou queda de 11,93% - a primeira queda anual em 6 anos. Entenda o que está em jogo na PEC dos Combustíveis

Os golpistas se passam por falsas empresas que oferecem empréstimo e pedem que a vítima pague o IOF via PIX antes de liberaram o valor. Para dar mais credibilidade ao golpe, eles apresentam notificações e documentos falsificados. Exemplo de documento falso feito por golpistas em nome da Receita Federal. Receita Federal/Divulgação Seja por e-mail, mensagem de celular ou links, é cada vez mais fácil observar a crescente de golpes eletrônicos no Brasil. Quem não caiu, conhece alguém que já se deu mal. O uso do nome da Receita Federal nestes golpes vem sendo bastante aplicado, e o órgão sempre busca alertar a população. Relatos recentes recebidos pela Receita Federal apontam para uma modalidade de golpe que envolve empréstimos, onde supostas empresas condicionam a liberação de valores ao pagamento antecipado de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pela vítima. De acordo com o órgão, os golpistas chegam a fornecer documentos, como notificações e documentos de arrecadação falsos, induzindo a pessoa a pagar as taxas inexistentes para a liberação do dinheiro. A Receita Federal disse que recebeu relatos de pessoas que pagaram supostas taxas ou IOF através de transferências via PIX para pessoas físicas. O órgão destaca que se trata de golpe, já que o órgão não fornece dados para recolhimento de tributos ou taxas via transferência. O recolhimento do IOF, especificamente, é feito unicamente através do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) que é pago pela instituição que fornece o crédito, e não pelo contribuinte. A Receita Federal esclarece ainda que os seus servidores não prestam serviços de empréstimo nem entram em contato para cobrar esse tipo de pagamento. Exemplo de comunicação falsa, feita em nome da Receita Federal por golpistas. Receita Federal/Divulgação Se desconfiar ser vítima de um golpe, a Receita Federal orienta que procure imediatamente a autoridade policial, munido de todas as provas possíveis, a fim de registrar um boletim de ocorrência. Outro golpe Outro caso recente de golpe apontado pela Receita Federal tem como base uma suposta regularização do CPF. Segundo a Receita, contribuintes - independentemente de terem ou não pendências com o órgão - têm recebido mensagens por SMS, WhatsApp ou e-mails informando sobre uma situação irregular a ser resolvida. Exemplo de mensagem que usa o nome da Receita para aplicar golpes. Receita Federal/Divulgação Essas mensagens, no entanto, trazem links que induzem a pessoa a pagar uma taxa falsa com a finalidade de regularização do CPF. Uma das versões da mensagem diz: "Segue o boleto referente ao serviço de regularização do CPF". Outra diz: "O serviço de seu CPF foi cadastrado, caso precise emitir a segunda via do boleto clique no link abaixo." Foram registrados casos de pessoas que pagaram o valor, foram à Receita Federal depois e descobriram que não havia qualquer pendência. Em outros casos, havia pendências, como ausência de declaração e multas por atraso, de modo que o valor pago, no caso, R$ 275, de nada serviu. A regularização de CPF, no entanto, é gratuita e deve ser feita pelo site oficial da Receita Federal. CPF: veja como consultar e regularizar pendências A Receita alerta ainda que os alertas enviados pelo órgão não trazem qualquer link de acesso. “Ao entrar, o contribuinte deve selecionar a opção 'Meu CPF', em que encontrará orientações sobre como corrigir sua situação cadastral de acordo com a irregularidade no sistema”, explicou a Receita.

Pagamentos levam em conta o número final do benefício do aposentado ou pensionista. Veja como consultar os benefícios. Existem mais de 36 milhões de pessoas com direitos a benefícios do INSS no país. Marcelo Camargo/Agência Brasil O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a pagar, na última sexta-feira (24), os benefícios a aposentados e pensionistas referentes ao mês de junho. O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Nesta sexta-feira (1º), têm os benefícios liberados aqueles que recebem 1 salário mínimo e possuem o cartão com final 6, além dos que recebem mais de 1 salário mínimo e possuem o cartão com final 1 ou 6. Veja abaixo o calendário: Calendário de pagamento de benefícios em 2022 Divulgação Benefícios do INSS acima do mínimo têm reajuste de 10,16%; teto sobe para R$ 7.087 Veja calendário de benefícios Prova de vida do INSS tem novas regras; veja tira dúvidas Atualmente, existem mais de 36 milhões de pessoas com direitos a benefícios do INSS no país – mais de 60% recebem um salário mínimo. Para quem ganha o benefício no valor do salário mínimo, o piso nacional passou para R$ 1.212 desde 1º de janeiro. Por lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo. Benefícios do INSS acima do mínimo têm reajuste de 10,16%; teto sobe para R$ 7.087 Já os aposentados e pensionistas que recebem benefícios acima do salário mínimo tiveram reajuste de 10,16% na remuneração – o teto dos benefícios do INSS passou de R$ 6.433,57 para R$ 7.087,22. Como consultar benefícios Uma maneira simples de fazer a consulta dos benefícios do INSS é através da central de atendimento por telefone, no número 135. Ao ligar, informe o número do CPF e confirme algumas informações cadastrais, de forma a evitar fraudes. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h; O segurado pode acessar o site Meu INSS, que reúne diversos serviços digitais do INSS. Após fazer o login, na tela inicial, clique no serviço de "Extrato de Pagamento" e você terá acesso ao seu extrato e todos os detalhes sobre o pagamento do benefício; A consulta do benefício também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS. Assim como no acesso pelo site, de início, é necessário fazer o login, e então, todos os serviços disponíveis e histórico das informações do beneficiário serão listados.

O índice Dow Jones fechou o mês de junho com perda acumulada de 6,71%, S&P 500 -8,39% e Nasdaq -8,71%. Os três principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram a sessão desta quinta-feira (30) com queda consistente, em um dia em que o investidor se manteve distante de ativos de risco. Wall Street Lucas Jackson/Reuters Ibovespa cai de novo e termina junho com a pior queda mensal desde março de 2020 A sessão finalizou não apenas o mês de junho, mas o primeiro semestre do ano, marcado por uma forte desvalorização dos índices acionários em meio a um aperto monetário bastante agressivo do Federal Reserve (Fed), com alta de 1,5 ponto percentual nas taxas dos Fed Funds, além de o banco central norte-americano ter iniciado seu enxugamento de seu balanço patrimonial (o chamado “Quantitative Tightening”). Juros nos EUA: como maior alta da taxa desde 1994 pode afetar o Brasil Fed sobe juros dos EUA em 0,75 pontos percentuais, maior aumento desde 1994 Banco Central dos EUA aumenta taxa de juros em 0.75 p.p Hoje, a preocupação com uma recessão voltou a rondar o imaginário do investidor, alimentando o mau humor. No fim das negociações, o índice Dow Jones terminou em queda de 0,82%, a 30.775,43 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,88%, a 3.785,38 pontos, e o Nasdaq recuou 1,33%, a 11.028,74 pontos. Durante a sessão, os indicadores chegaram a cair com mais força, mas diante de um reajuste dos rendimentos dos títulos do Tesouro, que passaram a recuar, as bolsas receberam um alívio e reduziram suas perdas. No acumulado do ano, as três principais referências de Wall Street foram penalizadas, com retração de 15,31% (Dow Jones), 20,58% (S&P500) e 29,51% (Nasdaq). Com a queda superior a 20% do S&P 500, o índice registrou seu pior primeiro semestre desde 1970, segundo a Dow Jones Market Data. O índice Dow Jones fechou o mês de junho com perda acumulada de 6,71%, S&P 500 -8,39% e Nasdaq -8,71%. Recessão preocupa A preocupação com uma recessão já vinha crescendo com a confiança do consumidor abalada, e hoje os dados sobre os gastos com consumo aumentaram o temor. PIB dos EUA é revisado para baixo, com queda de 1,6% no 1º trimestre De acordo com os números divulgados pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos, os gastos reais do consumidor caíram -0,4% em maio, na relação com o mês anterior, em vez de -0,3%, conforme previsto pelo consenso, enquanto a leitura de abril foi revisada para um nível menor, de crescimento de 0,7% para 0,3%. “Após as grandes revisões para baixo nos dados de gastos do consumidor do primeiro trimestre, [publicadas] ontem, está claro que o setor de consumo não é tão resiliente quanto esperávamos”, disse James Knightley, economista do banco holandês ING. Não bastasse isso, hoje pela tarde, a ferramenta de projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para o segundo trimestre nos EUA, do Fed de Atlanta, mostrou que a estimativa agora é que a economia recue 1%. Se o número se consolidar conforme o prognóstico, a economia americana entra em recessão técnica. Desempenho dos setores Entre os índices setoriais, apenas um registra alta no acumulado dos últimos seis meses, que é o de energia, com ganhos de 29,21%. O setor se beneficiou do avanço dos preços do petróleo devido principalmente à guerra na Ucrânia. Em 2022, o contrato Brent subiu 52,5%, enquanto o WTI avançou 46,7%. Em meio a esse cenário de valorização do petróleo, as ações da Exxon Mobil subiram aproximadamente 39,96% no período, enquanto as da Chevron avançaram 23,37%. Na sessão desta quinta-feira, no entanto, o petróleo terminou em queda superior a 1%, em meio à realização de lucros e temor por uma recessão. O segmento de consumo discricionário foi o que apresentou o pior desempenho, com queda aproximada de 34,2%.
Se aprovada, medida valerá para os meses de setembro a novembro e será suficiente para garantir abastecimento mesmo em caso de interrupção na importação de combustíveis. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) propôs nesta quinta-feira (30) que distribuidoras e refinarias ampliem de setembro a novembro deste ano o estoque mínimo obrigatório de diesel S10, o tipo mais comercializado no país. Segundo a agência, o objetivo da medida é reduzir o risco de desabastecimento do combustível no país, em meio à guerra na Ucrânia e à previsão de alta da demanda pelo produto no segundo semestre deste ano. 'Petrobras diz que há risco de desabastecimento se não houver reajuste', diz Camarotti Atualmente, produtores e distribuidores precisam manter estoques semanais médios de diesel de três a cinco dias. Pela proposta da agência, os estoques passarão a ser iguais ou superiores a nove dias do volume comercializado no mesmo mês do ano anterior. A ampliação do estoque seria somente para o período de 1º de setembro a 30 de novembro deste ano e para produtores e distribuidores que tiveram participação igual ou superior a 8% na comercialização de óleo diesel. Segundo a ANP, setembro, outubro e novembro são "os meses de maior demanda histórica nacional, decorrente do período de safra agrícola, e da temporada de furacões na região do Golfo do México, Estados Unidos, de onde se origina a maior parte das importações brasileiras de S-10". A agência não descarta a extensão dessa medida após novembro, mas diz, em nota, que "dependerá de avaliação" posterior do cenário. Abastecimento A ANP afirma que a ampliação temporária do estoque nos três meses será suficiente para garantir o abastecimento de diesel no país, mesmo em caso de interrupção da importação. "Com essa medida se prevê que todos os produtores e distribuidores de combustíveis irão possuir cerca de 1.650 mil m3 de estoque de óleo diesel A S10, suficiente para suprir o déficit da demanda em aproximadamente 45 dias, caso haja uma disrupção nos fluxos logísticos internacionais de importação", diz a agência em nota. A proposta ficará em consulta pública pelo prazo de cinco dias úteis, seguida de audiência pública. Depois, volta para votação no conselho diretor da agência. O prazo da consulta começa a contar a partir da publicação em "Diário Oficial da União" (DOU). Ainda em nota, a ANP diz que o "abastecimento ocorre com regularidade no país" e que a proposta é uma medida preventiva. Petrobras Em maio, a Petrobras, na gestão do ex-presidente José Mauro Coelho, alertou o governo sobre o risco de falta de diesel no segundo semestre deste ano. Segundo a estatal, o risco de desabastecimento acontece devido ao baixo nível de estoque de diesel no mundo, à crescente demanda pelo produto e ao fato de as refinarias da empresa estarem próximas das suas capacidades máximas e com manutenções programadas previstas. O governo, contudo, disse, na época, que o país era capaz de garantir o suprimento de diesel por 38 dias, se as importações desse combustível e a produção interna fossem cessadas, e negou risco de desabastecimento.

Para Rafael Zavala, o problema do país não é de escassez de alimentos como em outras partes do mundo, mas de desigualdade Rafael Zavala afirma que insegurança alimentar no Brasil chegou a 'cifra assustadora' Divulgação/FAO/ONU Para o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) no Brasil, Rafael Zavala, o país deixou de priorizar o combate à fome em nível nacional nos últimos anos, levando a uma "cifra assustadora" de insegurança alimentar em todo seu território. Segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, conduzido pela Rede PENSSAN e divulgado no início de junho, 33,1 milhões de brasileiros vivem em situação de fome no país. No fim de 2020, eram 19,1 milhões. Recordes no agronegócio e aumento da fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo? Em outra pesquisa, do Datafolha, feita na penúltima semana de junho, 1 em cada 4 entrevistados disse que a quantidade de comida disponível em casa era inferior ao necessário para alimentar sua família. "Não se priorizou o combate à fome em nível nacional", disse Rafael Zavala em entrevista à BBC News Brasil. Segundo o mexicano, que ocupa o posto máximo da FAO/ONU no Brasil desde o final de 2018, o problema do Brasil não é de escassez de alimentos como outras partes do mundo, mas sim de desigualdade. Zavala afirma que o país foi protagonista de uma das campanhas mais bem-sucedidas contra a insegurança alimentar do mundo, quando, em 2014, reduziu a proporção de cidadãos que passam fome para 1,7% da população, ou 3,4 milhões de habitantes, e superou o problema da pobreza extrema. No entanto, abandonou nos últimos anos práticas importantes que contribuíram para esse cenário, como investimentos no salário mínimo e na geração de empregos. "O país sabe como fazer para mudar essa situação", diz o mexicano. Zavala concedeu entrevista à BBC News Brasil por ocasião de sua participação nesta quinta-feira (30/06) na Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, evento da área de segurança internacional idealizado pela Fundação Konrad Adenaur, Delegação da União Europeia e Centro Brasileiro de Relações Internacionais. A seguir, os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil - Diversas pesquisas recentes revelaram uma piora significativa na condição da fome no Brasil. Uma delas fala em 33,1 milhões de brasileiros em insegurança alimentar, ou 15,5% da população. Como o senhor avalia a atual situação? Rafael Zavala - O estudo citado mediu o número de pessoas entrevistadas que disseram que, em sua percepção, passaram fome em algum momento. Isso quer dizer que não existem atualmente 33 milhões de pessoas passando fome ao mesmo tempo. Mas, de qualquer maneira, é uma cifra assustadora. Podemos dizer que existem atualmente dois bolsões de pobreza no Brasil: as cidades grandes e as zonas rurais mais afastadas e incomunicáveis, em que uma interrupção do fluxo de abastecimento pode gerar condições de insegurança alimentar grave. Por outro lado, fica muito claro que o Brasil teve uma das experiências mais bem-sucedidas, não só na América Latina mas no mundo, de combate à fome há cerca de 15 ou 20 anos. Ou seja, o país sabe como fazer para mudar essa situação. BBC News Brasil - Qual foi a fórmula utilizada que contribuiu para essa experiência bem-sucedida? Como ela deve ser adaptada para o momento atual? Zavala - Foram seguidas cinco grandes prioridades. A primeira delas foi de combate à fome em todo o país. A segunda e terceira foram o aumento do salário mínimo e o investimento na geração de empregos. Em seguida, se fortaleceu os programas de merenda escolar, cozinhas e restaurantes comunitários. A quinta e última prioridade foi de promoção e inclusão da agricultura familiar nas compras públicas, que implicou em estabilidade para muitas famílias que de outra maneira teriam migrado para os centros urbanos. Desses cinco pontos, somente os dois últimos continuam estáveis atualmente. Não se priorizou o combate à fome em nível nacional nos últimos anos. Manteve-se o investimento em programas de alimentação e promoção de agricultura familiar, mas isso não foi suficiente, como ficou muito claro. A estratégia para o próximo governo, seja ele qual for, precisa ser na direção de priorizar o combate à fome em todo o país, além de continuar com o maior investimento para geração de empregos e fortalecimento de programas de inclusão social. O problema no Brasil e na América Latina não é de disponibilidade de alimentos, mas sim de desigualdade, pobreza e falta de renda. BBC News Brasil - A pandemia de covid-19 piorou a situação? Zavala - Sim, a pandemia deu uma grande sacudida em muitos setores. Quando se decretou o confinamento e as escolas foram fechadas, por exemplo, muitas crianças ficaram sem seu alimento principal do dia. O auxílio emergencial foi um esforço notável, mas não foi suficiente e muitas pessoas passaram fome - calcula-se cerca de 20 milhões no primeiro ano da pandemia. Mas a covid-19 também provocou inflação, que significou preços mais altos de praticamente tudo. Além disso, boa parte da população brasileira se ocupa na economia informal e viu seus ingressos para alimentação diminuírem na pandemia. Elas então passaram a comprar alimentos de menor qualidade, mais ultraprocessados e menos proteína, frutas, e verduras, levando a uma má nutrição. E esse problema se traduz em obesidade. Então um segundo desafio, além da fome, é promover dietas mais saudáveis e ao mesmo tempo garantir que as famílias tenham renda suficiente para poder adquirir uma dieta saudável. Esse é um dos grandes desafios, não só do Brasil, mas da América Latina como um todo. BBC News Brasil - O governo brasileiro poderia ter agido de forma diferente para evitar ou minimizar os impactos da pandemia na insegurança alimentar? Zavala - Posso imaginar que, há cinco anos, o problema da fome estava mais concentrado no Norte e Nordeste do Brasil. Então é possível que tenha havido uma interpretação de que tratava-se apenas de um problema regional. Mas essa realidade mudou e esse tema precisa ser uma prioridade nacional agora. Além disso, a fome não é uma tarefa somente do governo, mas também da sociedade civil, dos governos estaduais e das prefeituras, sobretudo no caso do Brasil, que é o país mais descentralizado da América Latina. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem um plano municipal de segurança alimentar que gosto muito, com esquemas de cozinhas econômicas e o Prato Feito, voltado para as populações mais vulneráveis. E esse exemplo não é único. Sou testemunha de programas de restaurantes comunitários e outros esquemas similares em Belo Horizonte, no Distrito Federal e outras cidades que precisam ser melhor promovidos. Mas a única cifra aceitável de fome no Brasil é zero. BBC News Brasil - Ao que mais o senhor atribuiria a piora nos dados? Zavala - Há um contexto global de crise. Dizemos que há geralmente quatro grandes causas por trás da fome: conflitos armados, crise econômica, choque climático e epidemias. As quatro estão acontecendo simultaneamente no mundo hoje. Nos últimos cinco anos, retrocedemos 10 anos em termos de dados de fome. Entre 2016 e 2021, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar cresceu 80%. Desses, 72% estão em países com conflito armado e 16% em países com conflito econômico severo. Os demais 12% são causados pelo choque climático, especialmente pelos grandes períodos de secas registrados na África e Ásia. Também é importante mencionar a invasão da Ucrânia pela Rússia, que gerou uma distorção logística global, aumento de preços e inflação. Neste exato momento, 350 navios cargueiros estão atracados no porto de Odessa cheios de grãos e fertilizantes, insumos estratégicos para produzir alimentos, que iriam para todo mundo, mas não estão chegando. O próprio secretário-geral da ONU, António Guterres, admitiu que países como Iêmen, Somália e Sudão do Sul, que dependem da produção de trigo da Ucrânia, podem sofrer de "fome múltipla". BBC News Brasil - Um estudo da Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, mostrou que o Brasil é responsável pela alimentação de cerca de 800 milhões de pessoas em todo o mundo com o seu agronegócio. Ao mesmo tempo, a insegurança alimentar não para de crescer. Ao que o senhor atribui essa contradição? Zavala - Ao fato de que o país não tem um problema de disponibilidade de alimentos, mas sim de acesso econômico a eles. O Brasil é conhecido como 'celeiro do mundo' ou 'cesta de pães' do mundo por sua produção de alimentos, em especial de grãos. Mas eu gosto de chamá-lo de 'locomotiva alimentar mundial'. Ou seja, os alimentos já existem, estão disponíveis, mas não são acessíveis para famílias que têm rendas mínimas. A América Latina tem 650 milhões de habitantes e produz comida para alimentar o dobro da população, mas o grande desafio é fazer com que esses alimentos cheguem aos lares. E é por isso que temos que trabalhar pela geração de renda. BBC News Brasil - Em termos de produção agropecuária, quais são os desafios que o Brasil tem pela frente? Zavala - São dois grandes desafios. O primeiro é que o Brasil é uma locomotiva alimentar mundial, mas que utiliza combustível produzido a 12 mil quilômetros de distância. A maior parte dos fertilizantes e dos insumos agrícolas utilizados no país vem da Bielorrússia, Ucrânia, Rússia e norte da África É preciso diminuir essa dependência e investir em um movimento regional, pois países como Argentina e Chile sofrem do mesmo mal. O segundo grande desafio está no fato de que, diferentemente de outras locomotivas alimentares como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Índia e China, o Brasil fica muito perto do coração da biodiversidade planetária. Ou seja, o obstáculo é gerar uma estratégia de agricultura verdadeiramente sustentável, com desmatamento zero, para alimentar uma população com fome zero. BBC News Brasil - Houve uma grande repercussão aqui no Brasil quando o país saiu do Mapa Mundial da Fome da ONU em 2014. Onde o país se encontra nesse momento? Zavala - O Mapa da Fome da ONU não existe mais. Ele era baseado nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), estabelecidos em 2000, que foram substituídos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - e com a mudança mudamos a forma de comunicar os dados. Mas vale destacar que, se o Mapa ainda existisse, o Brasil estaria dentro no momento atual. Eram listados os países com mais de 5% da população em condição de insegurança alimentar - que é o caso do Brasil hoje. Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62004074 Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! https://www.youtube.com/watch?v=drVYhVgE0o0 https://www.youtube.com/watch?v=OpQPYOKSipY https://www.youtube.com/watch?v=Tj6qzmZHycc

De acordo com Marcelo Sampaio, expectativa é fazer o leilão até o fim deste ano. Porto de Santos, no litoral de São Paulo, é o maior da América Latina. O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirmou nesta quinta-feira (30) que o governo deve enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU), até o fim de julho, os estudos e a minuta de edital da privatização do Porto de Santos. O que será privatizado é a gestão do porto, hoje executada pela Santos Port Authority, antiga Companhia Docas de São Paulo (Codesp). Os terminais localizados no Porto de Santos, que é onde ocorre a movimentação de cargas, já são privados. Porto de Santos Helder Lima A expectativa do ministro é que o tribunal aprove a minuta entre 60 a 70 dias para que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publique o edital e faça o leilão até o fim deste ano. O prazo é menor do que o usual, normalmente de 90 a 100 dias. "O Porto de Santos é realmente um grande ativo. Nós temos trabalhado para fazer [o leilão] até o final deste ano, em dezembro de 2022, essa é a nossa previsão de leilão", disse Sampaio, após balanço de ações do ministério durante a gestão do governo Bolsonaro. O ministro reconheceu que o prazo é apertado, mas acredita que o TCU vai apreciar o edital em 60 a 70 dias, porque já aprovou o edital do leilão dos portos do Espírito Santo, que servirão de modelo para Santos. O leilão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) foi realizado em março, sendo a primeira desestatização portuária da história do Brasil. “Contamos com aprovação do TCU em 60 a 70 dias, isso permitiria fazer o leilão ainda neste ano, abrindo o edital agora no final do segundo semestre”, disse. O leilão do Porto de Santos é o mais aguardado pelo setor portuário. Trata-se do maior da América Latina. VÍDEOS: notícias de economia

No mês passado, as distribuidoras venderam 11,88 bilhões de litros de combustíveis, de acordo com dados da ANP. A venda de combustíveis no Brasil cresceu 6,1% em maio na comparação com igual mês do ano passado, com impulso da comercialização de diesel e gasolina, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizados na quarta-feira (30). Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo Marcelo Brandt/G1 As distribuidoras venderam 11,88 bilhões de litros de combustíveis em maio. O volume representa um avanço de 5,5% na comparação com abril. No acumulado do ano, o país registra um avanço de 3% na venda dos combustíveis, com 56,7 bilhões de litros. Preços dos combustíveis no Brasil: por que subiram e o que pode ser feito; veja perguntas e respostas Preços da gasolina e do diesel sobem na semana e batem recorde nos postos Mesmo com o aumento dos preços, o diesel registrou um aumento de 7,5% nas vendas das distribuidoras em relação a abril e de 6,2% frente a maio do ano passado, para 5,3 bilhões de litros. Entenda a política de preços da Petrobras De janeiro a maio, o aumento das vendas do diesel na comparação com o mesmo período de 2021 foi de 2,9%, bem menor que o da gasolina, que avançou 13,4%. As vendas de gasolina cresceram 5,2% na comparação com abril e 10,9% na comparação com maio de 2021, para 3,4 bilhões de litros. A comercialização de etanol hidratado, por sua vez, manteve-se na contramão dos derivados de petróleo, recuando 6,9% em maio na comparação com abril e 12,7% em relação a maio do ano passado. No ano, o volume do biocombustível vendido pelas distribuidoras apresenta uma queda de 19,1%, com consumidores optando pela gasolina.
Leilão de 15 aeroportos está marcado para o dia 18 de agosto, e governo tenta conseguir para o segundo semestre a chamada 'relicitação' de São Gonçalo do Amarante (RN). O secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, informou nesta quinta-feira (30) que, com a meta de leiloar ainda neste ano os aeroportos de Congonhas (SP) e São Gonçalo do Amarante (RN), o governo prevê chegar a 50 concessões no período de quatro anos. Glanzmann apresentou as projeções ao fazer um balanço das ações do Ministério da Infraestrutura. Ao todo, entre 2019 e 2021, foram concedidos à iniciativa privada 34 aeroportos, incluindo os de Recife (PE), Vitória (ES), Curitiba (PR), Manaus (AM) e Goiânia (GO). Está marcado para 18 de agosto o leilão de mais 15 aeroportos, incluindo o de Congonhas (SP), o segundo mais movimentado do país, pelo qual passam cerca de 22,7 milhões de passageiros por ano. O leilão já foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e, em seguida, o edital foi publicado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) — veja detalhes no vídeo mais abaixo. O governo espera, ainda, fazer no segundo semestre deste ano a chamada "relicitação" do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN). A Anac aguarda o aval do TCU para publicação do edital e agendamento do leilão. TCU autoriza concessão do Aeroporto de Congonhas e de outros 14 terminais Aeroportos do RJ Ficou para 2023 a previsão de leilão do aeroporto de Santos Dumont e de "relicitação" do Galeão, ambos na cidade do Rio de Janeiro. Inicialmente, a licitação do Santos Dumont seria feita junto com a de Congonhas, mas o governo do Rio de Janeiro resistiu à ideia, o que mudou o cronograma do governo federal. Investimentos no setor Segundo Glanzmann, R$ 18 bilhões em investimentos privados serão contratados até o fim do ano com a concessão desses 50 aeroportos, no total. O valor será aplicado ao longo do tempo de concessão dos contratos em melhorias nos terminais.

Programa foi criado durante a pandemia e disponibiliza empréstimos a empresas. Para obter o crédito, empresas devem compartilhar seus dados de faturamento com o banco. Geraldo Bubniak/AEN A partir desta quinta-feira (30), micro e pequenas empresas já podem obter a linha de crédito do Pronampe, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Empréstimo pode ajudar pequenos empresários, mas precisa ser bem planejado; veja dicas O programa, criado em maio de 2020 para ajudar empresários durante a pandemia, se tornou permanente em junho de 2021. Agora, ele foi adaptado e, entre as principais mudanças, incluiu Microempreendedores Individuais (MEIs) e empresas de médio porte. No final de maio, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, um projeto de lei para alterar algumas regras do programa. (Veja abaixo quais foram as principais mudanças) Como pedir o empréstimo O compartilhamento é feito de forma digital, acessando o portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, e clicando em “Autorizar o compartilhamento de dados”. Para obter o empréstimo, os empresários precisam compartilhar com a instituição financeira de sua preferência os dados de faturamento de suas empresas. Assim que realizado o compartilhamento das informações, o empresário estará apto a negociar o empréstimo junto ao banco. Se no momento do compartilhamento de dados, o banco não estiver listado na relação de possíveis destinatários, o empresário deve entrar em contato com a agência bancária e verificar a previsão de adesão ao sistema. A portaria RFB nº 191, publicada nesta quinta-feira (30), estabelece as regras sobre os dados que serão compartilhados. Entenda como o programa funciona: O que é o Pronampe? O Pronampe é um programa que disponibiliza empréstimos para pequenas empresas com juros mais baixos e prazo maior para começar a pagar. Ele foi criado para ajudar empresários a enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Governo Federal aumenta o limite para empresas contratarem empréstimos do Pronampe Quais as mudanças com as novas regras? Agora, MEIs podem participar do programa e ter acesso a esse crédito. Antes, esse grupo de empresários não era contemplado; Empresas com receita bruta anual de até R$ 300 milhões também passam a poder participar do Pronampe. Anteriormente, apenas empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões poderiam aderir às linhas de financiamento; O projeto prevê a concessão de crédito garantida pelo FGO até o fim de 2024, a lei atual só previa até o fim de 2021; Empresas contempladas com empréstimos do programa podem demitir funcionários, o que não era permitido pelas regas anteriores; Os agentes financeiros do Pronampe não têm mais a exigência de apresentar certidões de regularidade fiscal, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e outras que poderiam restringir o acesso ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito na Modalidade de Garantia (Peac-FGI) e ao Programa de Estímulo ao Crédito (PEC). Quem pode ter acesso ao empréstimo? Microempreendedores Individuais (MEIs); Microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano; Pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões; Empresas de médio porte com faturamento até R$ 300 milhões. Quanto já foi disponibilizado pelo programa? Em 2020, o programa concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em empréstimos para cerca de 517 mil empreendedores. Em 2021, o montante chegou a R$ 24,9 bilhões para quase 334 mil empresas. Agora, o governo estima que R$ 50 bilhões possam ser emprestados para os pequenos negócios até 2024. Quais são as regras? A empresa pode pegar empréstimos de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019; Para novos negócios, com menos de um ano de funcionamento, o limite do financiamento é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal; Cada empréstimo tem a garantia, pela União, de até 85% dos recursos. Todas as instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem operar a linha de crédito; A empresa que optar pelo financiamento precisa manter o número de empregados por até 60 dias após a tomada do crédito. Como é feito o pagamento? O valor poderá ser dividido em até 48 parcelas. A taxa de juros anual máxima será igual à taxa Selic (atualmente em 12,75% ao ano), acrescida de 6%. Em 2020, esse acréscimo era de até 1,25%. O prazo para começar a pagar o empréstimo aumentou para 11 meses. Nas rodadas de 2020, o programa tinha prazo de carência de oito meses. Para que tipo de operação o crédito pode ser usado? O dinheiro pode ser usado para investimentos, como adquirir equipamentos ou realizar reformas, e para despesas operacionais, como salário dos funcionários, pagamento de contas e compra de mercadorias. É proibido o uso dos recursos para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios do negócio. Quais as vantagens do Pronampe? O programa é uma oportunidade de oferecer crédito para pequenos empreendedores que não tenham histórico ou nenhuma garantia a oferecer para o banco, na medida em que ele avaliza o pequeno negócio, de acordo com Carlos Melles, presidente do Sebrae. "O Pronampe tem esse poder de garantir o acesso através da garantia do aval. É importante que o empreendedor procure um banco de relacionamento que tenha convênio com o programa e a boa notícia é que muitas instituições financeiras estão credenciadas para isso", afirmou o presidente do Sebrae.

Vencedoras farão a construção e a manutenção de 5.425 quilômetros de linhas, em 13 estados brasileiros. Aneel realiza leilão de transmissão de energia na sede da B3 Reprodução A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nesta quinta-feira (30) um leilão de transmissão de energia que garantiu R$ 15,3 bilhões em investimentos no setor. O leilão aconteceu na sede da B3, em São Paulo. Os 13 lotes do leilão foram arrematados, para gestão de ativos destinados ao escoamento da energia gerada por fontes renováveis. Foram licitadas a construção e a manutenção de 5.425 quilômetros de linhas de transmissão e de 6.180 mega-volt-ampéres (MVA) em capacidade de transformação de subestações. Serão erguidas linhas de transmissão nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. As empresas vencedoras do leilão terão de concluir as obras entre 42 a 60 meses, contados da assinatura dos contratos. Já o prazo de concessão das linhas será de 30 anos. Pelas regras, venceu cada lote a empresa que oferecesse a menor proposta de Receita Anual Permitida de referência (RAP máxima) a ser paga pelo empreendimento. Ou seja, com o maior deságio em relação ao valor de referência. Destaque do dia foram os empreendimentos dos lotes 1,2 e 3, que tinham expectativa de investimento de R$ 12,27 bilhões. O lote 1 teve como vencedor o Consórcio Verde, que fez uma proposta de receita 47,34% menor que o valor de referência estabelecido pelo edital, após lances a viva-voz com a CTEEP. O lote 2 foi vencido pela Neoenergia e o lote 3, pela CTEEP. (Veja mais abaixo detalhes do que foi arrematado) Veja o que já foi arrematado Lote 1 (13 instalações nos estados de Minas Gerais e São Paulo) Vencedor: Consórcio Verde Valor de RAP: R$ 283.300.000,00 Deságio: -47,34% abaixo do valor de referência Investimento estimado: R$ 3,68 bilhões. Concorrentes: 8 Lote 2 (6 instalações nos estados de Minas Gerais e São Paulo) Vencedor: Neoenergia Valor de RAP: R$ 360.000.000,00 Deságio: -50,33% abaixo do valor de referência Investimento estimado: R$ 4,94 bilhões Concorrentes: 6 Lote 3 (9 instalações nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo) Vencedor: CTEEP Valor de RAP: R$ 285.736.000,00 Deságio: -46,75% abaixo do valor de referência Investimento estimado: R$ 3,65 bilhões. Concorrentes: 8 Lote 4 (1 instalação no estado do Amapá) Vencedor: Zopone Engenharia e Comércio Valor de RAP: R$ 38.893.000,00 Deságio: -5% abaixo do valor de referência Concorrentes: 2 Lote 5 (3 instalações nos estados da Bahia e Sergipe) Vencedor: Sterlite Brazil Participações Valor de RAP: R$ 22.000.000,00 Deságio: -26,52% abaixo do valor de referência Concorrentes: 3 Lote 6 (1 instalação no estado de São Paulo) Vencedor: CTEEP Valor de RAP: R$ 13.433.000,00 Deságio: -59,21% abaixo do valor de referência Concorrentes: 3 Lote 7 (1 instalação no estado do Pará) Vencedor: Consórcio Engie Brasil Transmissão Valor de RAP: R$ 6.484.596,00 Deságio: -59,90% abaixo do valor de referência Concorrentes: 4 Lote 8 (2 instalações no estado de Rondônia) Vencedor: Centrais Elétricas do Norte do Brasil - Eletronorte Valor de RAP: R$ 12.252.258,58 Deságio: -38,57% abaixo do valor de referência Concorrentes: 3 Lote 9 (5 instalações nos estados de Mato Grosso e Pará) Vencedor: Sterlite Brazil Participações Valor de RAP: R$ 87.600.000,00 Deságio: -32,96% abaixo do valor de referência Concorrentes: 7 Lote 10 (2 instalações no estado de Santa Catarina) Vencedor: Taesa Valor de RAP: R$ 18.787.000,00 Deságio: -47,96% abaixo do valor de referência Concorrentes: 5 Lote 11 (4 instalações no estado de Mato Grosso do Sul) Vencedor: Neoenergia Valor de RAP: R$ 38.200.000,00 Deságio: -45,74% abaixo do valor de referência Concorrentes: 7 Lote 12 (1 instalação no estado do Amazonas) Vencedor: Energisa Transmissão de Energia Valor de RAP: R$ 17.684.000,00 Deságio: -45,26% abaixo do valor de referência Concorrentes: 2 Lote 13 (2 instalações no estado do Acre) Vencedor: Consórcio Norte Valor de RAP: R$ 22.425.000,00 Deságio: -31,00% abaixo do valor de referência Concorrentes: 2 Inflação desacelera para 0,47% em maio, com queda do custo da energia elétrica

Nesta quinta-feira, o principal índice da bolsa teve queda de 1,08%, a 98.542 pontos. No mês, a queda foi de 11,50%. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, terminou o mês de junho com a maior queda mensal desde o fatídico mês de março de 2020, que ficou marcado pelo impacto inicial da pandemia do coronavírus no mercado financeiro global. Naquele mês, o indicador teve queda de 29,9%, como mostra levantamento da Economatica. (veja abaixo o gráfico) No fechamento desta quinta-feira, o Ibovespa teve um recuo de 1,08%, a 98.542 pontos. Veja mais cotações. Com o resultado, a queda mensal em junho foi de 11,50%, o que supera o resultado de abril deste ano (-10,1%). Além disso, a bolsa passou a acumular queda de 0,13% na semana e de 5,99% no ano. No dia anterior, o Ibovespa fechou em queda de 0,96%, a 99.622 pontos. LEIA MAIS: Conselho elege Caio Mário Paes de Andrade como novo presidente da Petrobras Saiba quem é Caio Paes de Andrade Troca de comando dificilmente levaria a nova política de preços, dizem analistas O que está mexendo com os mercados? O Ibovespa teve novo pregão contaminado pelo mau humor dos mercados no exterior, em meio aos temores de recessão global, e com os agentes financeiros monitorando o andamento da PEC dos Combustíveis em Brasília. No Brasil, o foco continuava sobre a tramitação da PEC no Congresso, que recentemente reacendeu temores fiscais por aumentar os gastos públicos às vésperas das eleições. O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), relator da proposta, anunciou nesta quarta-feira (29) ter abandonado o texto original e informou que recorrerá a outro projeto para propor um pacote social com medidas estimadas em R$ 38,7 bilhões. O texto da PEC dos Combustíveis previa compensação a estados que desonerassem os combustíveis. A nova proposta de Bezerra prevê ampliar o Auxílio Brasil e conceder um "voucher" a caminhoneiros. Além disso, o Banco Central admitiu que a meta de inflação será descumprida pelo segundo ano seguido em 2022. De acordo com a instituição, a probabilidade de a inflação superar o teto da meta neste ano passou de 88%, em março, para 100% em junho. Em 2022, a meta central de inflação é de 3,50% e seria oficialmente cumprida se o índice oscilasse entre 2% e 5%. Para 2023, o Banco Central estimou que a probabilidade de superar o teto do sistema de metas avançou de 12% para 29%. e Ainda nos indicadores econômicos, uma boa notícia: a taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio. A falta de trabalho ainda atinge 10,6 milhões de brasileiros. No mercado interno, destaque para s empresa de diagnósticos médicos Fleury, que acertou a aquisição do rival Hermes Pardini, no mais novo passo da consolidação vista no setor de saúde brasileiro. O acionistas do Pardini receberão cerca de 1,21 ação ordinária do Fleury mais aproximadamente 2,15 reais para cada ação ordinária que detinham da companhia. As companhias esperam que a transação traga aumento de competitividade no setor de saúde e medicina diagnóstica "com complementaridade geográfica e presença nacional (...) e reforço do crescimento orgânico e inorgânico". No exterior, o foco permanece nos temores de uma recessão global, com os investidores em busca de pistas sobre a trajetória da política monetária nos EUA após várias autoridades do Federal Reserve (Fed) defenderem aumentos mais rápidos dos juros para reduzir a inflação elevada. Porém, dados divulgados nesta quinta mostram que os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em maio em meio à escassez de veículos motorizados, enquanto preços mais altos forçaram cortes nas compras de outros bens, outro sinal de que a recuperação do crescimento econômico no início do segundo trimestre está perdendo força. Já a inflação manteve tendência ascendente em maio, com o índice PCE subindo 0,6% no mês passado e 6,3% nos 12 meses até maio. O consumo mais lento provavelmente será bem recebido pelo Fed, que está procurando domar a inflação através de um aperto agressivo da política monetária. O banco central dos EUA este mês aumentou sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, maior alta desde 1994. 'Governo está usando os pobres', diz Miriam Leitão sobre PEC que amplia pacote de ajuda
O novo comando da Caixa Econômica Federal irá anunciar a criação de um canal de denúncias para receber relatos de assédio sexual e moral dentro do banco, na esteira dos casos que levaram à saída do ex-presidente Pedro Guimarães. O ex-presidente pediu demissão na quarta-feira (29), depois de funcionárias da Caixa o denunciarem por assédio sexual, o que é investigado pelo Ministério Público Federal. Presidente da Caixa pede demissão após escândalo de assédio O anúncio de um canal sigiloso para que funcionários denunciem casos de assédio, tanto sexual quanto moral, está nos planos da escolhida para presidir o banco, a administradora Daniella Marques. Ela tem trânsito no Palácio do Planalto e era braço direito do ministro Paulo Guedes no Ministério da Economia. Na Secretaria de Produtividade e Competitividade, que tocava há alguns meses, Daniella havia criado um programa para inclusão de mulheres na gestão pública. Além de um canal em que os funcionários possam relatar situações que viveram, a nova gestão do banco deve promover uma troca ampla em postos de comando da instituição. Relatos ouvidos pelo blog dão conta de que Guimarães trocou pelo menos 300 pessoas dentro da instituição, inclusive constrangendo membros de conselhos do banco a deixarem seus cargos. Apesar da gravidade dos fatos relatados por mulheres que sofreram assédio, o presidente da República não demitiu Guimarães, que renunciou com uma carta em que nega as acusações e chega a falar em ser um instrumento para ataques políticos e eleitorais ao governo. VÍDEOS: notícias de política

Marca Hermes Pardini será mantida por pelo menos 10 anos, com possibilidade de expansão a novas unidades; transação está sujeita à obtenção de aprovações regulatórias. Amostras serão analisadas pela equipe técnica do laboratório Fleury. Divulgação/ Fleury A empresa de diagnósticos médicos Fleury acertou a aquisição do rival Hermes Pardini, disseram as empresas nesta quinta-feira (30), no mais novo passo da consolidação vista no setor de saúde brasileiro. De acordo com os termos da operação, o acionista do Pardini receberá por cada ação ordinária que detém da companhia cerca de 1,21 ação ordinária do Fleury mais aproximadamente R$ 2,15. Por volta de 11h30, as ações do Fleury disparavam 13,89%, sendo a maior alta do Ibovespa, que cedia 1,68% com cenário externo negativo. Os papéis de Hermes Pardini, que não compõem o principal índice da bolsa brasileira, saltavam 20%. O negócio é positivo, na visão do analista do Credit Suisse Mauricio Cepeda, citando potenciais sinergias. Ele calcula prêmio de cerca de 14% no acordo, com a parcela em dinheiro a ser desembolsada pelo Fleury somando 273 milhões de reais. As companhias esperam que a transação traga aumento de competitividade no setor de saúde e medicina diagnóstica "com complementaridade geográfica e presença nacional...e reforço do crescimento orgânico e inorgânico". O Pardini tem operações consolidadas em praças como Minas Gerais, estado de sua sede, Goiás e Pará, locais onde o Fleury não está ou possui estruturas menores. A marca Hermes Pardini será mantida por pelo menos 10 anos, com possibilidade de expansão a novas unidades, segundo o comunicado. A estimativa das partes é que o negócio gere um incremento de Ebitda anual da companhia combinada entre R$ 160 milhões e R$ 190 milhões. O Fleury disse ainda que até a consumação da operação poderá realizar um aumento de capital de até 70,6 milhões de ações, via subscrição privada ou oferta pública, "para manutenção da sua estratégia de crescimento". A transação está sujeita à obtenção de aprovações, incluindo dos acionistas de ambas as empresas e do órgão antitruste Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Caso os acionistas de alguma das companhias não aprovem o negócio, atendidas determinadas condições previstas nos documentos assinados, haverá o pagamento de multa de R$ 250 milhões pela empresa em questão.

Nesta quinta-feira (30), a moeda norte-americana subiu 0,78%, a R$ 5,2327. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar subiu nesta quinta-feira (30), em meio a temores globais de recessão e incertezas fiscais domésticas, e fechou junho com alta acumulada de mais de 10%. A moeda norte-americana subiu 0,78%, vendida a R$ 5,2327. Veja mais cotações. Na máxima, chegou a ser cotada a R$ 5,2705. Na mínima, marcou R$ 5,1875. A sessão foi marcada pela volatilidade devido à formação da Ptax de fim de mês e trimestre. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que serve como referência para algumas operações financeiras. No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 1,38%, vendida a R$ 5,1922. Com o resultado desta quinta, o dólar acumulou alta de 10,13% em junho. No ano, ainda tem desvalorização de 6,14% frente ao real. Já o Ibovespa teve um recuo de 1,08%, a 98.542 pontos. LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? Qual o melhor momento para comprar? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? o Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? Na cena local, o foco dos investidores continuou na tramitação da PEC dos Combustíveis no Congresso, que recentemente reacendeu temores fiscais por aumentar os gastos públicos às vésperas das eleições. O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), relator da proposta, anunciou na quarta-feira (29) ter abandonado o texto original e informou que recorrerá a outro projeto para propor um pacote social com medidas estimadas em R$ 38,7 bilhões. O texto da PEC dos Combustíveis previa compensação a estados que desonerassem os combustíveis. A nova proposta de Bezerra prevê ampliar o Auxílio Brasil e conceder um "voucher" a caminhoneiros. 'Se furar teto de gastos, mercado vai pedir mais taxas de juros', diz economista sobre PEC O Banco Central admitiu que a meta de inflação será descumprida pelo segundo ano seguido em 2022. De acordo com a instituição, a probabilidade de a inflação superar o teto da meta neste ano passou de 88%, em março, para 100% em junho. Para 2023, o Banco Central estimou que a probabilidade de superar o teto do sistema de metas avançou de 12% para 29%. Em 2022, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%. A taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio, com a falta de trabalho atingindo 10,6 milhões de brasileiros. No exterior, o foco permaneceu nos temores de uma recessão global, com os investidores em busca de pistas sobre a trajetória da política monetária nos EUA após várias autoridades do Federal Reserve (Fed) defenderem aumentos mais rápidos dos juros para reduzir a inflação elevada. "A aversão a risco é global, não vale só para o real. Existe esse medo generalizado de uma recessão global, e, quando isso acontece, o investidor fica mais propenso a ir para ativos seguros", como o dólar, disse à Reuters Michelle Hwang, estrategista de câmbio e juros do BNP Paribas. Porém, dados divulgados nesta quinta mostram que os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em maio em meio à escassez de veículos motorizados, enquanto preços mais altos forçaram cortes nas compras de outros bens, outro sinal de que a recuperação do crescimento econômico no início do segundo trimestre está perdendo força. Já a inflação manteve tendência ascendente em maio, com o índice PCE subindo 0,6% no mês passado e 6,3% nos 12 meses até maio. O consumo mais lento provavelmente será bem recebido pelo Fed, que está procurando domar a inflação através de um aperto agressivo da política monetária. O banco central dos EUA este mês aumentou sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, maior alta desde 1994.

Trata-se da menor taxa registrada no país desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016. Para trimestres encerrados em maio, é a mais baixa desde 2015, quando foi de 8,3%. Rendimento médio, porém, cai 7,2% no comparativo com 1 ano atrás. Fila em busca de emprego no Rio. Mauro Pimentel A taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio, mas a falta de trabalho ainda atinge 10,6 milhões de brasileiros, segundo divulgou nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira vez em mais de 6 anos que o desemprego deixa de rodar na casa dos 2 dígitos. Trata-se da menor taxa registrada no país desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016, quando ficou em 9,6%. Para trimestres encerrados em maio, é a menor desde 2015, quando foi de 8,3%. O número de desempregados diminuiu 11,5% (menos 1,4 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 30,2% (menos 4,6 milhões de pessoas desocupadas) na comparação anual. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em abril, a taxa de desemprego estava em 10,5%, atingindo 11,3 milhões de pessoas. Na mínima da série histórica, registrada em 2014, chegou a 6,5%. Taxa de desemprego cai para 9,8%; mais de 10 milhões de pessoas procuram emprego O resultado veio melhor que o esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 10,2% no período. Leia também: País bate recorde de pedidos de demissão em 12 meses, mostra levantamento Brasil criou 277 mil empregos formais em maio, diz governo; saldo do ano registra queda Renda em queda e vida no aperto: os 'corres' dos brasileiros que não ganham nem 1 salário mínimo Número de ocupados recorde O número de pessoas ocupadas atingiu 97,5 milhões, o maior da série histórica, iniciada em 2012, e mostrou alta de 2,4% na comparação com o trimestre anterior e de 10,6% na comparação anual. "Isso equivale a um aumento de 2,3 milhão de pessoas no trimestre e de 9,4 milhões de ocupados no ano", destacou o IBGE. “Trata-se de um processo de recuperação das perdas que ocorreram em 2020, com gradativa recuperação ao longo de 2021. No início de 2022, houve uma certa estabilidade da população ocupada, que retoma agora sua expansão em diversas atividades econômicas ”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE. Proporcionalmente, o maior crescimento da ocupação na comparação anual se deu pelo emprego sem carteira assinada, que teve alta de 23,6%. Já o emprego com carteira assinada registrou aumento de 12,1% no período. Em números absolutos, foram 3,8 milhões a mais de carteiras assinadas e 2,4 milhões a mais sem carteira assinada no mercado de trabalho. O segundo maior aumento proporcional ocorreu no trabalho doméstico, com alta de 20,7% em relação a maio do ano passado, o que corresponde a quase 1 milhão (994 mil) de pessoas trabalhando com serviços domésticos, sendo que a grande maioria deles (846 mil) não tiveram a carteira assinada. O número de empregadores aumentou 16,2%, com incremento de mais de meio milhão de trabalhadores nesta condição. Já o trabalho por conta própria teve alta de 6,4% no período, correspondendo a 1,5 milhão a mais que em maio do ano passado. Entre os tipos de ocupação, o único recuo foi observado entre os trabalhadores familiares, como são classificadas as pessoas que auxiliam parentes em determinada atividade econômica - a queda foi de 5,6% em um ano, o que corresponde a 109 mil pessoas a menos assim ocupadas no país. Entre os setores, o destaque na criação de vagas foi o grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (mais 466 mil pessoas ocupadas no trimestre), impulsionado pelo crescimento do segmento de educação. “Com a melhoria no quadro da pandemia, ou seja, com o avanço da vacinação e o relaxamento das medidas de distanciamento social, os serviços mais presenciais, que tinham sido bastante afetados, começam a ter um processo de recuperação mais vigoroso, principalmente os outros serviços, alojamento e alimentação, serviços domésticos, transporte e alojamento. Rendimento médio ainda é 7,2% menor que o de 1 ano atrás Já o rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 2.613, apresentando estabilidade estatística frente ao trimestre anterior (R$ 2.596), mas ainda é 7,2% menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.817). “Essa queda do rendimento no anual é puxada, inclusive, por segmentos da ocupação formais, como o setor público e o empregador. Até mesmo dentre os trabalhadores formalizados há um processo de retração”, observa a porta-voz do IBGE. Segundo a pesquisadora, isso pode ser efeito da própria inflação, mas também da estrutura de rendimento atual dos trabalhadores, com um peso maior de trabalhadores com rendimentos menores. A massa de rendimento real habitual (R$ 249,8 bilhões) cresceu 3,2% frente ao trimestre anterior e avançou 3% na comparação anual, mas segue distante do pico pré-pandemia, quando somou R$ 262,6 bilhões. Outros destaques a população desalentada, que desistiu de procurar trabalho, somou 4,3 milhões, com queda de 8% em relação ao trimestre anterior (menos 377 mil pessoas) e 22,6% (menos 1,3 milhão de pessoas) na comparação anual a taxa de informalidade ficou em 40,1% da população ocupada (ou 39,1 milhões de trabalhadores informais), contra 40,2% no trimestre anterior e 39,5% no mesmo trimestre de 2021 população subutilizada foi estimada em 25,4 milhões, queda de 6,8% (menos 1,8 milhões) frente ao trimestre anterior; taxa composta de subutilização ficou em 21,8% número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas se manteve em 6,6 milhões de pessoas Perspectivas A perspectiva de baixo crescimento da economia brasileira em um cenário de inflação nas alturas e juros ainda em trajetória de alta limitam o ritmo de melhora mercado de trabalho. O Banco Central admitiu oficialmente nesta quinta-feira que a meta de inflação será descumprida pelo segundo ano seguido em 2022. O BC estimou em relatório um IPCA de 8,8% para 2022, de 4% para 2023 e de 2,7% para 2024. Para tentar cumprir a meta do próximo ano, o BC elevou neste mês a taxa básica de juros para 13,25% ao ano, o maior patamar desde 2016. A instituição também indicou que a Selic ficará alta por um período maior de tempo. Risco-país cresce mais no Brasil do que em outros países da América Latina Entenda o peso da inflação, desemprego e salário estagnado em ano de reeleição

Medida prevê lançamento de "voucher" no valor de R$ 1.000 para caminhoneiros e eleva valores do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e do auxílio para o gás de R$ 60 para R$ 120 no bimestre. Auxílio para o gás é elevado de R$ 60 para R$ 120 no bimestre de acordo com PEC que amplia benefícios sociais Getty Images via BBC A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria e amplia benefícios sociais em ano eleitoral foi remarcada para as 16h desta quinta-feira (30/06) pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, após colegas de Casa pedirem mais tempo para análise. A base governista tentou a aprovação do texto na noite de quarta. Apelidada nos bastidores do Congresso de "PEC kamikaze", pelo impacto de R$ 38,75 bilhões além do teto de gastos do governo, a medida prevê o lançamento de um "voucher" no valor de R$ 1.000 para caminhoneiros e eleva os valores do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e do auxílio para o gás de R$ 60 para R$ 120 no bimestre. Pacheco adia votação de PEC que amplia Auxílio Brasil, vale-gás e cria benefício para caminhoneiros PEC que prevê estado de emergência e pacote de R$ 38,7 bi para programas sociais Há também uma compensação pelo transporte gratuito de idosos, com custo estimado de R$ 2,5 bilhões, e repasses para desoneração do etanol com valor total de R$ 3,8 bilhões. A legislação eleitoral proíbe a criação de benefícios em ano de eleição, com exceção de casos de calamidade pública e estado de emergência. O texto da PEC, que está sendo analisado a três meses das eleições presidenciais, institui um "estado de emergência" sob a justificativa do elevado aumento no preço dos combustíveis. PEC dos combustíveis prevê 'auxílio caminhoneiro' e vale-gás maior Para entrar em vigor, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos tanto pelo Senado quanto pela Câmara dos Deputados e ter três quintos dos votos dos parlamentares nas duas casas. Após a aprovação, ela é promulgada automaticamente, sem necessidade de sanção presidencial. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, que está em viagem à Turquia, declarou "não conhecer a PEC". À BBC News Brasil, limitou-se a dizer que "bondade em ano de eleições gerais é complicado. O cenário promete. Com a palavra, o TSE [Tribunal Superior Eleitoral]". Para Marilda Silveira, professora de Direito Eleitoral no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), "a pretensão veiculada na PEC, se concretizada, tem uma conduta que é expressamente vedada na lei 9.504, artigo 73, parágrafo 10. Há uma vedação expressa de distribuição de qualquer tipo de benesse que não tenha autorização expressa na lei e que não esteja em execução no ano anterior". "Essa emenda constitucional nasce com desvio de finalidade", diz Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral. "É uma forma jurídica de tentar passar por cima dessas vedações. A intenção é maliciosamente passar a perna na lei", afirma. "É uma mágica jurídica que estão querendo fazer e um precedente perigoso." Justificativa para estado de emergência O relator da matéria, o senador e ex-líder do governo Fernando Bezerra (MDB-PE) menciona a Guerra na Ucrânia e o impacto sobre os combustíveis para pedir o reconhecimento do estado de emergência. "É essencial reconhecer que o país passa por uma situação de emergência provocada pelo forte aumento no preço dos combustíveis, com seus impactos diretos sobre o custo de vida, e indiretos, via efeitos de segunda ordem sobre a inflação", diz um trecho do parecer. "A PEC perigosamente caracteriza o estado de emergência para que esses benefícios possam ser concedidos", afirma Gabriel Quintanilha, professor convidado da FGV Direito Rio. Para Alberto Rollo, "estado de emergência é uma situação de exceção. Uma situação de exceção não pode ser criada artificialmente". Marilda Silveira analisa que a intenção da PEC "é tentar constitucionalizar uma emergência. Mas emergência é uma questão de fato, não é uma questão jurídica". "A competência é do presidente para decretar casos de calamidade como foi feito na pandemia. Se estão fazendo por PEC é porque eles sabem que tem fragilidade no argumento", diz ela. Segundo Quintanilha, "a justificativa é muito frágil porque não há nenhum envolvimento direto do país com a guerra. Portanto, há o risco de que até mesmo no Tribunal de Contas seja reconhecido como não sendo um fundamento razoável." "Se o governo federal conseguir aprovar essa medida, ele deixa um rombo orçamentário enorme para o próximo governo que pode ser ele próprio. Dessa forma, o Brasil retroage no tempo para antes da lei de responsabilidade fiscal, um período em que um governo saía e deixava o rombo orçamentário para o governo seguinte." Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61992544

Empresa anunciou que todos os produtos fabricados em Wieze após 25 de junho foram bloqueados e que as linhas de produção serão 'desinfetadas'. Lado de fora de fábrica da Barry Callebaut próxima a Bruxelas, na Bélgica KENZO TRIBOUILLARD / AFP A empresa suíça Barry Callebaut, gigante global no segmento de cacau e chocolates, anunciou nesta quinta-feira (30) que especialistas detectaram a presença de salmonela em sua fábrica em Wieze, na Bélgica, onde a produção foi interrompida. "Nossos especialistas identificaram a lecitina como a fonte da contaminação", informou a empresa em comunicado, depois de detectar salmonela "em um lote fabricado em Wieze", uma unidade de fabricação localizada a nordeste de Bruxelas. Salmonela: entenda o que é a bactéria No comunicado, a empresa anunciou que "todos os produtos de chocolate fabricados em Wieze após 25 de junho foram bloqueados" e que as linhas de produção "serão desinfetadas antes de reiniciar" a fabricação. "A Barry Callebaut está em contato com todos os clientes que possam ter recebido produtos contaminados. A produção está suspensa até novo aviso", segundo o comunicado. Um porta-voz da companhia disse à AFP que "a maioria dos produtos contaminados ainda está na fábrica da Wieze" e uma pequena quantidade "com nossos clientes". A empresa já entrou em contato com 73 clientes para garantir "que não haja contaminação dos consumidores". A fábrica em Wieze, que a empresa considera ser a maior do gênero em todo o mundo, não produz chocolates destinados à comercialização direta ao consumidor. O grupo Barry Callebaut fornece produtos à base de cacau e chocolate para inúmeras empresas do setor alimentício e, em particular, para grandes marcas do setor de chocolates, como Hershey, Mondelez ou Nestlé. Entrada da fábrica da Barry Callebaut próxima a Bruxelas, na Bélgica KENZO TRIBOUILLARD / AFP De acordo com seu balanço 2021/2022, suas vendas anuais atingiram 2,2 milhões de toneladas nesse período. A sede da gigante alimentícia fica em Zurique, na Suíça, embora tenha cerca de 60 unidades de produção em todo o mundo e empregue cerca de 13.000 pessoas. Em abril, a Agência Belga de Segurança Alimentar já havia determinado o fechamento de uma fábrica de outra importante marca do setor de chocolates, Kinder (do grupo italiano Ferrero), devido a um surto de salmonela. A Justiça belga só autorizou em junho sua reabertura - por um período experimental - de uma fábrica Ferrero na cidade de Arlon (sul da Bélgica), onde são produzidos os famosos ovos de chocolate Kinder contaminados com salmonela. Essa autorização de reabertura da fábrica tem duração de três meses, durante os quais cada ingrediente será analisado antes da distribuição e venda dos chocolates. O que é a salmonela e o que ela causa?
Informação consta no relatório de inflação do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira. Nesta semana, presidente do BC avaliou que o pior momento da inflação já passou. O Banco Central admitiu oficialmente que a meta de inflação, em 2022, será descumprida pelo segundo ano seguido. A informação consta no relatório de inflação do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (30). De acordo com a instituição, a probabilidade de a inflação superar o teto da meta neste ano passou de 88%, em março, para 100% em junho. Para 2023, o Banco Central estimou que a probabilidade de superar o teto do sistema de metas avançou de 12% para 29%. Em 2022, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%. Já para o próximo ano, a meta foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Os objetivos foram fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-lo, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic. O Banco Central estimou, no relatório de inflação, uma alta de preços de 8,8% para 2022; de 4% para 2023 e de 2,7% para 2024. Neste momento, o Comitê de Política Monetária (Copom) já está mirando na meta de 2023, pois as decisões sobre taxa de juros demoram de seis a 18 meses para terem impacto pleno na economia. Para tentar cumprir a meta do próximo ano, o BC elevou neste mês a taxa básica de juros para 13,25% ao ano, o maior patamar desde 2016. A instituição também indicou que a Selic ficará alta por um período maior de tempo. Com inflação em alta alguns produtos mais caros pararam de ser repostos nos supermercados Estouro da meta em 2021 Em 2021, o IPCA somou 10,06%, o maior desde 2015. Com isso, ficou bem acima do teto da meta para 2021, que era de 5,25%. Quando o teto da meta de inflação é superado, o Banco Central tem de escrever uma carta pública explicando as razões. Em janeiro deste ano, a instituição avaliou que o estouro da meta em 2021 aconteceu por conta do aumento dos preços de "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos e minério), da energia e da falta de insumos. Inflação elevada e disseminada Por meio do relatório de inflação, o BC informou que a inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e se mostrando mais persistente que o antecipado. De acordo com a instituição, a "surpresa inflacionária" no trimestre encerrado em maio, com o IPCA ficando 1,08 ponto percentual maior do que o estimado, decorreu do comportamento dos preços livres, principalmente de alimentos. "A inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta, e os recentes choques continuam levando a um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis", acrescentou. Em junho, a prévia da inflação oficial ficou em 0,69% em junho, acima da taxa de 0,59% registrada em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, somou 12,04%, abaixo dos 12,20% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Nesta semana, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, avaliou que o "pior momento" da inflação no Brasil já passou. "A gente ainda tem no Brasil um componente de aceleração de inflação. Os últimos dois números foram, acho que pela primeira vez, dentro da expectativa", declarou. Produto Interno Bruto Embora o relatório de inflação tenha sido divulgado somente nesta quinta-feira (30), os principais números já haviam saído na semana passada. Na ocasião, o Banco Central elevou de 1% para 1,7% sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador usado para medir a evolução da economia. A previsão do Banco Central para o crescimento da economia brasileira supera a divulgada pelo governo federal. Pelas projeções do Ministério da Economia, o PIB deve crescer 1,5% neste ano. Já para o segundo semestre deste ano, porém, o Banco Central espera desaceleração da atividade econômica. Segundo a instituição, a incerteza permanece maior do que a usual em razão da guerra na Ucrânia e dos riscos crescentes de desaceleração da economia global. Outras projeções Além do PIB, o Banco Central atualizou outras projeções para este ano: Balança comercial: a previsão é de superávit (exportações superando importações) e passou de US$ 83 bilhões para US$ 86 bilhões; Crédito bancário: estimativa de expansão passou de 8,9% para 11,9%; Contas externas: previsão de superávit passou de US$ 5 bilhões para US$ 4 bilhões.
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