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Programa de computador Dr. Fill acaba de ganhar uma das competições de palavra cruzada de maior prestígio nos Estados Unidos. Matt Ginsberg era tão ruim em palavras cruzadas que decidiu criar uma máquina para se sair melhor GETTY IMAGES E MATT GINSBERG VIA BBC Matt Ginsberg é bom em uma série de coisas — ele é um cientista de inteligência artificial, escritor, dramaturgo, mágico e piloto de avião acrobático. Mas não é muito bom em resolver palavras cruzadas, nem as que ele mesmo cria. Apesar de escrevê-las para o jornal americano New York Times, ele conta que, quando elas são publicadas, muitas vezes não é capaz de acertá-las – ele se esquece das palavras e se considera um "péssimo solucionador de palavras cruzadas". Então, quando ele estava sentado no salão de um hotel, perdendo mais uma vez em uma competição de palavras cruzadas nos Estados Unidos, decidiu fazer algo a respeito. "Eu estava com 700 pessoas que eram realmente boas em resolver palavras cruzadas e me incomodava ser tão terrível nisso. Decidi então escrever um programa de computador que daria o troco por mim", diz ele à BBC. E, finalmente, ele conseguiu. Após dez tentativas frustradas, Dr. Fill, como o programa é conhecido, acaba de ganhar sua primeira competição. Ele ficou em primeiro lugar no American Crossword Puzzle Tournament, o principal torneio de palavras cruzadas dos Estados Unidos. Dr. Fill foi treinado com uma massa de dados, incluindo um banco de dados gigante de pistas e respostas de palavras cruzadas retiradas da web. Foi ensinado ainda a pesquisar com velocidade possíveis empregos de palavras em uma grade de palavras cruzadas. Era, admite Ginsberg, um sistema bastante "primitivo". Mas, neste ano, ele recebeu uma ajuda. "Algumas semanas antes do evento, fui contatado por pessoas que trabalhavam em Berkeley que haviam construído um sistema de resposta de palavras cruzadas. Percebemos rapidamente que poderíamos combinar os dois." O professor Dan Klein, que lidera o Grupo de Processamento de Linguagem Natural na Universidade da Califórnia em Berkeley, explicou à BBC que estava procurando algo para unir a equipe durante o lockdown — e eles tiveram a ideia de criar um solucionador de palavras cruzadas. Quando soube do Dr. Fill, pensou que os dois sistemas poderiam estabelecer uma boa parceria. As palavras cruzadas podem enganar o mais inteligente dos humanos, mas como será que uma máquina se sairia? GETTY IMAGES via BBC "Nosso sistema apresentava uma compreensão mais ampla da linguagem, e o Dr. Fill era bom em como as respostas se combinam com outras pistas. São técnicas muito diferentes, mas que falam uma linguagem comum de probabilidades." Penne envenenado Pode parecer estranho pedir para uma inteligência artificial resolver palavras cruzadas, mas na verdade elas representam um playground muito fértil para o chamado machine learning (aprendizagem automática de computadores). Palavras cruzadas básicas que simplesmente exigem que alguém saiba a resposta são extremamente fáceis para uma inteligência artificial, que terá sido programada com grandes quantidades de informações de fontes disponíveis na web, como a Wikipedia. As cripto cruzadas (que usam números correspondentes a letras, em vez de perguntas) também são muito fáceis para uma máquina, porque contêm regras muito definidas e dicas para coisas como anagramas. Por outro lado, as palavras cruzadas no estilo americano exigem tanto conhecimento quanto um certo grau de pensamento lateral. Uma pergunta que Klein está particularmente orgulhoso de Dr. Fill ter acertado foi: "O prato de massa no centro de um assassinato misterioso." A resposta era "penne envenenado". "Isso não pode ser encontrado na Wikipedia", diz ele. Ginsberg concorda que as palavras cruzadas no estilo americano podem ser "brutalmente difíceis" para os computadores decifrarem. Dr. Fill cometeu apenas três erros em toda a competição, embora no final tenha vencido por uma pequena margem de diferença. Alguns exemplos de palavras cruzadas que a inteligência artificial enfrentou na competição YOUTUBE/MATT GINSBERG Ginsberg não recebeu o prêmio em dinheiro de US$ 3 mil, algo que ele afirma ter sido combinado de antemão e ser "a decisão certa". Ele reconhece que é complicado para os organizadores de competições, se tanto humanos quanto máquinas participarem do torneio. Felizmente, diz ele, a comunidade de palavras cruzadas é um "grupo maravilhoso". Embora os competidores possam fingir odiar a inteligência artificial adversária — vaiar Dr. Fill quando ele vai bem e vibrar quando ele vai mal —, no fundo ele acredita que os participantes estavam "realmente torcendo" por ele. Ele não tem certeza disso, já que o evento deste ano foi virtual, o que significa que ele não pôde ver nenhum dos competidores. Pelo mesmo motivo, no entanto, Dr. Fill foi capaz de se beneficiar de uma ajuda extra do computador, que normalmente não seria transportável. A conquista ganhou elogios da DeepMind, empresa líder em pesquisas de inteligência artificial e que está acostumada a ganhar jogos — é famosa por ter derrotado o melhor jogador de Go do mundo em 2016. "Parabéns a Ginsberg e à equipe de Berkeley. É uma conquista incrível e uma colaboração inspiradora, ver os principais pesquisadores de inteligência artificial combinando forças e ver poderosos blocos de construção de pesquisa e aprendizagem de inteligência artificial sendo empregados juntos", declarou Michael Bowling, pesquisador sênior da DeepMind e professor de ciência da computação da Universidade de Alberta, no Canadá. "Saber que há alguém melhor do que eu em palavras cruzadas não vai tirar meu prazer de tentar resolver uma delas às terças-feiras." Aprendendo de forma diferente A evolução em direção ao que é conhecido como inteligência artificial de propósito geral, em que uma máquina pode completar uma série de tarefas em vez de apenas ser boa em uma coisa, está muito longe, mas bastante avanço já foi feito. O processamento de linguagem natural, a especialidade do professor Klein, já alcançou feitos em cenários do mundo real tão diversos quanto tradução, reconhecimento de fala e possibilitando as conversas diárias que temos com assistentes de voz. Mas, de acordo com Klein, estamos apenas começando a compreender como as máquinas aprendem. "Nossa compreensão do que é fácil e do que é difícil para os computadores é mutável. As pessoas costumavam se surpreender com o fato de um computador poder competir no xadrez, mas agora achamos incrível que um ser humano possa competir contra uma máquina no xadrez." Segundo ele, a forma como um computador decide qual movimento fazer no jogo é uma combinação de "matemática, lógica e análise prospectiva", que provavelmente não é exatamente a mesma maneira que um ser humano consideraria o mesmo movimento. Ginsberg concorda que os humanos e as máquinas abordam os problemas sob diferentes perspectivas. "Dr. Fill resolve esses quebra-cabeças de maneira muito diferente da nossa. Ele está fazendo uma pesquisa gigantesca de todas as respostas possíveis." Essa diversidade é, na opinião dele, um "bom prenúncio" para o futuro. "Vamos resolver mais problemas com elas ao nosso lado do que somos capazes sozinhos. Vamos nos unir às máquinas para nosso benefício mútuo." Mas ele não tem planos de dominar o mundo, pelo menos por enquanto. "Dr. Fill é apenas um programa de palavras cruzadas e estou satisfeito com isso."

Para alguns indivíduos, encontrar um tempo para trabalhar sem interrupções pode parecer algo totalmente irreal — mas há métodos para otimizar nosso dia a dia. A artista Mahreen Zuberi divide as tarefas em partes — e aloca aquelas que exigem foco profundo em seu horário mais produtivo ARQUIVO PESSOAL Assim como muitos pais, quando as escolas fecharam devido à pandemia da Covid-19, Elizabeth Hunter se viu com mais responsabilidades na criação dos três filhos, que passaram a ter aulas 100% remotas. Mas seu volume de trabalho também aumentou. Como cofundadora da STEMTaught, fundação que oferece planos de estudo de ciências sob medida, a cientista que mora na Califórnia teve que descobrir como seu programa poderia permanecer ativo em um ambiente virtual, assim como trabalhar em diversos fusos horários com autores e editoras para lançar novas edições de material didático mais rápido. Conciliar essa carga de trabalho maior — que incluía questões logísticas, como montar e enviar kits de aprendizagem e agendar sessões de laboratório online com os alunos — com a educação dos filhos deixava poucas brechas de silêncio nas quais ela pudesse realmente se concentrar. Hunter começou então a botar todo mundo para dormir cedo e a trabalhar até tarde da noite para conseguir algum momento de paz para desenvolver o trabalho criativo de preparar os planos de estudo, enquanto lidava com as tarefas mais práticas durante o dia. "Estabeleci uma regra para mim. Se as crianças estão dormindo e não é muito tarde, em vez de lavar a louça ou fazer o trabalho doméstico, estou trabalhando. Prezo esses períodos de tempo como diamantes — são muito preciosos para eu ser capaz de fazer meu trabalho de reflexão profunda", diz ela. É um desafio que muitos de nós enfrentamos: estamos mais ocupados do que nunca, mas ainda precisamos de períodos sem interrupções para realizar o trabalho que exige nosso foco mais profundo. Teorias populares sugerem que nosso trabalho mais valioso só acontece depois que nos livramos das nossas distrações — que aliviar a desordem da mente nos induz a um estado de fluxo, um paraíso idílico de produtividade em que a criatividade prospera. Antes da Covid-19, podíamos usar as horas dedicadas no escritório ou os horários de pico naturalmente produtivos quando as crianças estavam na escola para tentar acessar essa 'zona' e executar tarefas que exigem bastante concentração. Agora, acessar esse tipo de zona de trabalho profunda pode parecer quase impossível. Se você está ocupado com várias tarefas, encontrar uma boa quantidade de tempo sem interrupção para produtividade pode ser algo totalmente irreal. Felizmente, há métodos para otimizar o tempo limitado de 'trabalho profundo' que temos, planejar as interrupções e produzir um trabalho significativo, apesar das demandas que competem por nossa atenção. Separar as tarefas Elizabeth Hunter (à direita) utiliza os períodos de silêncio enquanto sua família está dormindo para fazer seu trabalho focado ARQUIVO PESSOAL Há várias recomendações para a criação de um ambiente que vai te ajudar a produzir seu melhor trabalho. Cal Newport, autor de "Deep Work: Rules for Focused Success in a Distracted World", sugere que a maioria das distrações são estímulos externos "controláveis" que podem ser eliminados por grandes gestos, como fazer check-in em um quarto de hotel para trabalhar ou abandonar as redes sociais. O popular aplicativo de produtividade Trello recomenda encontrar um lugar sem pessoas em sua visão periférica e investir em fones de ouvido com cancelamento de ruído. Steven Kotler, diretor-executivo do Flow Research Collective, uma organização de pesquisa e treinamento, recomenda adotar blocos de foco ininterrupto de 90 a 120 minutos para maximizar o fluxo. No entanto, muitas dessas sugestões são incompatíveis com nossas realidades atuais; para a maioria das pessoas ocupadas, a criatividade e a produtividade não podem existir como processos isolados que ocorrem em janelas dedicadas e impenetráveis. "Somos obcecados pela ideia de um artista solitário trabalhando loucamente com inspiração quase divina", diz a artista contemporânea paquistanesa Mahreen Zuberi, mãe de dois filhos. Mas em sua prática criativa, Zuberi separa seu tempo de pensar e executar, com a maior parte conceitual de sua arte concluída de manhã cedo, antes dos filhos acordarem. Ela divide a execução em pequenos períodos de tempo ao longo do dia porque sabe que atenção e foco são bens preciosos que devem ser racionados com sabedoria, e é muito mais fácil encarar o trabalho em pedaços menores e retomar o processo de implementação de onde parou. Separar diferentes aspectos da mesma tarefa, como Zuberi, faz sentido. Para alguns indivíduos, encontrar um tempo para trabalhar sem interrupções pode parecer algo totalmente irreal ALAMY Muita gente usa o horário não-comercial para priorizar tarefas difíceis ou projetos especiais — mas tentar encaixar tudo durante as primeiras horas do dia ou no fim da noite pode ser insustentável, uma vez que a falta de sono pode prejudicar a produtividade (e as crianças podem acordar cedo, de qualquer maneira). Trabalhar nesse esquema consistentemente para todos os aspectos de uma tarefa também reforça a mentalidade de que há um 'espaço' para a produtividade, sem a possibilidade de sobreposições saudáveis ​​com outras responsabilidades durante o dia. Além disso, como o padrão de trabalho de Zuberi mostra, nem todas as partes de uma tarefa requerem o mesmo tipo de foco. Ao determinar quais partes de uma tarefa exigem suas horas mais produtivas, ela as aloca em horários em que é mais provável que não seja interrompida, o que dá a ela uma probabilidade maior de êxito. Aquecimento Uma vez que você encontra um período precioso de tempo para alocar um trabalho altamente focado, Sophie Leroy, professora de administração da Universidade de Washington Bothell, nos Estados Unidos, sugere que se preparar de antemão para esse intervalo de tempo pode ajudar a encontrar seu foco mais rápido. "Identifique a tarefa mais importante na noite anterior. Ao fazer a transição das responsabilidades não relacionadas ao trabalho na manhã seguinte, lembre a si mesmo no que você estará trabalhando quando se sentar", diz Leroy. "É como dirigir um carro. Você pode acelerar aos poucos até 100 km/h ou ir de 0 a 100 muito rápido. " Reservar um tempo metaforicamente para aquecer o motor e partir com um claro senso de direção oferece recompensas, ao contrário de se jogar e tentar descobrir tudo ao longo do caminho. Nausheen Shahzad, diretora-executiva do Centro de Neuropsicologia em Karachi, no Paquistão, uma clínica privada especializada em psicologia educacional e treinamento, compara o "aquecimento" a uma professora primária que inicia a aula pedindo ao alunos que cantem o abecedário. "O objetivo do aprendizado não é repassar o alfabeto. É recuperar aquele arquivo no cérebro relacionado à linguagem para que eles possam ser mais receptivos ao aprendizado", explica. Para alguns, as interrupções são parte da vida — portanto, aprender a antecipá-las pode ajudar ALAMY Essa 'ativação cerebral' também pode ser aplicável a adultos ocupados. "Digamos que você queira escrever uma ode às flores. Você pode começar a pensar nisso enquanto está lavando a louça", ressalta Shahzad. Clarear nossas mentes também nos ajuda a acessar a concentração profunda. Por isso, se as preocupações ou pensamentos perdidos persistirem, a neurocientista computacional Grace Lindsay, da University College London (UCL), no Reino Unido, recomenda fazer um rápido 'brain-dump' — algo tão simples quanto escrever em um bloco de notas ou até mesmo enviar um e-mail para si mesmo sobre tudo que está em sua mente. "Sabemos que não podemos manter muitas coisas em nossa mente ao mesmo tempo. Enquanto você está se concentrando em um trabalho profundo, minimize o número de coisas em sua mente. Não se conecte a todo o resto", sugere Lindsay, que também é autora do livro Models of the Mind. Plano de interrupções É claro que encontrar brechas para blocos ininterruptos de trabalho pode não coincidir com a hora do dia em que nos sentimos mais naturalmente produtivos, de acordo com nossos ritmos circadianos individuais. Isso significa que temos que tentar adaptar nosso ritmo natural ou começar uma tarefa difícil em um horário em que as interrupções são inevitáveis. Leroy, que estuda os impactos cognitivos e emocionais das interrupções, diz que uma estratégia é aceitar que as interrupções vão acontecer e, assim, reduzir sua capacidade de nos tirar do eixo. "Frustração, raiva, estresse e ansiedade são as respostas emocionais usuais a uma interrupção, e essas emoções negativas podem facilmente transbordar e dificultar o foco após uma interrupção, impedindo o progresso." "Ao aceitar [o fato de que as interrupções podem ocorrer] como nosso paradigma, nós atenuamos a probabilidade dessas emoções negativas ocorrerem. Nunca será algo do tipo: 'Oba! Fui interrompida', mas é uma abordagem muito pragmática ", diz ela. Leroy também desenvolveu e testou a intervenção 'Ready to Resume' ("pronto para retomar", em tradução literal) para lidar com a realidade das interrupções. A ideia, segundo ela, é "dar ao seu cérebro o que ele precisa para funcionar com eficácia em um contexto de interrupções frequentes". Quando se senta para trabalhar, ela deixa uma folha de papel sobre a mesa, justamente com potenciais interrupções em mente, para fazer um balanço rápido de onde estava na tarefa, e como espera retomar, antes de lidar com a interrupção. Ao testar a eficácia da abordagem em laboratório, Leroy descobriu que as pessoas demoravam muito pouco tempo — um minuto, ou até cinco segundos — para alcançar o fechamento cognitivo e desviar totalmente a atenção. Isso ajudou a evitar resíduos de atenção, uma divisão inútil de recursos cognitivos que ocorre quando os pensamentos relativos a uma tarefa anterior persistem e se intrometem na próxima. Tempos estranhos Vale a pena lembrar, no entanto, que embora seja possível extrair mais 'diamantes' do precioso tempo de trabalho profundo — e até mesmo usá-lo de forma mais eficaz —, em última análise, estes são tempos estranhos. A produtividade e o trabalho profundo podem ser muito diferentes dependendo da pessoa, profissão, posição, parte da tarefa em si — ou em uma pandemia. E, às vezes, pode não parecer muito glamouroso. O truque é mudar nossas expectativas sobre como pode ser nosso dia de trabalho e perceber que a produtividade e a criatividade não são processos padronizados. Porque, independentemente de como caminhamos rumo ao sucesso, todos nós podemos alcançar nossa própria versão do estado de desempenho ideal, mesmo quando estamos ocupados. Como diz Lindsay, "é incrivelmente diferente de pessoa para pessoa. Essa ideia de que você tem que encontrar a solução e que existe uma e é para sempre (...) nem sempre se alinha com a experiência de todos. Há muitas maneiras de ser bem-sucedido."

Até então, acreditava-se que o Fusarium verticillioides, um dos causadores da podridão vermelha, apenas se aproveitava das aberturas nas plantas, deixadas por uma lagarta, para infectar lavouras de cana. Broca da cana-de-açúcar adulta. O fungo Fusarium verticillioides manipula tanto este inseto, como a planta. Heraldo Negri de Oliveira Por muito tempo se acreditou que o fungo Fusarium verticillioides, um dos causadores da doença podridão vermelha, era apenas um oportunista, que se aproveitava das aberturas deixadas pelo ataque da lagarta da broca na cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) para infectar as plantas. Porém, uma pesquisa descobriu que o fungo manipula insetos e plantas para se reproduzir e disseminar pelos canaviais. É o que revela uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (USP). Os responsáveis pelo estudo são o entomólogo José Maurício Simões Bento e o geneticista Marcio de Castro Silva Filho, com colaboração da pós-doutoranda Flávia Pereira Franco, e dos doutorandos Amanda Carlos Túler e Diego Zanardo Gallan. “Neste trabalho, mostramos que os compostos voláteis produzidos pelas plantas de cana-de-açúcar infectadas pelo fungo atraem as mariposas livres da doença. Assim que a broca se torna adulta, como mariposa, o fungo é transmitido verticalmente para seus descendentes, que continuam o ciclo inoculando o fungo em plantas saudáveis”, diz Silva Filho. As mariposas que não foram contaminadas pelo fungo preferem depositar seus ovos em plantas infectadas, enquanto as mariposas portadoras do fungo preferem depositar seus ovos em plantas não-infectadas. Como o fungo ataca as plantas Fusarium verticillioides é um dos causadores da podridão vermelha Divulgação/Esalq-USP O fungo Fusarium verticillioides não age sozinho. Para conseguir infectar a planta, ele precisa, em primeiro lugar, infectar a broca da cana-de-açúcar, um inseto que é uma das principais pragas da cultura. A forma adulta da broca da cana é uma mariposa. Suas fêmeas procuram as plantas de cana para realizar a postura, ou seja, depositar seus ovos. O fungo pega carona. Dos ovos, surgem as lagartas que abrem orifícios no colmo (o caule) da cana. O entendimento anterior ao trabalho era que, pelos orifícios abertos pelas lagartas, ocorria a penetração dos fungos, considerados oportunistas. Lagartas abrem orifícios no colmo (o caule) da cana Heraldo Negri de Oliveira Já o estudo reescreve o processo de infestação dos canaviais pela dupla inseto-fungo. As lagartas disseminam o fungo no interior da planta, causando a podridão vermelha. “A mariposa coloca os ovos na planta, a lagartinha eclode, penetra no colmo (caule), cresce, se transforma em pupa e sai na forma de mariposa para colocar seus ovos em outras plantas", diz Silva Filho. Se, isoladamente, a broca causa estrago nos canaviais, sua associação com o fungo pode ser ainda mais devastadora, no que tange à produção de sacarose e etanol. “A associação da lagarta com o fungo é responsável por praticamente 100% das infecções. Sempre que tem broca, tem infestação do fungo,” explica Flávia Pereira Franco. Segundo Silva Filho, são frequentes os relatos de perdas de 50% a 70% da sacarose de colmos atacados simultaneamente pelo fungo e pela broca. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com 678 milhões de toneladas na safra 2019/2020, ou 40% do cultivo no mundo. É também o segundo produtor de etanol, com 35,6 bilhões de litros na safra 2019/2020. A maior parte da safra nacional de cana vai para a produção de etanol. Quanto maior a quantidade de sacarose na cana-de-açúcar, maior é a quantidade obtida de etanol ou de açúcar. Uma tonelada da cana produz, por exemplo, até 90 litros de etanol. Logo, qualquer redução na quantidade de sacarose na planta reflete numa quebra de safra na produção de etanol. Como o fungo manipula Os pesquisadores ainda não descobriram como o fungo faz para manipular inseto e as plantas. Mas conhecem seus efeitos. As plantas exalam naturalmente voláteis de diversos tipos. A contaminação pelo fungo faz com que a planta passe a exalar voláteis específicos, cuja função é atrair as mariposas sadias da broca até a planta para se infectarem pelo fungo. Plantas não infectadas não exalam tal volátil. “O inseto se comunica com a planta por meio desses compostos ou ‘cheiros’”, explica a agrônoma Amanda Carlos Túler. Reação das mariposas não infectadas Bento explica que a planta contaminada pelo fungo produz voláteis irresistíveis às fêmeas grávidas não infectadas. "O inseto que, normalmente não escolheria qual planta infectar, tem seu comportamento alterado. Serão estas plantas infectadas as escolhidas pelas fêmeas para depositar seus ovos,” afirma. Uma vez que os ovos eclodem, as lagartinhas que nascem serão infectadas pelo fungo ao penetrarem na planta. Quando as brocas se tornam adultas, na forma de mariposas, ao acasalar elas transmitem o fungo aos seus descendentes. Logo as futuras lagartas já estarão contaminadas. “Identificamos inicialmente o fungo no intestino das lagartas, no interior da pupa e na mariposa. A grande questão era saber se o fungo também passaria para os descendentes. Vimos que este fungo passa para a próxima geração dentro dos ovos depositados pelas mariposas,” explica o agrônomo Diego Zanardo Gallan. “Trata-se de um caso de transferência vertical, no qual o fungo passa a fazer parte do ciclo de vida da broca”, diz Flávia Franco. Fêmeas contaminadas Já as mariposas que foram contaminadas evitam realizar a postura nas plantas doentes, passando a buscar unicamente plantas sadias. “O fungo usa o inseto como vetor, ou seja, está manipulando tanto a planta quanto o inseto para se reproduzir e disseminar”, diz Bento. “A manipulação de plantas por microorganismos já foi demonstrada no caso de vírus e bactérias. O novo nessa história é que se trata de um fungo. É a primeira vez que isto é demonstrado! O que o inseto ganha com isto? Ainda não sabemos.” “Estabelecemos aqui um novo paradigma para a associação planta-inseto-fungo na cana-de-açúcar,” diz Bento. “O fungo manipula a lagarta. Ele precisa da lagarta para infectar a planta. O fungo é o maestro de uma orquestra. Ele controla a lagarta, a fêmea adulta e a planta!”, diz Silva Filho. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio
Em Três Pontas, no sul do estado, o cafeicultor Flávio Gomes deve ter uma quebra de 20% a 30% na safra pela falta de chuvas. Por outro lado, valor pago pela saca está acima de R$ 800. Clima prejudica colheita de café em MG, mas preço compensa produtor No sul de Minas Gerais, o clima prejudicou a colheita de café, que já está em um ano de bienalidade baixa, ou seja, período em que as plantas produzem menos. Assista a todos os vídeos do Globo Rural “Eu vou ter uma quebra de, em torno de 20 a 30%, pela falta de chuvas a florada foi prejudicada, o pegamento foi prejudicado", diz o cafeicultor de Três Pontas Flávio Gomes. Por outro lado, o preço pago ao produtor está compensando. O valor da saca está saindo acima de R$ 800. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural
A região mineira é chamada também de "o mar de montanhas do Brasil". Saiba mais sobre o juá, fruto espinhoso usado em geleia. De queijo refinado a purê de pinhão, conheça receitas tradicionais da Serra da Mantiqueira A Serra da Mantiqueira, localizada em Minas Gerais, é descrita pela geografia como o mar de montanhas do Brasil, repleta de rios com águas cristalinas. Em seu ecossistema, encontram-se diversas riquezas, como as árvores nativas. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Atualmente existe na região apenas 2% da quantidade original das araucárias. Isso porque, no passado, elas foram derrubadas maciçamente. De queijo refinado a purê de pinhão, conheça receitas tradicionais da Serra da Mantiqueira É a partir dessa espécie que nasce a pinha, que é fundamental também para a composição alimentar da região ao longo de sua história. Há também o pé de gabiroba, por exemplo, que pode chegar a quase 12 metros de altura. As duas árvores podem ser encontradas na fazenda de José Carlos Lacombe Scarpa, que decidiu replantar a flora nativa no lugar dos pastos que tomavam conta da área. Além das árvores, a Serra da Mantiqueira é marcada pela produção de queijo, passada por gerações, e de frutas diferenciadas, como o juá, usado para fazer geleia. Mais do que uma semente Uma das árvores mais populares da região é a araucária. Ela leva cerca de 2 anos para se desenvolver, mas, quando amadurece, gera cerca de 100 pinhões. Devido a esta fartura, suas sementes se tornaram uma comida tradicional, servindo, inclusive, como o alimento principal da refeição. O pinhão foi usado no sustento de povos ancestrais, alimentou os bandeirantes, pioneiros e escravos. Rico em carboidrato em mais de 50% de sua composição, ele possui também muita fibra. Com isso, pode ser usado para fazer pão, bolo, rocambole, pudim, tortinhas e várias outras comidas. Uma das invenções culinárias com este ingrediente é o purê de pinhão, criado pela trabalhadora rural Maria Inês Ribeiro. Ela conta que o preparo começa ainda na retirada da semente, em que ela passa uma faca afiada na horizontal do fruto já fervido e, assim, tira o pinhão cortado da casca, colocando-o em seguida no liquidificador. Aí é só acrescentar leite aos poucos e temperar. Aprenda a preparar a farofa de pinhão Além de ser um alimento de temporadas específicas, como a quaresma e as festas juninas, com as técnicas corretas de armazenagem, o pinhão pode ser usufruído o ano inteiro. É isso que Maciel dos Santos, que trabalha na fazenda de José, faz. Ele guarda as sementes com areia seca em um tambor de plástico. Deste modo, o fruto fica conservado por até um ano. Até as cascas do pinhão podem ser aproveitadas, virando palha para acender fogo. De pai para filho O queijo também é uma herança cultural na Serra da Mantiqueira. Na família de João Antonio Nogueira Filho, a produção deste alimento é passada há 9 gerações. Tudo começou com o seu “sétimo avô”, que chegou no Sul de Minas em 1938. No antigo casarão da família, ainda do século XIX, os queijos artesanais são refinados e armazenados em uma temperatura de cerca de 14° C. João conta que desenvolveu a própria técnica para a produção de seus queijos. Para obter um produto melhor, ele opta por trabalhar com vacas mestiças, que se alimentam de milho triturado e não de ração comprada, destaca. O produtor afirma que, com essa dieta, ele percebeu que o leite fica mais sólido, o que o permite economizar no preparo, sendo necessário menos de um litro de leite para um quilo de queijo. Ele também conta que o produto fica mais saboroso, se tornando mais adocicado e espesso. Além disso, João explica que o fermento é fundamental para um leite de qualidade. Ele também usa soro de coalhadas anteriores, que contém cepas selvagens. “A gente vai inocular micro-organismos que têm o papel fundamental na defesa desse leite contra patógenos e contaminação no geral e também vão dar complexidade para esse queijo que vai para a prateleira”, diz. Para descansar, cada queijo tem o seu cômodo. Os de casca mais dura ficam nas câmaras do térreo, para o porão vão os de massa mole, extragordos, onde desenvolvem casca mofada por terem mais umidade. Ao todo, o portfólio da queijaria conta com 7 tipos. No início da pandemia, a fazenda teve queda nas vendas, mas, um tempo depois, os empórios, que são os maiores clientes, se adequaram para o delivery e a empresa deixou de levar prejuízo. Além da questão financeira, a família inteira pegou Covid-19, mas nenhum caso foi grave e todos já passam bem. Fruta espinhosa Outro alimento tradicional da região é uma frutinha chamada juá, usada para produzir geleia. Conhecida também como juá-vermelho e juá-de-capote, ela tem espinhos no tronco, nos galhos, nos ramos, em cima e embaixo da folha, em volta da flor, e no capucho que lhe dá colo. Parte das chamadas PANCS (Plantas Alimentícias não Convencionais), o juá não pode ser confundido com o juá bravo, chamado de juá melancia ou mata-cavalo, que é tóxico. As duas frutas pertencem à mesma família, as solanáceas, tendo uma flor que é igual à da batata, da berinjela, do tomate e do fisális. O casal Fábio Araújo e Rosângela Ribeiro ensina como obter a tradicional geleia de juá. Para isso, basta levar a fruta ao fogo junto ao açúcar, um pouco de maçã, caldo de limão e cachaça. O resultado é uma cor ardente, com textura aveludada e um aroma que perfuma a casa inteira. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural
Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Fábrica fatura R$ 250 mil ao mês com malas feitas de garrafas pet recicladas Kameleon Bags Rua Portuguesa, 258 - 3º andar, Vila Endres Guarulhos/SP - CEP: 07041-050 Telefone: (11) 2413-5266/ (11) 95224-5008 Site: http://kameleonbags.com/ E-mail: [email protected] Facebook: https://www.facebook.com/kameleonbag Instagram: https://www.instagram.com/kameleonbags/ Veja a reportagem: Startup ajuda empresários a criar programas de treinamento online Studio EAD Av. Industrial, 1680 - Jardim Santo André/SP - CEP: 09080-501 Site: https://www.studioead.com.br/ E-mail: [email protected] Padaria Brasileira Rua Regente Feijo 325 – Vila Assunção Santo André/SP - CEP: 09030-000 Telefone : (11) 4990-4142 Site: http://www.padaria.brasileira.com.br/ Instagram: https://www.instagram.com/padariabrasileira/ Facebook : padariabrasileira Veja a reportagem: Empresário cria "café sólido" e vende mais de 1 milhão de unidades em um ano Cafene Innova Rua Coronel Conrado Siqueira Campos, 130 – Brooklin Telefone: (11) 3834-5000 E-mail: [email protected] Site: www.cafedecomer.com.br Facebook: https://www.facebook.com/bitcoffee.cafe Instagram: https://instagram.com/bitcoffee.cafe Dona Deola Telefone: (11) 3873-3933 E-mail: [email protected] Site: https://www.donadeola.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/padariadonadeola/ Instagram: https://instagram.com/donadeola Cafezal Urbano Projeto do Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, e Nescafé Origens do Brasil. Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana São Paulo - SP, CEP: 04014-002 E-mail: [email protected] Site: http://www.biologico.sp.gov.br/ Veja a reportagem: Plataforma conecta universidades que oferecem bolsas a alunos que não podem pagar os estudos Amigo Edu Av. Paulista, 2028 - 13 andar - Bela Vista São Paulo/SP - CEP: 01310-200 Telefone: 0800 780 8099 Site: amigoedu.com.br E-mail: [email protected] Rede social: https://www.facebook.com/amigoeduoficial/ Universidade Cruzeiro do Sul Site: https://www.unicid.edu.br/ Instagram: https://www.instagram.com/acruzeirodosul/ Veja a reportagem: Vovô crocheteiro fatura R$ 3,5 mil por mês com vendas de bonecas inclusivas João Stanganelli Júnior Rua Zenovia Cioban, 273 - Planejada 1, Bragança Paulista-SP – CEP: 12922-120 Telefone: (11) 97581-2697 E-mail: [email protected] Instagram: https://www.instagram.com/joaostanganelli/ https://www.instagram.com/espaco_croches_da_lena/ Empório das Lãs Rua Gil Eanes, 713 - Campo Belo, São Paulo/SP, CEP: 04601-042 Telefone: (11) 5531-3086 WhatsApp: (11) 98203-6688 E-mail: [email protected] Site: www.EmporiodasLas.com.br Facebook: @emporiodaslas Instagram: @emporiodaslas AMPRO - Associação de Marketing Promocional Av Paulista, 171 - Paraíso São Paulo/SP - CEP: 01311-904 Telefone: (11) 3815-9998 WhatsApp: (11) 95072-3029 Site: www.ampro.com.br E-mail: [email protected] Redes Sociais: amprooficial Veja a reportagem: Empresária lança marca de biquínis com estampas étnicas e viraliza Loja Tudo Afro Whatsapp: (21) 98747-0745 / (21) 98952-8958 E-mail: [email protected] Instagram:@tudoafroloja Facebook: https://www.facebook.com/lojatudoafro
Até o ano passado, grão produzido no cerrado maranhense tinha dois destinos: mercado externo e granjas e indústrias do Nordeste. Produtores de milho do MA abrem mercado no Sul e Sudeste A previsão para os próximos meses ainda é de chuva abaixo da média em boa parte do país. E a queda na produção de milho provocada pela seca abriu um novo mercado para agricultores do Nordeste. Tem milho do Maranhão abastecendo as granjas do Sul e Sudeste. Até o ano passado, o grão produzido no cerrado maranhense tinha dois destinos: mercado externo e granjas do Nordeste. Assista a todos os vídeos do Globo Rural "Muitos agricultores este ano estão tirando vantagens de preços melhores no outro extremo do país", diz o produtor Sidney Pereira, de Balsas (MA). Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural
Em uma fazenda em Monte Alegre de Minas, por exemplo, o planejamento teve que ser alterado e o confinamento foi antecipado. Seca impacta pecuária no Triângulo Mineiro A seca está impactando a pecuária do Triângulo Mineiro. Em uma fazenda em Monte Alegre de Minas, por exemplo, o planejamento teve que ser alterado. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Os animais que estavam no pasto foram remanejados para o confinamento, um movimento normal que acontece em função do período de estiagem, mas que, neste ano, precisou ser antecipado diante do baixo volume de chuvas. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural
Baixe o material de forma gratuita. Cartilha orienta como se prevenir do coronavírus na colheita de café Começou a colheita de café e aumenta a preocupação com as medidas de combate ao coronavírus. A cartilha abaixo traz orientações sobre como se prevenir neste período. É um material do Conselho Nacional do Café e da Emater-MG. Tem dicas para evitar o contágio no trabalho de campo e também nos alojamentos. Baixe a cartilha aqui. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural
No verão, o faturamento mensal chegou a ultrapassar R$ 10 mil. Desafio agora é manter os ganhos sem depender dos movimentos sazonais. Empresária lança marca de biquínis com estampas étnicas e viraliza O empreendedorismo por necessidade bateu na porta da Francielly Moysés, em julho do ano passado. Em três meses, ela criou a linha de biquínis, que chegou ao mercado em setembro de 2020. E quando a Francielly começou a divulgação nas redes sociais levou um susto, mas um susto bom. Uma ativista fez uma publicação sobre a marca, que viralizou e as vendas dispararam. "O biquini em estampa afro era uma coisa pouco vista no mercado, tanto em sites, shoppings... A gente vai e não encontrar biquínis em estampas étnicas", diz a empresária. A Francielly ganhou o reforço de sua irmã, Fabiele Moysés. Um desafio foi encontrar novos fornecedores para acelerar a produção. Mais de 600 biquinis foram vendidos em quase um ano de atividade. No verão, o faturamento mensal chegou a ultrapassar R$ 10 mil. E logo veio a preocupação sobre como manter a receita durante o outono e o inverno. Fizeram uma pesquisa de mercado, e entraram também na moda fitness com estampas étnicas. A lista de metas para esse ano já está feita: abrir uma loja física, vender no atacado e apostar em novos públicos. “Em breve teremos sunga e a moda infantil”, diz Fabiele. Francielly, com o apoio da irmã, sonha tornar a marca referência no universo da moda. E tornar a mulher negra a protagonista da sua história. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Loja Tudo Afro Whatsapps: (21) 98747-0745 / (21) 98952-8958 E-mail: [email protected] Instagram:@tudoafroloja Facebook: https://www.facebook.com/lojatudoafro
Empreendedor fatura, em média, R$ 3.500 por mês com vendas de brinquedos artesanais no Brasil e até nos Estados Unidos. Vovô crocheteiro fatura R$ 3,5 mil por mês com vendas de bonecas inclusivas Idade não é limite para se reiventar e se manter ativo. João Stanganelli, conhecido vovô crocheteiro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, criou um novo negócio em 2016, após sofrer um infarto e se interessar pela atividade manual durante a recuperação. Com persistência para aprender, ele fez uma boneca para sua neta. Mas ela fez um pedido especial: queria que ele colocasse manchas de vitiligo — doença que Stanganelli tem — no brinquedo para ela se lembrar do avô do jeito que ele realmente é. Quando a boneca ficou pronto, a filha do vovô crocheteiro postou uma foto nas redes sociais e foi um sucesso. Surgiu, então, a ideia de fazer bonecas inclusivas, com todos os tipos de deficiência, de todas as cores, raças e gêneros. ô é. Aí ,eu comecei a colocar as manchas do vitiligo.”aa Quando o boneco ficou pronta, a filha do vovô crocheteiro postou uma foto nas redes sociais e foi um sucesso. Surgiu, então, a ideia de fazer bonecas inclusivas, com todos os tipos de deficiência, de todas as cores, raças e gêneros. Empreendedor se formalizou como microempreendedor individual e já produziu mais de 200 bonecas. A divulgação é feita pelo Instagram e pelo Facebook e 70% das vendas são para fora do Brasil, como os Estados Unidos. O faturamento é, em média, de R$ 3.500 por mês. João Stanganelli Júnior Rua Zenovia Cioban, 273 - Planejada 1 Bragança Paulista-SP – CEP: 12922-120 Telefone: (11) 97581-2697 E-mail: [email protected] Instagram: https://www.instagram.com/joaostanganelli/ https://www.instagram.com/espaco_croches_da_lena/ Empório das Lãs Rua Gil Eanes, 713 - Campo Belo São Paulo/SP, CEP: 04601-042 Telefone: (11) 5531-3086 WhatsApp (11) 98203-6688 E-mail: [email protected] Site: www.EmporiodasLas.com.br Facebook: @emporiodaslas Instagram: @emporiodaslas AMPRO - Associação de Marketing Promocional/ Live Marketing Av Paulista, 171 - Paraíso São Paulo/SP - CEP: 01311-904 Telefone (11) 38159998 ou WhatsApp (11) 950723029 Site: www.ampro.com.br Email: [email protected] Redes Sociais: amprooficial
Startup Amigo Edu foi lançada no ano passado e já fez parcerias com mais de 300 faculdades privadas em todo país. Plataforma conecta universidades que oferecem bolsas a alunos que não podem pagar os estudos Como muitos brasileiros, a estudante Adriana Gonçaves Dias estava correndo atrás do sonho do diploma em um curso superior. Mas ela tinha uma barreira no caminho: conseguir pagar as mensalidades. A solução veio por meio de uma plataforma que une universidades que oferecem bolsas a alunos interessados. Com a tecnologia, ela conseguiu 80% de desconto para o curso de administração. O Amigo Edu foi lançada no ano passado, pela startup do empresário Beto Dantas que fez parcerias com mais de 300 faculdades privadas em todo país. O desconto na mensalidade é definido pela universidade e varia de 10% a 80%. Juliana Oliveira é gerente de contas de uma universidade em São Paulo, que oferece mais de 20 mil bolsas na plataforma. Ela diz que ter novas maneiras de captar aluno são sempre bem-vindas. Com a parceria, a startup fatura ao ficar com o valor referente a primeira mensalidade do aluno no curso. Amigo Edu Av. Paulista, 2028 - 13 andar - Bela Vista São Paulo/SP - CEP: 01310-200 Telefone: 0800 780 8099 Site: amigoedu.com.br E-mail: [email protected] Rede social: https://m.facebook.com/amigoeduoficial/ Universidade Cruzeiro do Sul Site: https://www.unicid.edu.br/ Instagram: https://www.instagram.com/acruzeirodosul/
O gosto é o mesmo de um cafezinho, só que em vez de beber, a pessoa come; investimento foi de R$ 1,5 milhão. Empresário cria "café sólido" e vende mais de 1 milhão de unidades em um ano O empresário Alexandre Pregnaca levou três anos e investiu R$ 1,5 milhão para chegar à fórmula do "café sólido", lançado em abril do ano passado. O café vem de Minas Gerais até uma fábrica em Vila Velha, no Espírito Santo, onde é torrado, moído e processado com gordura vegetal. O gosto é o mesmo de um cafezinho, só que em vez de beber, a pessoa come. Em um ano, vendeu mais de 1 milhão de unidades. “É uma massa que a gente consegue processar diretamente do grão de café arábica, preservando além de todo o aroma e sabor, toda a oferta nutricional do grão de café”, diz Pregnaca. São três sabores: expresso, capuccino e café com leite, com ou sem açúcar. O preço para o cliente sai a R$ 7,50 a caixinha com dez unidades e também tem o creme de café. A embalagem é de papelão reciclado e parte do faturamento vai para compensação ambiental. As vendas são pelo e-commerce e em mais de 200 pontos na região Sul e Sudeste. “O segundo semestre a gente amplia isso para as demais regiões do Brasil e também já estamos em andamento com as negociações de exportação tanto para Europa, Estados Unidos e Ásia”, estima. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Cafene Innova Rua Coronel Conrado Siqueira Campos, 130 – Brooklin Telefone: (11) 3834-5000 E-mail: [email protected] Site: www.cafedecomer.com.br Facebook: https://www.facebook.com/bitcoffee.cafe Instagram: https://instagram.com/bitcoffee.cafe Dona Deola Telefone: (11) 3873-3933 E-mail: [email protected] Site: https://www.donadeola.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/padariadonadeola/ Instagram: https://instagram.com/donadeola Cafezal Urbano Projeto do Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, e Nescafé Origens do Brasil. Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana São Paulo - SP, CEP: 04014-002 E-mail: [email protected] Site: http://www.biologico.sp.gov.br/
Empresa cobra de R$ 10 mil a R$ 20 mil por projeto e mede o desempenho de quem participa das aulas online. Startup ajuda empresários a criar programas de treinamento online Com 600 colaboradores em nove unidades, uma rede de padarias precisou apostar no treinamento online durante a pandemia do coronavírus. Segundo o neto do fundador Antonio Henrique Júnior, o grande desafio é garantir que em todas as lojas o pãozinho tenha o mesmo sabor e também o bom atendimento. Com a necessidade de manter o distanciamento social, a padaria implantou uma plataforma para oferecer as capacitações online. O empresário Murilo Nocêra conta que sua empresa de digitalização de cursos ganhou 25 novos clientes desde o início da pandemia. “Aumentou bastante, tanto a procura por novos clientes para entrar nesse meio de ensino a distância, como os próprios clientes atuais, que solicitaram o desenvolvimento de mais cursos interativos. E nosso faturamento também aumento consideravelmente, cerca de 40%", afirma Nocêra. Para transformar conteúdos em cursos online, com vídeos animados, áudio e interação, o empresário cobra de R$ 10 mil a R$ 20 mil por projeto. A startup também tem uma ferramenta que mede o desempenho de quem participa das aulas online. A taxa para a implantação é de R$ 6 mil e a mensalidade varia de R$ 1,3 mil a R$ 5 mil reais, de acordo com o número de usuários. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Studio EAD Av. Industrial, 1680 - Jardim Santo André/SP - CEP: 09080-501 Site: https://www.studioead.com.br/ E-mail: [email protected] Padaria Brasileira Rua Regente Feijo 325 – Vila Assunção Santo André/SP - CEP: 09030-000 Telefone : (11) 4990-4142 Site: http://www.padaria.brasileira.com.br/ Instagram: https://www.instagram.com/padariabrasileira/ Facebook : padariabrasileira
Empresa espera triplicar faturamento com exportação de produtos para Europa e Estados Unidos. Fábrica fatura R$ 250 mil ao mês com malas feitas de garrafas pet recicladas A pandemia derrubou não só as viagens, mas as vendas de uma empresa que há 10 anos consertava malas, a Kameleon Bags. O jeito foi dar a volta por cima e investir num antigo projeto: o de fabricar malas com garrafas pet recicladas. O apelo ecológico salvou a empresa dos sócios Luciano Pereira, Marco Pereira e Fabio Carleto. Eles estão vendendo mais de 800 malas, mochilas e bolsas por mês, tudo de plástico reciclável. No ano passado, eles investiram no desenvolvimento e na patente dos produtos. A matéria-prima chega em chapas, que são moldadas por calor numa máquina, criada pela fábrica. O produto ganha mercado, na resistência. A empresa também aposta em outros atrativos de venda, como uso de estampas com personagens famosos licenciados. E na exclusividade: o cliente pode personalizar sua mala. Esse ano, a empresa fechou um contrato de licenciamento com o Comitê Olímpico Internacional. A fábrica fatura R$ 250 mil ao mês, mas prevê triplicar o valor com a exportação para a Europa e Estados Unidos. “Além das malas, que a gente vende hoje, a gente também desenvolveu outros produtos, como bolsinhas, sholders bags, e mochilas, que têm um uso mais cotidiano", detalhou Pereira. A empresa também aposta em outros atrativos de venda, como uso de estampas com personagens famosos licenciados, e na exclusividade, uma vez que o cliente pode personalizar sua mala. Esse ano, por exemplo, a empresa fechou um contrato de licenciamento com o Comitê Olímpico Internacional. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Kameleon Bags Rua Portuguesa, 258 - 3º andar, Vila Endres Guarulhos/SP - CEP: 07041-050 Telefone: (11) 2413-5266/ (11) 95224-5008 Site: http://kameleonbags.com/ E-mail: [email protected] Facebook: https://www.facebook.com/kameleonbag Instagram: https://www.instagram.com/kameleonbags/

Apesar das pessoas chamarem de raiz, o gengibre é um rizoma, um tipo de caule que cresce debaixo da terra. Produtores colhem safra de gengibre em Tapiraí Reprodução/TV TEM Quem vem para Tapiraí (SP) logo nota o relevo acidentado e o clima ameno. O município está no alto da Serra de Paranapiacaba. Na agricultura, o que chama a atenção é o cultivo de uma planta de origem oriental e presente em diferentes pratos e bebidas: o gengibre, que é fonte de renda para muitas famílias. Francisco é um dos 50 produtores de gengibre de Tapiraí e trabalha dentro da agricultura familiar. Ele cultiva em uma área arrendada de quatro hectares e colhe 30 toneladas de gengibre por mês. Agricultores como Francisco ajudam a fazer do município o maior produtor de gengibre do estado. Tapiraí é responsável por mais da metade da colheita em São Paulo. Uma produção considerada de baixo custo e que pode ser feita em pouco espaço. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 13/06/2021) Produtores colhem safra de gengibre em Tapiraí Apesar das pessoas chamarem de raiz, o gengibre é um rizoma, um tipo de caule que cresce debaixo da terra. Ele pode ficar por anos no local, por isso os produtores não têm pressa para colher. Isso ajuda a ter renda em diferentes períodos e a aproveitar os melhores momentos do mercado. Como a plantação é feita em morros, as máquinas só são usadas na preparação da terra. No plantio e na colheita, o trabalho é manual e cuidadoso. O plantio é feito sempre em setembro. A caixa com 10 quilos está saindo por R$ 40, mas, em alguns períodos do ano, chega a ficar bem mais cara. Por esse e outros motivos, a família é defensora incondicional do gengibre. Além das qualidades culinárias, ele é apontado como um bom alimento para quem preza pela saúde. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo VÍDEOS: veja as reportagens do programa

Tudo começou na década de 80, quando a dona da fazenda, Maria Cecília, comprou as primeiras búfalas pensando em dar um leite saudável para os filhos. Fazenda de búfalas foca na produção de leite e derivados em São Paulo Reprodução/TV TEM A produção de leite e derivados de búfala é uma aposta da fazenda Rio Pardo, no município de Bocaina (SP). O Nosso Campo mostra uma história muito bacana e curiosa do local. Tudo começou na década de 80, quando a dona da fazenda, Maria Cecília, comprou as primeiras búfalas pensando em dar um leite saudável para os filhos. Com o passar dos anos, a matriarca da família decidiu testar receitas de queijos com o leite produzido na fazenda. Quando a família se deu conta do sucesso, investiu na criação de búfalas e montou um laticínio. Hoje são mais de 500 animais. Antigamente, as anotações sobre a ordenha eram feitas em uma lousa e agora elas acessam as informações detalhadas pelo celular. As búfalas ficam semi confinadas, são tratadas com muito cuidado e recebem uma alimentação baseada em uma dieta rica em nutrientes. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 13/06/2021) Fazenda de búfalas foca na produção de leite e derivados em São Paulo A ordenha é feita duas vezes por dia, de segunda a segunda. Mas, antes de tirar o leite, as búfalas que chegam a pesar mais de meia tonelada tomam banho, ficam alguns minutos descansando e são colocadas em fila. São 12 de cada vez e o tempo médio para retirar o leite é de 30 minutos. O ambiente é muito tranquilo e os animais se acalmam com o som colocado especialmente para o rebanho. São músicas de rock em versão clássica. Hoje quem toma conta do negócio da família são as filhas da Maria Cecília, Mariana e Veridiana. Elas, que sabem desde pequenas o bem que faz para a saúde o leite de búfala, tomaram a frente do negócio e hoje tocam também o laticínio, que produz mais de 10 tipos de queijos nobres. Além de fazer sucesso com os queijos de qualidade, a fazenda também cria e vende búfalos. Os queijos estão no cardápio diário da família e este momento é o mais especial para essa super mãe, empreendedora e visionária. Acesse + | TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo VÍDEOS: veja as reportagens do programa

Seca deste ano pegou todo mundo de surpresa e o sentimento é de tristeza. Estiagem seca córregos e nascentes no interior de SP Reprodução/TV TEM A paisagem mudou bastante no sítio que fica no município de Ibirá (SP). A estiagem dos córregos e represas tem preocupado a zona rural. Nascida e criada no sítio, a dona Leonice sabe bem como a chuva é necessária não só para o bem das culturas, mas também para a própria natureza. O problema é que a estiagem deste ano pegou todo mundo de surpresa e o sentimento é de tristeza. A falta de chuva secou uma nascente de água. Era uma mina farta e agora só sobrou o caminho por onde a água passava, não dá mais para caminhar e molhar os pés. Em Guapiaçu (SP), a nascente de água que abastece uma chácara também está secando. Com isso, a represa já ficou comprometida e o nível está baixando muito rápido. Para não deixar secar, o dono está colocando água do poço artesiano na represa. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 13/06/2021) Estiagem seca córregos e nascentes no interior de SP Para um professor da escola superior de agricultura, o interior de São Paulo já vinha sofrendo com chuvas cada vez mais escassas no ano passado e a seca deste ano só agravou a situação. Agora, está entrando no período mais seco do ano, que é o inverno. A expectativa é de que a chuva possa voltar só a partir de setembro. José também está esperando pela chuva. Ele tem um sítio em São João das Duas Pontes (SP), onde planta banana, abóbora, tangerina, limão e maçã. Essa seca pede irrigação, mas o problema é que também está falando água na propriedade. O córrego que passa pelo sítio praticamente secou. A esperança é de que a chuva traga alívio para o local. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo VÍDEOS: veja as reportagens do programa

Líderes querem usar reunião para mostrar que as democracias mais ricas podem oferecer uma alternativa à crescente influência asiática. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, e o presidente da França, Emmanuel Macron, participam de reunião bilateral durante a cúpula do G7 Ludovic Marin/AFP O G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo, procurou neste sábado (12) conter a crescente influência da China, oferecendo a nações em desenvolvimento um plano de infraestrutura que rivalizar com uma iniciativa do presidente Xi Jinping. O G7, cujos líderes estão se reunindo no sudoeste da Inglaterra, tem buscado uma resposta comum à crescente ofensiva da China, em ascensão econômica e militar nos últimos 40 anos. O presidente dos EUA, Joe Biden, e outros líderes do G7 esperam que seu plano forneça uma parceria de infraestrutura para ajudar a estreitar os US$ 40 trilhões de dólares necessários para as nações em desenvolvimento até 2035, disse a Casa Branca. "Não se trata apenas de confrontar ou enfrentar a China", disse um alto funcionário do governo Biden. "Mas até agora não oferecemos uma alternativa positiva que reflita nossos valores, nossos padrões e nossa maneira de fazer negócios." O G7 e seus aliados usarão a iniciativa para mobilizar capital do setor privado em áreas como clima, saúde e segurança sanitária, tecnologia digital e equidade e igualdade de gênero, acrescentou a Casa Branca. Não ficou imediatamente claro como exatamente o plano funcionaria ou quanto capital ele alocaria no final. O plano da China, que Xi lançou em 2013, envolve iniciativas de desenvolvimento e investimento que se estenderiam da Ásia à Europa e além. Mais de 100 países assinaram acordos com a China para cooperar em projetos como ferrovias, portos, rodovias e outras infraestruturas. Críticos dizem que o plano de Xi de criar uma versão moderna da antiga rota comercial da Rota da Seda para ligar a China à Ásia, Europa e além é um meio de expandir a China comunista. Pequim diz que isso reflete a "ressaca imperial" de muitas potências ocidentais, que humilharam a China durante séculos. Os líderes do G7 — EUA, Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, França e Japão — querem usar sua reunião no balneário de Carbis Bay para mostrar que as democracias mais ricas podem oferecer uma alternativa à crescente influência da China. O surgimento da China como potência global é tido como um dos eventos geopolíticos mais relevantes dos últimos tempos após a queda da União Soviética em 1991, que pôs fim à Guerra Fria. A China em 1979 tinha uma economia menor do que a da Itália, mas depois de se abrir ao investimento estrangeiro e introduzir reformas de mercado, tornou-se a segunda maior economia do mundo e é líder global em uma série de novas tecnologias. Como parte do plano do G7, os EUA trabalharão para complementar o financiamento de desenvolvimento existente e "catalisar coletivamente centenas de bilhões de dólares em investimentos em infraestrutura", disse a Casa Branca.

Leilão foi encerrado sete minutos após abertura; identidade do vencedor não foi divulgada. Inauguração do Blue Origin está prevista para o próximo mês. Jeff Bezos, fundador da Blue Origin, dentro de cápsula New Shepard Reuters Uma vaga para acompanhar o bilionário Jeff Bezos em uma viagem espacial saiu por US$ 28 milhões durante um leilão ao vivo neste sábado (12), concluindo o processo de licitação para a inauguração do Blue Origin no próximo mês. Quatro minutos após a abertura do leilão de telefones ao vivo no sábado, os lances ultrapassaram US$ 20 milhões. O leilão foi encerrado sete minutos após abertura — a identidade do vencedor não foi divulgada. O voo automatizado será o 16º da empresa, mas será o primeiro com humanos a bordo. O lançamento, em 20 de julho, pelo sistema New Shepard da Blue Origin, no oeste do Texas (EUA), será um momento importante, uma vez que empresas dos EUA se empenham em uma nova era de viagens espaciais comerciais privadas. Antes da viagem, os passageiros terão de consultar um médico sobre suas condições de saúde para voar em um New Shepard. Além disso, precisam suportar forças gravitacionais de até 5,5 vezes o seu peso normal durante a descida e três vezes o peso por até dois minutos na subida. Por conta dos riscos, os viajantes deverão assinar um termo para reconhecer os riscos de uma viagem espacial. New Shepard opera em uma zona desértica do Texas Blue Origin via BBC O fundador da Blue Origin e executivo da Amazon.com Inc, Bezos, o homem mais rico do mundo e um entusiasta do espaço ao longo da vida, tem competido contra seus companheiros aspirantes a bilionários aeronautas Richard Branson e Elon Musk para ser o primeiro dos três a viajar além da atmosfera da Terra. “Ver a Terra do espaço muda você. Muda sua relação com este planeta, com a humanidade”, disse Bezos, em um vídeo antes do leilão final, acrescentando que seu irmão Mark se juntará a ele na viagem. Como o processo de licitação de um mês que conduziu ao leilão ao vivo foi encerrado na quinta-feira (10), o valor vencedor foi de US$ 4,8 milhões, alimentado por inscrições de mais de 6 mil pessoas de pelo menos 143 países, disse a Blue Origin. "Colocar o homem mais rico do mundo e uma das figuras mais reconhecidas dos negócios no espaço é uma propaganda massiva do espaço como um domínio para exploração, industrialização e investimento", disse Adam Jonas, analista do Morgan Stanley, a clientes no início deste mês.
O programa vai à Serra da Mantiqueira mostrar uma produção artesanal de queijo e os usos culinários do pinhão e do juá-de-capote. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (13/06/2021) O Globo Rural deste domingo (13) visita a Serra da Mantiqueira para mostrar uma produção artesanal de queijo e os usos culinários do pinhão e do juá-de-capote. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda a pecuária e a colheita de café em Minas Gerais, novos mercados dos produtores de milho do MA e muito mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h20. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural

Apple e Google anunciaram mudanças na interface e novos recursos para os softwares dos smartphones. Confira os detalhes e quando as atualizações chegarão nos aparelhos. iOS 15 ganhou SharePlay, Texto ao Vivo e mudanças nas notificações. Divulgação/Apple Todos os anos a Apple e o Google demonstram as novas versões dos seus sistemas operacionais para celulares, o iOS e o Android, respectivamente. A fabricante do iPhone anunciou suas novidades na última terça-feira (7) em sua conferência global para desenvolvedores (WWDC, na sigla em inglês). O Google, por sua vez, fez a sua apresentação em 18 de maio, durante o Google I/O. Confira todas as novidades do iOS 15 e do Android 12: iOS 15 A nova versão do sistema do iPhone já está disponível na versão de testes para desenvolvedores, mas, a Apple informou que a versão estável só será liberada no outono do hemisfério Norte, isto é, entre setembro e dezembro (veja ao fim da reportagem quais celulares serão compatíveis). Novas notificações As notificações do iOS 15 foram redesenhadas: elas passarão a exibir fotos de quem enviou uma mensagem e ícones maiores de aplicativos. Novo sistema de notificações do iOS 15. Divulgação/Apple O sistema também terá uma coletânea de notificações que considera de pouca urgência. Ela é entregue uma só vez de manhã ou à noite – serviços de mensagens continuarão alertando em tempo real. Foco O modo Foco é uma tentativa da Apple de reduzir distrações de acordo com o momento do dia. Funcionará como uma espécie de "perfil de uso": será possível configurar o modo de trabalho e o modo pessoal, por exemplo. Ao alternar entre os perfis, o celular vai bloquear notificações de determinados apps e priorizar de outros. Modo Foco do iOS 15. Divulgação/Apple A tela inicial também poderá ser configurada de forma personalizada, com aplicativos de trabalho na primeira página durante o expediente, por exemplo. O iOS irá sugerir o modo Foco automaticamente com base nos horários pessoais, de trabalho e de dormir. O perfil de uso selecionado poderá ser sincronizado entre todos os aparelhos da Apple. FaceTime O FaceTime, serviço de videochamadas da Apple, vai ficar mais aberto: usuários do Windows ou do Android poderão entrar nas ligações. Até agora, a ferramenta era restrita para quem tinha produtos da empresa. FaceTime poderá ser acessado pelo navegador no Windows e no Android. Reprodução Os usuários de iPhone ou de outros dispositivos da Apple poderão enviar o link da chamada para outros participantes, como já acontece com ferramentas como o Google Meet e Zoom. O FaceTime também terá opções para melhorar a qualidade de áudio e para desfocar o fundo da imagem. SharePlay Função SharePlay no iOS 15. Divulgação/Apple O serviço de chamadas da Apple ganhou ainda o SharePlay, que permitirá assistir séries e vídeos simultaneamente com amigos que também tiverem um iPhone (ou iPad ou Mac). Quem estiver assistindo pode pausar, avançar ou voltar e o outro participante ficará sincronizado. Texto ao Vivo O iOS 15 ganhou recursos de inteligência artificial que se assemelham ao do Google Lens, aplicativo do concorrente. Ferramenta no iOS 15 vai permitir copiar texto de foto. Divulgação/Apple Ao acessar as fotos no rolo da câmera, será possível tocar e segurar sobre um objeto para obter informações como a raça de um cachorro ou a localização de um estabelecimento. Esse recurso também permitirá copiar da foto um texto escrito à mão. Outras novidades O navegador Safari vai liberar um novo visual; O aplicativo Notas permitirá criar hashtags para categorias e marcar outros usuários; O aplicativo Fotos tem nova interface e integração com Apple Music para criar automaticamente vídeos com colagens; O aplicativo de e-mail ganhará uma proteção de privacidade para esconder seu endereço de IP e localização, além de bloquear serviços que avisam se o usuário abriu uma mensagem; O aplicativo Apple Maps terá interface repaginada com novo modo noturno; Relatório de Privacidade de Apps, que irá mostrar como cada aplicativo acessou informações, dados e sensores como câmera e microfone; A Siri, assistente de voz do sistema, vai processar todas as informações localmente, o que, segundo a Apple, vai deixá-la mais ágil; O iCloud ganhou um recurso de "herança", no qual será possível definir um contato que poderá solicitar acesso aos seus dados. Android 12 O Android 12 já disponibilizou sua versão de testes, mas, por enquanto, ela está disponível apenas para alguns celulares. A expectativa do Google é que o sistema chegue à sua versão estável no terceiro trimestre de 2021. No entanto, a maior parte dos usuários deverá levar mais tempo para receber a atualização. Isso porque cabe a cada fabricante definir quando os seus smartphones receberão a nova geração do sistema operacional (veja no fim da reportagem quais celulares já suportam o Android 12). Novo visual O Android 12 ganhou nova linguagem visual, considerada pelo Google como a maior mudança desde a criação do sistema. O padrão, batizado de "Material You", é mais colorido e personalizável, de acordo com a empresa. Novo visual do Android 12. Reprodução/Google Entre as novidades, está a mudança automática nas cores dos botões para deixá-los mais parecidos com o papel de parede na tela inicial. A plataforma identifica as cores predominantes da imagem e, então, utiliza tons semelhantes em suas telas. A alteração poderá ser observada em áreas como tela de notificações, tela de bloqueio, controles de volume e widgets. Nova tela de notificações O Google afirmou que a área de notificações do Android 12 foi modificada para ajudar usuários a concluírem suas tarefas mais rapidamente. Novo tela de notificações do Android 12. Divulgação/Google A tela facilitará o acesso a configurações como Wi-Fi e Bluetooth. Quando uma delas for selecionada, o sistema abrirá uma janela rápida para fazer os ajustes, sem precisar abrir as configurações. Além disso, os botões com acesso rápido poderão ser personalizados. Recursos de privacidade O sistema ganhou uma lista para indicar quais aplicativos têm acesso a permissões como microfone, câmera e localização. O Painel de Privacidade, como é chamado, informará o que cada serviço pode acessar e qual a frequência com que eles utilizam essas informações. Além disso, a seção permitirá remover permissões aos apps. A plataforma exibirá ainda um ícone no topo direito da tela, que aparecerá quando a câmera ou o microfone estiverem sendo utilizados. O objetivo é garantir que você saiba quando os componentes estão ativos para evitar gravações sem o seu conhecimento. Android 12 sinalizará quando microfone ou câmera do celular estão sendo usados. Divulgação/Google Quem preferir pode desativar os componentes em todo o sistema e liberá-los quando eles precisarem ser usados pelos aplicativos. Neste caso, os apps deverão pedir permissão a cada vez que precisarem usar microfone ou câmera. Outras novidades: O Google Assistente poderá ser acionado ao apertar e segurar botão de liga/desliga; Em sites compatíveis, o Google Assistente pode realizar no Chrome todo o processo de mudança de senhas para os usuários; O Google Lens permitirá pesquisar por produtos que aparecem em capturas de tela; O Google Maps mostrará informações sobre circulação em bairros, e não apenas em determinados estabelecimentos; O smartphone poderá ser usado para destrancar carros com Android Auto. Celulares que receberão iOS 15 e Android 12 De acordo com a Apple, o iOS 15 será liberado para os seguintes aparelhos: iPhone 6s e 6s Plus; iPhone SE e SE 2ª geração; iPhone 7 e 7 Plus; iPhone 8 e 8 Plus; iPhone X; iPhone XR iPhone XS e XS Max; iPhone 11, 11 Pro e 11 Pro Max; iPhone 12, 12 mini, 12 Pro, 12 Pro Max. Já a disponibilidade do Android 12 será definida por cada fabricante. Mas, o Google informou que a versão de testes do sistema já está disponível nestes celulares: Asus Zenfone 8; Google Pixel 3, 3 XL, 3a, 3a XL, 4, 4 XL, 4a, 4a (5G) e 5; OnePlus 9 e 9 Pro; Oppo Find X3 Pro; Realme GT; Aquos Sense 5G; Tecno Camon 17; TCL 20 Pro 5G; Vivo iQOO7 Legend; Xiaomi Mi 11, Mi 11 Ultra, Mi 11i e Mi 11x Pro; ZTE Axon 30 Ultra 5G.

Economista afirmou que país não está sendo capaz de avançar e que sensação é de "tempo perdido". Ele lançou o livro “Lições Amargas: Uma História Provisória da Atualidade”. Ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco afirma que Brasil ficou para trás A coleção de indicadores recentes apontando a recuperação da economia brasileira não anima o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. Segundo o economista, a melhora representa apenas o retorno para onde estávamos antes da pandemia e onde estávamos nos últimos 20 anos. Além disso, o país está há muitos anos debruçado sobre o tema do desenvolvimento econômico, com um cardápio de reformas à sua frente. PIB do Brasil cresce 1,2% no 1º trimestre e volta ao patamar pré-pandemia Veja 5 fatores que explicam a surpresa com o PIB do 1º trimestre e 5 pontos de preocupação Na contramão do PIB, renda do brasileiro cai 10% com inflação em alta e desemprego recorde Não fazemos as reformas, não saímos do lugar e estamos esperando uma recuperação conjuntural. O crescimento não virá sozinho pela força da gravidade. Virá dos esforços reformistas bem-sucedidos que formos capazes de empreender. A normalização agora nos põe de volta ao ponto de partida do jogo. Mas não estamos sendo capazes de avançar, infelizmente”, disse Franco. A analogia entre o curto prazo marcado pela pandemia e as últimas décadas é feita pelo economista no recém-lançado livro “Lições Amargas: Uma História Provisória da Atualidade”. Gustavo Franco foi presidente do Banco Central e ficou conhecido pela implantação do Plano Real Fiesc/Divulgação “As duas trajetórias são frustrantes. A sensação é de tempo perdido. Todos tínhamos anos atrás a expectativa de que o Brasil seria um país rico e isso não aconteceu. É frustrante”. Ele ressalta que países que deram certo nas últimas décadas em matéria de desenvolvimento econômico, que transitaram de uma situação de renda média e se tornaram ricos, colocaram em prática muitas ações que estão consagradas nos livros de economia. “Se a gente não adotar as melhores práticas internacionais em economia, em meio ambiente, em contabilidade, as coisas não vão funcionar. E, no entanto, por serem práticas internacionais, a gente acha que é uma submissão ao imperialismo adotar o que o resto do mundo adotou e deu certo. É mais ou menos o que acontece nessa discussão sobre a ciência. Aqui no Brasil, nós temos um ambiente muito amistoso para as visões alternativas sobre economia. A gente quer sempre fazer diferente. E não funciona”, avalia. Segundo o economista, as recuperações no Brasil não são mais do que conjunturais e efêmeras. Ele cita o caso da Coreia do Sul, que nos anos 80 tinha o mesmo nível de renda do Brasil e hoje é três vezes mais rica do que nós. “Nós ficamos para trás. E não vamos sair do buraco se não reconhecermos que estamos no buraco. Temos toda a capacidade de sair e criar uma economia dinâmica. Mas não fazendo tudo o que temos feito”. Ele diz que a pandemia talvez tenha nos ensinado o valor da medicina convencional, assim como de outras áreas do conhecimento, onde se acumulou experiências e sabedorias que podem ser aproveitadas. "Isso não é mau. Mau é fingir que isso não existe. É o negacionismo.”

Em nota, estatal afirmou que evita o repasse imediato para os preços internos. Abastecimento em posto de combustível no Distrito Federal TV Globo/Reprodução O preço médio do óleo diesel nos postos de combustíveis do Brasil fechou a semana estável em relação à anterior, enquanto os valores de etanol e gasolina tiveram alta no período, mostrou pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (11). De acordo com o levantamento da reguladora, o preço médio do diesel nas bombas atingiu R$ 4,492 por litro, após ter encerrado a semana anterior cotado a R$ 4,49. O combustível mais consumido do Brasil tem se mantido próximo à estabilidade desde meados de maio, tendo acumulado uma alta discreta de 0,22% entre a pesquisa referente à semana finalizada em 22 de maio e a publicada nesta sexta (11). O movimento ocorre depois de um salto visto no início do mês passado, quando chegou ao fim o período de dois meses de isenção do PIS/Cofins incidente sobre o produto — medida tomada pelo governo federal para conter uma escalada dos preços. A gasolina, enquanto isso, apurou leve aumento de 0,35% ao longo da última semana, atingindo valor médio de R$ 5,676 por litro. Esta foi a oitava semana consecutiva de alta no preço do combustível, segundo dados da ANP. Já o etanol, concorrente direto da gasolina nas bombas, teve variação positiva de 1,2% na semana, para R$ 4,388 o litro. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (11) que vai reduzir o preço da gasolina em suas refinarias em 2% a partir de sábado, no primeiro reajuste de valores desde o início de maio. Já o diesel — cujo valor também foi alterado pela última vez em 1º de maio — seguirá no mesmo patamar atual. "Importante reforçar o posicionamento da Petrobras que busca evitar o repasse imediato para os preços internos causado por eventos conjunturais", disse a empresa, em nota. Os preços nos postos, no entanto, não acompanham necessariamente e de imediato os valores nas refinarias, e dependem de uma série de fatores, incluindo impostos, mistura de biocombustíveis e margens de distribuição.

Percentual do valor arrecadado com a venda de bebidas a menores caiu de 2011 a 2016. Ainda assim, pesquisadores consideram que autoridades devem formar políticas para que as fabricantes revertam o lucro com esse comércio irregular para a prevenção do uso do álcool por crianças e adolescentes. Pessoas brindando copos com cerveja Giovanna Gomes / Unsplash / Divulgação Fabricantes de bebidas alcoólicas ganharam US$ 17 bilhões com o consumo de álcool por menores de idade nos Estados Unidos em 2016, mostrou um estudo publicado na quinta-feira (9) por quatro pesquisadores na revista científica "Journal of Studies on Alcohol and Drugs". Esse valor representa cerca de 7,4% dos mais de US$ 237 bilhões arrecadados pela indústria das bebidas naquele ano. É um percentual significante, mas já foi maior: em 2011, o montante ganho pelas fabricantes com venda ilegal de bebidas para menores chegava a 10% (US$ 20,9 bilhões) do total. Leia também: Consumo de cerveja 'migra' para dentro de casa com a pandemia Em 7 anos, brasileiro passou a beber mais e a fumar menos Pesquisa indica mais consumo de álcool como efeito do isolamento VÍDEO: veja como saber se você é dependente do álcool Alcoolismo: como saber se você é dependente do álcool? O estudo também mostrou que o consumo de álcool por jovens chegou a 8,6% de toda a bebida colocada à venda em 2016 — menos do que os 11,73% registrados em 2011. Os autores criticam, no artigo, a contradição entre as campanhas contra o uso de álcool por menores de idades e o fato de as fabricantes lucrarem com esse público. "Isso mostra uma oportunidade para criar e fazer cumprir políticas para que as empresas usem esses lucros da indústria para ajudar a atingir uma meta de prevenção do consumo de álcool por jovens", dizem os autores. Vale lembrar que, nos Estados Unidos, a idade mínima para a compra de bebidas alcoólicas de acordo com a lei é 21 anos — diferentemente do Brasil, onde essa idade mínima é de 18 anos. Em parte da Europa, autoriza-se o consumo de alguns tipos de bebidas, com menor teor alcoólico, a partir dos 16. Veja no VÍDEO abaixo: misturar álcool com energético pode acelerar batimentos cardíacos Combinar bebida alcoólica com energético pode acelerar os batimentos e aumentar a pressão Venda de álcool a menores é crime no Brasil O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda ou fornecimento de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, e prevê prisão e multa aos infratores. Veja abaixo o que diz a lei: Art. 243. Vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou a adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica: Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Grão geneticamente modificado é mais produtivo e resistente ao glifosato, agrotóxico mais vendido no Brasil e no mundo. Bayer Divulgação A multinacional Bayer anunciou nesta sexta-feira (11) sua nova tecnologia Intacta 2 Xtend para semente de soja transgênica, disponível comercialmente para a safra 2021/22, que será plantada a partir de setembro, informou a empresa em nota. Trata-se da terceira geração de biotecnologia em soja da Bayer e o primeiro lançamento da companhia no país desde a aquisição da Monsanto, em 2018. "A Bayer já possui todas as aprovações internacionais necessárias em países que possuem volume significativo do produto e sistema regulatório funcional, como a China e a União Europeia", disse a empresa em nota sobre o acesso do produto entre os importadores de soja do Brasil. A expectativa, na avaliação da companhia, é que haja ampla adoção no mercado para a próxima safra, uma vez que o "produtor brasileiro é adepto a inovações e adota rapidamente novas tecnologias". "Em parceria com as principais empresas de sementes, mais de 30 variedades de soja serão posicionadas para as principais regiões sojicultoras do Brasil e estarão disponíveis para todos os produtores licenciados, sendo três delas desenvolvidas exclusivamente para áreas de refúgio." A nova tecnologia foi testada nos últimos dois anos e, segundo a empresa, entregou 3,25 sacas por hectare a mais em relação às principais variedades similares no mercado na safra 2020/21. Ainda segundo o comunicado, a transgenia proporciona uma proteção mais abrangente contra as principais lagartas que afetam as lavouras da oleaginosa, expandindo seu escopo de defesa contra duas espécies relevantes-- a Helicoverpa armigera e a Spodoptera cosmioides-- dentre outros benefícios, como tolerância aos herbicidas dicamba e glifosato. Entenda o que é o glifosato, o agrotóxico mais vendido do mundo VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio

Uma pessoa jurídica foi nomeada para a função de administrador judicial. Concessionária de trens afirma que perdeu a metade dos passageiros durante a pandemia e acumula uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão. Justiça do Rio aceita pedido de recuperação judicial da Supervia Reprodução/TV Globo A Justiça do Rio aceitou o pedido de recuperação judicial da Supervia. A concessionária afirma que perdeu a metade dos passageiros durante a pandemia e acumula uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão. O pedido, segundo a empresa, é para preservar a prestação de serviços aos passageiros e iniciar um ciclo de negociações com os credores. Na decisão, da 6ª Vara empresarial, foi nomeada a pessoa jurídica E. Ferreira Gomes Advogados para a função de administrador judicial. A juíza Maria Cristina de Brito Lima determinou ainda o seguinte: a suspensão de todas as ações ou execuções contra a devedora; a dispensa de apresentação de certidões negativas para que a empresa exerça suas atividades; a apresentação das contas demonstrativas mensais durante todo o processamento da recuperação judicial até o 5º dia útil do mês posterior ao de referência; a intimação eletrônica do Ministério Público e das Fazendas Públicas federal e do Estado do Rio de Janeiro e de São Paulo, assim como de todos os municípios em que o devedor tiver estabelecimento, para que tomem conhecimento da recuperação judicial e informem eventuais créditos perante o devedor, para divulgação aos demais interessados; a expedição e publicação de edital para conhecimento de todos os interessados; e a apresentação, em dez dias, da relação completa de empregados e dos bens dos administradores. O Plano de Recuperação deverá ser apresentado no prazo de 60 dias da publicação da decisão. Perda financeira Supervia entra com pedido de recuperação judicial A empresa afirma que, desde março de 2020, acumula perda financeira de R$ 474 milhões como resultado de uma redução de mais de 102 milhões de passageiros até 2 de junho deste ano. Antes da pandemia, a concessionária transportava cerca de 600 mil passageiros diariamente. A Supervia alega que, atualmente, o fluxo diário se estabilizou em 300 mil passageiros por dia. Com o agravamento da pandemia e a crise econômica, a recuperação total do fluxo de passageiros está prevista para 2023, segundo números da empresa. A Supervia afirma que grande parte da dívida foi contraída para pagar os custos da operação deficitária durante a pandemia do coronavírus.
Relator do texto adicionou permissão para empresário abrir capital na bolsa brasileira e vender até 85% das ações sem perder controle da companhia. MP ainda será analisada no Senado. A Câmara dos Deputados pode votar na próxima semana uma medida provisória que pretende facilitar a abertura e a gestão de empresas no país. O texto está em vigor desde o fim de março, mas precisa ser aprovado pelos deputados e senadores para virar uma lei definitiva. O projeto chegou a entrar na pauta do plenário da Câmara nesta quinta-feira (10), mesmo dia em que o relatório do deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP) foi protocolado, mas os parlamentares pediram mais tempo para analisar o texto. No relatório, Bertaiolli manteve a "espinha dorsal" do texto original, mas propôs novidades – entre elas, a criação de um Cadastro Fiscal Positivo para as empresas. O objetivo é reduzir a burocracia para os negócios que participam de licitações públicas. Hoje, as companhias têm que acessar vários sistemas para pedir certidões comprovando que estão funcionando regularmente e que não possuem débito em aberto com o governo, por exemplo. Governo Federal anunciou medida provisória para modernizar ambiente de negócios no Brasil Com o Cadastro Fiscal Positivo, as informações seriam obtidas em um único sistema digital, de responsabilidade da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A ideia da proposta é unificar, em um primeiro momento, os dados fiscais de origem federal. Estados e municípios, diz o texto, poderão aderir ao programa em um segundo momento. "Com esse novo sistema, pretendemos desburocratizar a apresentação de documentos comprovando a regularidade fiscal de contribuintes, criamos incentivos para os bons pagadores e melhoramos a gestão de riscos no âmbito da PGFN”, afirmou o relator no seu parecer. Uma das funções da PGFN, órgão ligado ao Ministério da Economia, é a recuperação de débitos que pessoas físicas e empresas têm com a União. Para facilitar esse trabalho, a MP também prevê a criação de um Sistema Integrado de Recuperação de Ativos (Sira) para facilitar a identificação de bens e devedores e agilizar a recuperação do dinheiro. Voto plural Além do cadastro unificado, Bertaiolli propôs no parecer a regulamentação do “voto plural” para as empresas que abrirem capital na bolsa de valores brasileira (B3). A modalidade já existe em outros países, como nos Estados Unidos, mas não é autorizada no Brasil. No voto plural, é atribuído um peso maior a determinada classe de ações. No caso da proposta do relator, o voto dos donos de uma empresa que venha a abrir capital na B3 valerá dez vezes mais que os votos dos demais acionistas. Com essa mudança, será permitido à empresa vender até 85% das suas ações no momento da abertura de capital – chamado de primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês). Dessa forma, os fundadores conseguem arrecadar mais dinheiro, sem precisar vender o controle da companhia. Atualmente, se um fundador quiser manter o controle da sua empresa, ele só pode vender até 49% das ações. Essa regra tem levado algumas companhias brasileiras a vender suas ações nas bolsas de valores dos Estados Unidos, onde é autorizado o uso do “voto plural”. “A medida é necessária para tornarmos o mercado de capitais brasileiro mais dinâmico e para evitar perdas de listagens de empresas brasileiras para quais a manutenção do controle acionário, num estágio inicial de abertura de capital, é fator essencial”, escreveu o relator. O voto plural, pela proposta do relator, valerá por, no máximo, até sete anos, prorrogáveis se houver anuência dos demais acionistas. As empresas já listadas na bolsa não poderão aderir à nova regra. Após o período de até 14 anos, os fundadores que tiverem participação no capital inferior a 50% perderão o controle da empresa, a não ser que comprem mais ações. Pandemia derruba índices de confiança de empresas e consumidores brasileiros Outros pontos da MP A medida provisória original propõe as seguintes mudanças na legislação para simplificar a abertura de empresas, facilitar o comércio exterior e ampliar as competências das assembleias gerais de acionistas: emissão automática de licenças e alvarás para abertura de empresas de médio risco, desde que com assinatura de termo de ciência e responsabilidade por parte do empresário. Atualmente, somente atividades de baixo risco têm direito à emissão automática. Os estados e municípios que não possuem classificação de risco dos negócios deverão usar a classificação federal; CNPJ será o único número de inscrição fiscal das empresas. Pelas regras atuais, uma empresa precisa ter inscrição federal (CNPJ), estadual e municipal; manutenção de sistema eletrônico para que o empresário possa consultar previamente a viabilidade do endereço onde a empresa será instalada e a disponibilidade do nome empresarial; proibição de cobrança de dados ou informações que já constem das bases de dados do governo federal; criação do Sistema Integrado de Recuperação de Ativos (Sira), para facilitar a identificação de bens e devedores do governo federal, e agilizar a recuperação de créditos. Sistema será administrado pela PGFN; criação de guichê eletrônico único aos exportadores e importadores para encaminhamento de documentos e dados; ampliação dos prazos de convocação de assembleias gerais de acionistas, que passam de 15 para 30 dias; acionistas minoritários de empresas listadas na bolsa vão poder opinar sobre a venda de bens da empresa superiores a 50% dos ativos totais; e proibição ao acúmulo de funções de presidente/diretor-presidente e presidente do conselho de administração. Regra valerá para empresas listadas na bolsa e entrará em vigor após um ano. O objetivo do governo com a medida é melhorar a posição do Brasil no Doing Business, ranking do Banco Mundial que mede a facilidade de fazer negócios em cada país. O Brasil ocupa a 124ª colocação entre 190 países avaliados, segundo o último relatório, divulgado em 2019. Se a medida provisória for convertida em uma lei definitiva, o governo espera subir até 20 posições no ranking. O próximo relatório será divulgado em dezembro deste ano.

Houve dois picos de reclamações sobre o app no site Downdetector: um por volta das 16h e outro às 17h. Usuários relatam dificuldades com chamadas de voz no aplicativo. Microsoft Teams apresenta instabilidade nesta quinta-feira (1º) Divulgação Usuários relataram instabilidade no Microsoft Teams na tarde desta sexta-feira (11). A principal queixa está relacionada às chamadas de voz no app. No site Downdetector, que reúne esse tipo de reclamações, o pico dos relatos foi por volta das 16h, e se repetiu às 17h. Por volta das 18h30 ele começou a diminuir. No Twitter, a Microsoft disse que recebeu relatos de que algumas chamadas de voz estavam indo direto para a caixa de mensagens. A empresa diz que está trabalhando para solucionar o problema. O Teams se tornou um dos principais programas de comunicação de empresas e funcionários com o começo da pandemia, em 2020, quando ganhou 12 milhões de usuários em uma única semana. Microsoft Teams apresenta instabilidade Reprodução

Mais cedo, a petroleira havia informou um recuo de 2% no preço médio da gasolina a partir de sábado, e a manutenção do valor médio do diesel. Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro André Motta de Souza / Agência Petrobras A Petrobras elevará em 5,9% o preço médio do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o chamado gás de cozinha, para R$ 3,40 por kg, a partir de segunda-feira, afirmou a companhia nesta sexta-feira (11). O reajuste para as distribuidoras, indicou a petroleira, segue o equilíbrio com o mercado internacional e acompanha as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. No entanto, busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. "O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras", frisou a companhia. Mais cedo, a petroleira havia informado um recuo de 2% no preço médio da gasolina a partir de sábado, e a manutenção do valor médio do diesel.

Pesquisa da Kantar mostra que aumento de preços tem alterado as refeições das famílias e elevado o consumo de proteínas e alimentos mais baratos. Mingau de milho, receita clássica das festas de São João. Ugor Feio/G1 A pandemia de coronavírus e alta no preços de alimentos têm provocado mudanças nas refeições dos brasileiros e feito as famílias das classes mais baixas trocarem a carne por proteínas e comidas mais baratas como salsicha, linguiça, hambúrguer, pão com presunto, sopa e mingau. É o que revela estudo divulgado nesta sexta-feira (11) pela consultoria Kantar, líder global em dados. O levantamento mostra que o impacto da inflação alterou tanto o cardápio como o preparo de refeições dentro e fora e casa. A disparada nos preços das carnes, por exemplo, tornou a presuntaria a proteína da vez, com um ganho de mais de 6,2 milhões de novos lares compradores entre março de 2020 e o mesmo mês deste ano. Outros saltos expressivos no período de 1 ano foram observados no consumo hambúrguer (3,1 milhões de novos lares), linguiças (2,7 milhões) e pão industrial (3,6 milhões) e maionese (2,2 milhões). "Por conta do aumento de preço das proteínas, o consumidor trocou por opções processadas, embutidas e até congeladas, que tenham preço mais acessível", destacou Luisa Teruya, coordenadora de marketing da divisão Worldpanel da Kantar. Segundo os dados da inflação oficial do país, os preços das carnes subiram 2,24% em maio, acumulando 38% de variação nos últimos 12 meses. IPCA: inflação é a maior para maio em 25 anos e atinge 8,06% em 12 meses IPCA: inflação é a maior para maio em 25 anos e atinge 8,06% em 12 meses Mais lanches e marmitas De acordo com a Kantar, as mudanças no cardápio das refeições também reflete o maior consumo de lanches e de preparo de marmitas como estratégia para diminuição dos gastos fora de casa entre os consumidores de classes mais baixas, mostrando que a necessidade de "fazer caber no bolso". Além da substituição de proteínas, foi observado uma maior frequência do consumo de caldos, tapioca, pipoca e mingau. De acordo com a Kantar, a quantidade de ocasiões da presença de mingau nas refeições das famílias cresceu 29% na comparação com o 4º trimestre do ano passado, enquanto que a de carnes vermelhas caiu 11%. "O mingau foi o 8º prato que mais cresceu o consumo dentro de casa. E uma coisa interessante é que ele não cresce só numa ocasião de café da manhã. Está entrando no jantar, no lanche da manhã, na ceia e tem pessoas levando o mingau como marmita também. É uma opção para sustentar, mas que tem um custo mais acessível", explica a coordenadora da Kantar. Segundo o levantamento, as ocasiões de consumo de mingau aumentaram principalmente no jantar (+8 pontos de penetração) e lanche da manhã (+3,9 pontos). Na ceia e marmitas, a alta foi de 2,8 pontos e 1,9 pontos, respectivamente. Veja a seguir os produtos que tiveram o maior aumento na frequência de consumo: Caldos e sopas Peixe Hambúrguer Carne de sol/seca Salsicha Pipoca Tapioca Mingau Consumo de carne no País é o menor desde 1996

Em nota, companhia afirmou que tenta minimizar os efeitos da escassez de semicondutores que atinge a produção de veículos no Brasil. Linha de produção da Volkswagen Divulgação/Volkswagen Por que as montadoras estão suspendendo a produção no Brasil? Entenda Venda de veículos novos no Brasil cresce em maio; estoque segue baixo, diz Fenabrave Produção de veículos cresce 1% em maio, diz Anfavea A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (11) que vai suspender por 10 dias a fabricação de veículos em duas unidades de São Paulo e outra no Paraná, devido à falta de chips. Os funcionários entrarão em férias coletivas. Em nota, a companhia afirmou que tem tentado minimizar no Brasil os efeitos da escassez de semicondutores que atinge a produção de veículos no mundo. "Entretanto, o cenário atual não demonstra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips. Ao contrário, há sérios riscos de agravamento dessa situação nas próximas semanas", afirmou a empresa, no documento. Devido à escassez de insumos, a montadora alemã anunciou que vai paralisar as operações de suas fábricas de São Bernardo do Campo e São Carlos (SP) e de São José dos Pinhais (PR) a partir de 21 de junho, por 10 dias. "Novas paralisações não estão descartadas futuramente caso o cenário global de fornecimento de semicondutores permaneça crítico, impactando diretamente as atividades de produção da empresa no Brasil", acrescentou a empresa. Em entrevista à Globo News na terça-feira (8), Pablo Di Si, presidente da Volkswagen no Brasil, afirmou que a solução para a falta de peças só deve vir em 2022, com o aumento na produção de semicondutores e o equilíbrio entre oferta e consumo. “Até lá, vamos ter interrupções diárias ou por semana, ficaremos nesses altos e baixos”, disse. Apesar das dificuldades, a Volkswagen mantém as projeções de crescimento para o ano. Di Si lembra que a escassez de semicondutores é uma realidade desde outubro do ano passado. E que, ainda assim, a produção de veículos no Brasil, segundo a Anfavea, associação que reúne as montadoras, cresceu 55,6% de janeiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.
Laudêmio é uma taxa paga por proprietários de imóveis que ficam em terrenos pertencentes à União. Segundo o governo, medida beneficiará proprietários de cerca de 600 mil imóveis. O Ministério da Economia informou nesta sexta-feira (11) que o governo acabará com a chamada taxa de laudêmio, paga por proprietários de imóveis na transferência de titularidade de terrenos da União. Segundo o governo, a medida — juntamente com o fim de outras taxas patrimoniais — beneficia cerca de 600 mil imóveis inscritos em regime de aforamento e ocupação em todo o país, a maioria no litoral. Para acabar com o laudêmio, a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União do Ministério da Economia informou que vai lançar no mês que vem a remição de foro digital. Isso permitirá aos proprietários a aquisição do chamado “domínio pleno” de mais de 300 mil imóveis localizados em terrenos de marinha e interiores. Pelas regras atuais do regime de aforamento, a propriedade do imóvel é compartilhada entre a União e uma pessoa física ou empresa — cabe ao governo 17% da participação; os 83% restantes, aos contribuintes. Com o processo digital de remição, que será lançado pelo governo, as pessoas físicas e empresas poderão adquirir a participação de 17% da União com desconto de 25% para pagamento à vista. Veja reportagem de agosto de 2018 da TV Tribuna, de Santos, sobre a taxa de laudêmio: Moradores de áreas da União podem se livrar da taxa de laudêmio Segundo o governo, ao optar por aderir à remição, o proprietário estará livre do pagamento das taxas de laudêmio, equivalente a 5% do imóvel e que deve ser quitada por ocasião da transferência da propriedade, e também do "foro anual" – taxa cobrada pela utilização das áreas. "Esse projeto da remição de foro será iniciado no Rio de Janeiro, nos bairros de Copacabana e Leme. A cidade do Rio foi escolhida por fatores históricos, sociais, econômicos, turísticos e culturais. Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de pessoas devem ser beneficiadas”, afirmou o secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Mauro Filho. Além disso, o governo também informou que pretende regulamentar a Proposta de Manifestação de Aquisição (PMA) até outubro de 2021. Nesse caso, a regra valerá para os terrenos sob regime de ocupação, no qual a União cobra uma taxa para uso e que não estão situados no litoral. Pela proposta, os ocupantes poderão manifestar seu interesse na compra do terreno (que é 100% da União). A medida atingirá cerca de 300 mil imóveis em todo o país, informou o Ministério da Economia.

Exames foram marcados para dias 21 e 22 de agosto. Seleções ocorreriam no ano passado, mas foram adiadas por conta das medidas restritivas de combate à pandemia da Covid-19. Complexo da Polícia Civil, no Distrito Federal Vinicius de Melo/Agência Brasília A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou, nesta sexta-feira (11), as novas datas das provas dos concursos para agente e escrivão da corporação. As seleções estavam marcadas inicialmente para o ano passado, mas foram suspensas duas vezes, em razão pandemia de Covid-19. De acordo com os editais de retomada do concurso, publicados no Diário Oficial desta sexta, as provas objetivas e discursivas de escrivão serão aplicadas no dia 21 de agosto de 2021. Já os exames para o cargo de agente de polícia ocorrem em 22 de agosto de 2021. Polícia Civil do DF suspende mais uma vez aplicação de provas dos concursos para escrivão e agente Governo do DF autoriza realização de concursos para 14 carreiras públicas Ao todo, são mais de 2,1 mil vagas (veja mais abaixo). Os concursos são organizados pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). De acordo com a Polícia Civil, as provas objetivas terão duração de 4 horas e 30 minutos. Ainda segundo a PCDF, no dia 13 de agosto, o Cebraspe vai divulgar os editais com as informações sobre os locais e os horários de realização das provas objetivas e discursivas, além das medidas de proteção contra a Covid-19, e as demais datas do concurso. Confira página do concurso para escrivão e agente Policial Civil do Distrito Federal apreende documentos, durante operação, em imagem de arquivo Divulgação/Polícia Civil Concurso para escrivão O edital do concurso para escrivão foi publicado em dezembro de 2019. O certame prevê 300 vagas, com salários de R$ 8.698,78. Na época, a prova estava marcada para 15 de março de 2020, mas foi adiada por causa da pandemia. A seleção dos novos escrivães tem duas etapas. A primeira é a realização da prova objetiva e discursiva de conhecimentos básicos do funcionalismo público e os específicos da área. Quem atingir a pontuação mínima exigida, realizará a prova prática de digitação. O edital prevê ainda uma avaliação física e psicológica. O escrivão é responsável por controlar as atividades específicas de cartório na Polícia Civil. Ele também acompanha diligências externas. Além disso, registra e providencia o recolhimento da prestação de contas. Concurso para agente Já o concurso para agente da Polícia Civil foi divulgado em julho de 2020. Inicialmente as provas estavam previstas para acontecer no dia 18 de outubro. No edital, estão previstas 1,8 mil vagas, sendo 600 para preenchimento imediato e 1,2 mil para cadastro reserva. O salário é de R$ 8.698,78. Nesta seleção, além de fazer as provas objetivas, os candidatos também terão que passar por prova discursiva e física, além de avaliação médica e análise de vida pregressa. VÍDEO: o que não fazer na hora de se preparar para um concurso Lia Salgado dá 5 dicas sobre o que não fazer durante a preparação para concursos Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Estatal destcou que "os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo". Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias; Na foto, carro sendo abastecido em posto de combustível Globo A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas refinarias em cerca de 2%, para R$ 2,53 por litro, a partir de sábado, em seu primeiro reajuste de valores desde o início de maio, informou a assessoria de imprensa da petroleira nesta sexta-feira (11). O preço médio do diesel a distribuidoras, por sua vez, não sofrerá alterações e será mantido a R$ 2,71 por litro. Foi o segundo reajuste feito na gasolina pela gestão do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, que tomou posse em 19 de abril, em substituição ao Roberto Castello Branco, que deixou a empresa devido ao descontentamento de Jair Bolsonaro com mudanças mais frequentes nas cotações efetuadas pela administração anterior. "Importante reforçar o posicionamento da Petrobras que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais", disse a empresa em nota. "Nossos preços seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo", acrescentou Petrobras em nota. A Petrobras destacou ainda que "os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo". "Isso possibilita a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível." Anteriormente, a companhia havia reduzido a gasolina e o diesel —combustível mais consumido do Brasil — em 1º de maio. Apesar dos recuos, o valor médio da gasolina da Petrobras acumula alta de 37% neste ano, enquanto o diesel de 34%, segundo cálculos da Reuters. Impacto do Câmbio A queda foi possível apesar de um salto de cerca de 8% nos preços do barril do petróleo Brent desde 1º de maio. Isso porque o dólar, outro indicador importante para calcular a paridade de importação, recuou aproximadamente 6% ante o real no mesmo período. "Apesar da alta robusta do petróleo, o efeito do dólar foi mais forte e permitiu o ajuste para baixo", disse o Head de Renda Variável da Valor Investimentos Romero Oliveira, pontuando que o reajuste foi um indicativo de que a Petrobras mantém sua política que busca seguir a paridade de importação. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que a gasolina da Petrobras está agora com uma defasagem de 9 centavos. Nas contas da Abicom, diesel está 2% abaixo da paridade de importação. O impacto de alterações nos preços dos combustíveis feitas pela Petrobras nas refinarias sobre os consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de uma série de questões, como impostos, margens de distribuidores e revendedores, além da adição de biocombustíveis.

Preço médio da gasolina nas refinarias serão de R$ 2,53 por litro. O diesel segue custando R$ 2,71 por litro. Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP) Paulo Whitaker/Reuters A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (11) uma nova redução de preço médio da gasolina nas refinarias. A diminuição faz o preço chegar a R$ 2,53 por litro a partir de sábado. O reajuste é de cerca de 2,3%. O preço médio do diesel não será alterado. Desde março, o preço da gasolina caiu cerca de 10%. No dia 9 daquele mês, chegou ao auge neste ano, custando R$ 2,84 por litro. Na última redução, de maio, os preços médios nas refinarias foram a R$ 2,59 por litro para a gasolina e o diesel foi reduzido a R$ 2,71 por litro. Como são formados os preços da gasolina e do diesel? Troca de comando na Petrobras: veja perguntas e respostas Salto no ano É o segundo reajuste sob a gestão de Joaquim Silva e Luna, que tomou posse em 19 de abril, depois de confirmação pelo conselho de administração da estatal. Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo após descontentamentos com a política de preços de combustíveis da administração anterior, comandada por Roberto Castello Branco. Ao assumir a presidência da Petrobras, Luna disse que buscará reduzir a volatilidade dos preços de combustíveis sem "desrespeitar" a paridade de importação, em discurso que agradou investidores e fez as ações da companhia subirem no dia. No comunicado desta sexta, a empresa informa que é importante reforçar o posicionamento da Petrobras "que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais". "Nossos preços seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo", diz a nota. Apesar da redução dos preços a partir deste sábado, os combustíveis acumulam forte aumento no ano. Na parcial de 2021, a gasolina subiu 37,5% nas refinarias e o diesel aumentou 34,1%. Em dezembro, o litro da gasolina custava em média R$ 1,84. Já o do diesel saía a R$ 2,02. Preços nas bombas Segundo a Petrobras havia informado, os reajustes são realizados "a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo". As alterações feitas pela Petrobras não impactam necessariamente os preços nas bombas, pois o valor final depende também de impostos e margens de distribuidores e revendedores. Segundo o IBGE, o preço médio da gasolina no país acumula alta de 24,70% até maio e, em 12 meses, de 45,80%. O vídeo abaixo, feito após alta nos preços do combustível em fevereiro deste ano, explica como funciona a dinâmica do valor da gasolina e do diesel. O que faz os preços da gasolina e diesel subirem? 00:00 / 14:01

Empresa tem planos de substituir método de rastreio tradicional com recurso que atribui rótulos e revela hábitos de navegação para todos os sites visitados. Órgãos reguladores querem garantir concorrência. Fachada do Google. Jeff Chiu/AP O Google assumiu compromissos com o regulador de concorrência do Reino Unido sobre seu plano de remover cookies de terceiros de seu navegador Chrome, disse a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) nesta sexta-feira (11). O regulador disse que os compromissos foram resultado de uma ação que lançou contra a gigante de tecnologia dos EUA em janeiro, após preocupações levantadas por editores de que suas propostas poderiam restringir a concorrência na publicidade digital. Cookies de terceiros são usados por anunciantes digitais para personalizar e direcionar publicidade, ajudando a financiar conteúdo online para consumidores, como de editores de notícias. Mas eles também apresentam preocupações com a privacidade, permitindo que o comportamento dos consumidores seja rastreado de maneiras que incomodam muitas pessoas. O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam? O Google disse que os usuários esperam cada vez mais que a web seja mais privada e segura. Sua nova tecnologia - chamada de Privacy Sandbox - visa desenvolver novas ferramentas de publicidade digital para proteger a privacidade das pessoas e evitar o rastreamento secreto, ao mesmo tempo em que oferece suporte a uma próspera web financiada por anúncios, disse em um blog nesta sexta-feira. LEIA MAIS: Google diz que deixará de vender anúncios com base no histórico individual de navegação Google começa a testar tecnologia 'FLoC' para publicidade no Chrome, mas sites e concorrentes desativam rastreamento A empresa disse que recebeu com agrado a oportunidade de trabalhar com um regulador em sua iniciativa de reconciliar questões de privacidade e concorrência. "Hoje estamos oferecendo um conjunto de compromissos – o resultado de muitas horas de discussões com a CMA e, de forma mais geral, com a comunidade da web em geral – sobre como projetaremos e implementaremos as propostas do Privacy Sandbox e como trataremos os dados do usuário nos sistemas do Google nos anos à frente", disse a empresa. O Google disse que não haveria nenhuma vantagem de dados para produtos de publicidade do Google sob suas propostas, e seus produtos de publicidade ou próprios sites não teriam tratamento preferencial. A CMA disse que os compromissos do Google são "substanciais e abrangentes". O presidente-executivo da CMA, Andrea Coscelli, disse que o regulador está "assumindo um papel de liderança" ao definir como poderia trabalhar com poderosas empresas de tecnologia para moldar o comportamento delas e proteger a concorrência em benefício dos consumidores.

Maior parte da carga seria comercializada no sudeste do país. Ao todo, PRF fez três dias de operação. Operação de combate a crimes ambientais resulta na maior apreensão de madeira já feita pela PRF em Rondônia Uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em rodovias de Rondônia, apreendeu 464 m³ de madeira ilegal em três dias de fiscalizações. Segundo balanço da corporação divulgada nesta sexta-feira (11), esta foi a maior apreensão de madeira irregular feita pela PRF no estado. A operação foi realizada em pontos da BR-364 para combater o transporte irregular de madeira, já que, conforme os agentes, a rodovia é a principal rota das madeireiras no estado. Entre as espécies apreendidas estavam castanheiras, mognos, seringueiras e aroeiras. De acordo com a PRF, por lei, essas espécies apreendidas não podem ser extraídas ou comercializadas no Brasil. A suspeita é que a maior parte da carga seria vendida no sudeste do país. Quase 500m³ de madeira ilegal são apreendidas em rodovias de Rondônia Rede Amazônica/Reprodução "O sudeste do Brasil já teve sua exploração [de madeira] em quase sua totalidade. O estado de Rondônia, além de ter uma quantidade muito grande de madeira, se agrega o valor ao chegar ao sudeste, onde já estão quase extintas essas madeiras", explicou o agente da PRF Jussigle Rodrigues. De acordo com o consultor florestal Adilson Pepino, as apreensões de 464 m³ de madeira demonstram o avanço do desmatamento no estado. "Todo desmatamento por si só já gera impactos irreversíveis, tanto no âmbito ambiental, social e econômico. Na Amazônia nós precisamos conscientizar a população, os produtores e a sociedade em geral sobre esses impacto, precisamos retrair esse desmatamento da Amazônia", falou. Segundo a PRF, 17 motoristas foram autuados por fazer o transporte ilegal das cargas durante a operação. Todos assinaram termos de responsabilidade e se condenados, podem pagar multas de até R$ 30 mil. As madeiras apreendidas foram guardadas no pátio da corporação até a justiça decidir qual o destino delas. Análise da madeira Na tentativa de driblar a polícia, as empresas que fazem a extração e comercialização das madeiras, misturam as espécies proibidas com outros tipos que são permitidos. Por isso, 25 policiais, que atuaram na operação, passaram por treinamentos para saber como identificar a mistura. Dessa forma, cada carregamento foi devidamente averiguado pelos agentes. Agente coletando amostras de madeira para análise Rede Amazônica/Reprodução "O trabalho é feito identificando a madeira serrada na parte da carga do veículo, tirada uma amostra para ser analisada com uma lupa de amento pelo servidor da PRF, identificando as características da madeira", explicou o agente da PRF Anderson Idalgo.

Serão R$ 3,5 bilhões para ações de conectividade no país. Recursos deverão ser transferidos em até 30 dias. Lei pretende garantir acesso à educação remota, com pagamento de conectividade para alunos carentes e professores. Julio Cavalheiro/Governo do Estado de Santa Catarina O governo promulgou nesta sexta-feira (11) a lei que garante acesso à internet gratuita para alunos e professores carentes da rede pública. A lei já está em vigor. Serão destinados R$ 3,5 bilhões para ações que promovam a conectividade. Entre as fontes de recursos, estão as dotações orçamentárias e o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O texto prevê repasses a estados, municípios e DF, que vão aplicá-los conforme a demanda local. A transferência da União deverá ocorrer em parcela única em até 30 dias. Na última terça-feira (1º), o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto, que já havia sido aprovado na Câmara e no Senado. O presidente disse que a proposta era um empecilho para o cumprimento da meta fiscal do governo. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, também era contrário à iniciativa. Ele defendia como prioridade levar conectividade às escolas, em vez de distribuir gratuidade a alunos e professores. Em março, afirmou que 'despejar dinheiro na conta não é política pública'. Para especialistas, a liberação de recursos deverá atender a uma demanda urgente pelo acesso à educação remota. Também vão garantir acesso ao ensino híbrido, em locais onde será possível retomar parte das atividades presenciais nas escolas (leia mais abaixo). Os recursos serão voltados a: alunos da rede pública que sejam de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) Alunos de comunidades indígenas e quilombolas professores da educação básica a prioridade será, pela ordem: alunos do ensino médio, os alunos do ensino fundamental, os professores do ensino médio e os professores do ensino fundamental Os recursos poderão pagar conexão fixa na casa dos beneficiários ou em comunidades, quando for comprovado o custo-efetividade, ou quando não houver oferta de dados móveis. Ela também prevê contratação de internet nas escolas, de modo excepcional. Derrubada do veto Para Edméa Santos, que pesquisa cibercultura e educação há 25 anos, e é professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a derrubada do veto atende a uma demanda urgente. "Deveria haver internet gratuita em todo lugar público: nas ruas, escolas e universidades. Só que, agora, esta internet precisa chegar na casa dos alunos. É lá que eles estão. No pós-pandêmico, é óbvio que será preciso retomar a conectividade nas escolas, e ter internet", afirma. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, diz que a aprovação vai distribuir recursos e permitir que todos os estados forneçam equipamentos aos alunos. "Já se sabe que alguns estados, por conta própria, têm feito este esforço [de levar internet gratuita a alunos e professores]. Mas essa iniciativa nem sempre depende de decisão do gestor. Muitas vezes, depende mais da disponibilidade fiscal e orçamentária. Portanto, recursos extras seriam muito bem-vindos nessa hora", afirma. LEIA TAMBÉM: Adolescente vai todos os dias a ONG para conseguir assistir aulas on-line durante a pandemia Pandemia aprofunda ainda mais a desigualdade entre os brasileiros em relação à educação O desafio de uma maior conectividade na educação A pandemia escancarou a defasagem das escolas públicas em direção a um mundo digital: em sua maioria, não havia sistemas on-line que pudessem unir professores e estudantes. Em outras, o problema era estrutural: faltava internet ou conexão de qualidade. Ao mesmo tempo, a desigualdade e a exclusão digital das famílias se refletiram nos dados educacionais: muitos alunos não conseguiam acessar as aulas remotas por falta de equipamentos adequados ou internet. O cenário da educação é que: A internet banda larga não chegava a 17,2 mil escolas urbanas (20,5%) em 2020, indica o Censo Escolar da Educação Básica. Ao fim de 2020, somente duas a cada dez cidades (22,5% das redes municipais) terminaram o ano com plataformas educacionais, apontam dados da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A pesquisa Undime indicou que, para 78,6% dos respondentes, a conectividade dos alunos foi apontada com grau de dificuldade médio a alto para a continuidade da educação no ano passado. O levantamento "TIC Domicílios 2019", divulgado em maio de 2020, aponta que 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa. Nas escolas particulares, o índice é de 9%. Em relação à internet, foram identificados 20 milhões de lares sem conexão, o que representa 28% do total. No recorte por classes, as D e E eram as mais desfavorecidas, com 50% sem internet. Uma pesquisa desta semana aponta que alunos do ensino médio poderão se formar em 2021 sabendo 20% do que deveriam em português e ainda regredir em matemática Outra, do início de maio, avaliou alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. Entre eles, o maior déficit de aprendizagem estava em matemática, no 5º ano, o que acende um alerta também nos anos iniciais de ciclo. "A maior parte dos estudantes do país estão ou sem aula ou no ensino remoto. Um dado importante sobre isso é que 55% dos estudantes nas favelas não estão conseguindo estudar e, desses, mais de um terço, 34%, não estão fazendo isso porque não tem acesso à internet. Este é um dado que mostra a magnitude, a importância da internet para o acesso às aulas no ensino remoto", afirma Lucas Fernandes Hoogerbrugge, gerente de Estratégia Política no Todos Pela Educação. Os esforços para levar internet às escolas A pandemia acelerou um processo de conectividade nas escolas que começou em 1997. Foi o Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo), que pretendia incentivar o uso pedagógico de tecnologias na educação. Edmea Santos, da UFRRJ, conta que a ideia era fazer laboratórios de informática nas escolas. Depois, outros programas se seguiram, dando formação a professores tutores que incentivariam o uso das tecnologias nas escolas entre colegas; outros tentaram comprar computadores a baixo custo para alunos, ou ainda levar internet às escolas. Os programas foram encerrados. "O que não fizemos de lição de casa se mostrou agora. Em um momento de restrição de contato físico que só nos deu a opção de trabalhar virtualmente com a educação", afirma Jane Reolo, coordenadora de Soluções com Tecnologia do Instituto Unibanco. Infográfico mostra a oferta de internet nas escolas do Brasil; cores cinzas apontam internet em até 40% das escolas, os tons de vermelho indicam outros percentuais G1 Atualmente o MEC tem o programa Educação Conectada, que foi criado em 2017. Em abril, um relatório da Câmara dos Deputados apontou que o MEC reduziu em 45,1% os recursos destinados ao programa durante a pandemia, um corte de R$ 82 milhões (veja no vídeo abaixo). Em 14 de maio, a pasta anunciou que distribuiu 154 mil chips no programa Alunos Conectados. Deputados mostram redução de investimentos do MEC durante a pandemia Em meio à lacuna de informações, e para acelerar a conectividade das escolas, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) lançaram em março um mapa que mostra a conectividade das escolas, por rede municipal e estadual, porque não havia esta informação centralizada. "Reunimos um grupo de provedores para tentar resolver a conectividade. A Anatel tinha parte da informação, o MEC tinha a declaração de escolas, as próprias escolas tinham outros dados. Vimos que seria interessante criar um mapa integrado", conta Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB. Para Dellagnelo, a derrubada do veto é positiva. "Isso passa uma mensagem de que a tecnologia será parte do processo da educação daqui para frente, e que precisaremos de políticas públicas que consigam reduzir essa desigualdade de acesso entre os estudantes brasileiros", afirma . Alfabetização digital A falta de internet na educação levou a uma geração de alunos que têm acesso à informação, mesmo que precariamente em um celular, mas não foi instruído para navegar no ambiente virtual. Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que 67% dos estudantes de 15 anos do Brasil não conseguem diferenciar fatos de opiniões quando fazem leitura de textos. O documento cita que o fluxo de informações da era digital exige tal habilidade dos leitores. "Estar on-line não é critério de qualidade", aponta Reolo. "A escola ajuda a decodificar o que são letras e números. Com a tecnologia, também deveria ser nesta perspectiva", defende. "O acesso à internet é considerado um direito básico, mas se a escola não souber usar para fins educacionais, aumentando o grau de tecnologia em ações pedagógicas, ela estará lá sem atingir seu fim", defende Dellagnelo. Atualmente, as escolas do Acre, Amazonas, Maranhão, Roraima, Pará e Amapá têm os menores índices de conectividade do país. Em média, até 60% das escolas nestes estados têm internet, mas no AC e no AM, por exemplo, o índice cai para 40%, segundo dados do Censo Escolar 2020. Na análise por ciclo, as escolas do ensino médio têm maior conectividade (96,9%) do que as de ensino fundamental (76,10%). Saiba mais sobre Educação

Fundada em 2014 pelos irmãos Bruno e Lucas Karra, marca de moda urbana tem sede no bairro paulistano do Bom Retiro. Amostra de vestuário da marca Baw Reprodução/Instagram/Baw A Arezzo &Co deu mais um passo para ampliar sua fatia no segmento de vestuário. Com marcas líderes no setor calçadista como Arezzo, Schutz e Anacapri, a companhia confirmou a compra da Baw, uma marca de roupas streetwear [moda urbana] e nativa digital, com sede no bairro paulistano do Bom Retiro, região tradicional de confecções. O valor total da aquisição da Baw é de R$ 105 milhões, que pode ser acrescido de R$ 10 milhões caso métricas de desempenho sejam alcançadas. No ato, R$ 35 milhões são pagos em dinheiro. Em ações serão R$ 50 milhões e, após cinco anos, outra parcela de R$ 20 milhões será paga em dinheiro. A aquisição vem somar ao portfólio de vestuário criado a partir da compra da marca carioca Reserva, no fim de 2020. Fundada em 2014 pelos irmãos Bruno e Lucas Karra, a Baw se relaciona fortemente com o público da geração Z. “Irreverente, jovem, moderna e democrática, a Baw cria uma moda cheia de atitude, oferecendo um portfólio completo de categorias em malharia com modelagens básicas e confortáveis que podem ser usadas por todos os gêneros e corpos, em uma visão genderless”, diz a Arezzo em documento sobre a compra. A expectativa de faturamento da marca neste ano é de R$ 80 milhões. Os atuais sócios da Baw deverão permanecer vinculados contratualmente à marca no mínimo até junho de 2025, mantendo seus cargos na diretoria. Além disso, como forma de alinhamento de interesses, como aconteceu após a aquisição da Reserva, em 2020, os fundadores da Baw se tornarão acionistas da Arezzo &Co.
Malonize Seguros
Estrada de Itaquera Guaianases 55 - São Paulo / SP
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